Indústria automóvel em despiste por causa dos semicondutores

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Fabricantes param produção por falta de chips, essenciais para a tecnologia dos seus veículos. Peugeot volta aos conta-quilómetros analógicos.

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A Daimler, proprietária de marcas como a Mercedez-Benz, vai cortar nas horas de trabalho de cerca de 18.500 trabalhadores, interrompendo temporariamente a produção de duas fábricas na Alemanha, devido à escassez de chips semicondutores que está a atingir a produção mundial de automóveis, anunciou o grupo esta quarta-feira.

Segundo um porta-voz da empresa, citado pela Reuters, “a situação é volátil, por isso não é possível fazer uma previsão sobre o impacto destas medidas”. A Daimler vai reduzir o número de horas de trabalho das unidades de Bremen e Rastatt. A mudança interrompe a produção naquelas fábricas, mas permitirá que se continue a trabalhar nos projetos especiais. A paralisação da produção tem efeito a partir de 23 de abril e vai durar pelo menos uma semana.

A escassez global de semicondutores está a afetar diversos setores da indústria, entre eles a do automóvel. As causas desta falta de chips, fundamentais para os veículos cada vez mais eletrónicos, deve-se à Covid-19. Os automóveis estão cada vez mais dependentes de chips - para tudo, desde a gestão do consumo de combustível por computador, passando pela potência dos diversos blocos mnotorizados, até aos vários sistemas de segurança e ajudas ao condutor, como o já quase banal travão de emergência automático. A falta de chips está a afetar a produção de veículos de marcas como General Motors, grupo Volkswagen e Ford.

O exemplo mais radical desta situação pode ser encontrado no recém-formado grupo Stellantis (reune PSA e Fiat-Chrysler), que na quarta-feira anunciou que iria substituir os velocímetros digitais por analógicos mais antiquados num de seus modelos da Peugeot, devido à falta de chips semicondutores.

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