O aumento do número de acidentes rodoviários e o crescimento dos custos de reparação estão na origem do encarecimento do seguro automóvel, no próximo ano. Fontes do setor segurador estimam que a subida de preços vai situar-se entre 6% e 10%.
Duarte Amaral, diretor do ACP Seguros, explica que "os aumentos são livres". O valor dos prémios pode crescer em linha com a inflação, mas as seguradoras não estão obrigadas a fazê-lo e, por isso, podem ajustar os seus valores livremente.
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Para 2026, as previsões para os seguros auto podem não ser as melhores para os automobilistas, mas isso deve-se ao aumento da sinistralidade, por um lado. Desde 2019, excetuando os anos de 2021 e 2021 (devido à pandemia de covid-19), o número de acidentes rodoviários aumenta gradualmente.
Em 2025, até 16 de dezembro, registaram-se 140.118 acidentes. Face ao período homólogo, o número ocorreram já quase mais 4.400 sinistros.
A par do aumento de sinistros, os custos das reparações também estão a crescer.
"Há de facto um aumento significativo do custo médio por sinistro. Este aumento tem a ver com o custo das peças, reparações mais demoradas, veículos cada vez mais sofisticados, que ao mínimo impacto têm um conjunto de danos que no passado não tinham", refere Duarte Amaral.
O aumento do seguro automóvel vai atingir todos os veículos, independemente da motorização do veículo. Aliás, reparar um elétrico não é necessariamente mais económico que um veículo a combustão.
A questão dos elétricos está diretamente relacionada com o facto de haver um conjunto recente marcas no país que ainda não tem uma rede sólida de concessionários e oficinas.
No final de novembro, em entrevista ao Jornal de Negócios, Rogério Campos Henriques, que lideraa Fidelidade em Portugal, também afirmava ser "inevitável que existam aumentos em 2026 dos custos do seguro automóvel".