A Environmental Protection Agency (EPA) anunciou o fim dos créditos ambientais atribuídos às marcas automóveis pela adoção do sistema start-stop.
Estes incentivos, enquadrados nos chamados créditos de poupança de combustível fora de ciclo, deixam de ter aplicação no âmbito de uma alteração profunda das políticas ambientais federais.
A decisão surge integrada num pacote legislativo mais vasto que revoga a chamada Declaração de Perigo de Gases com Efeito de Estufa aprovada em 2009, durante a presidência de Barack Obama.
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Com esta reversão, ficam igualmente sem efeito diversos regulamentos federais de emissões aplicáveis a veículos e motores produzidos entre os anos-modelo de 2012 e 2027, bem como posteriores.
O responsável máximo da EPA, Lee Zeldin, defendeu a mudança numa intervenção na Casa Branca, argumentando que a simplificação das regras poderá traduzir-se em poupanças para quem compra automóveis novos.
Segundo a agência, os fabricantes deixam de ser recompensados por integrar uma tecnologia que considera não trazer benefícios materiais significativos.
Descrito pela atual administração como um equipamento pouco apreciado pelos condutores, o sistema start-stop deixa assim de contar com apoios federais.
Na prática, os construtores passam a ter total liberdade para decidir se mantêm ou eliminam esta solução dos seus modelos destinados ao mercado norte-americano.
Embora não exista qualquer proibição formal, o futuro do start-stop nos Estados Unidos dependerá agora exclusivamente das opções estratégicas das marcas.
Como o sistema implica componentes específicos, como baterias reforçadas e motores de arranque mais robustos, a sua eventual remoção poderá contribuir para reduzir custos de produção e tornar os preços mais competitivos.