As exportações portuguesas de componentes para a indústria automóvel recuaram 7,8% entre janeiro e agosto, face ao mesmo período de 2025, para cerca de 7,6 mil milhões de euros, de acordo com a Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA).
Em agosto, as vendas ao exterior totalizaram aproximadamente 650 milhões de euros, menos 7,2% em termos homólogos, segundo os dados da associação.
A Europa absorveu 87,3% das exportações do setor nos primeiros oito meses do ano, mas registou uma quebra de 8,7% face ao período homólogo.
Espanha manteve-se como principal destino dos componentes produzidos em Portugal, representando 28% das exportações, seguida da Alemanha, com 20%, e de França, com 9,4%.
No período em análise, as vendas para Espanha diminuíram 10,3% e para a Alemanha 15,2%, enquanto França registou um crescimento de 2,4%.
Fora do mercado europeu, as exportações para África e Médio Oriente aumentaram 19,7%, enquanto as destinadas à Ásia e Oceânia cresceram 9,9%.
As vendas para o continente americano caíram 20,8%.
Os componentes automóveis representam atualmente 14% das exportações nacionais de bens transacionáveis, segundo a AFIA, que alerta para a pressão competitiva sobre a indústria e defende condições que favoreçam o investimento e a produtividade.
"Num setor predominantemente exportador, é fundamental assegurar condições de enquadramento que favoreçam o investimento, a produtividade e a capacidade de competir a partir de Portugal", afirmou o presidente da associação, José Couto, citado no comunicado.
A associação representa os fornecedores portugueses de componentes para a indústria automóvel, um setor que reúne cerca de 360 empresas e emprega diretamente 61.700 pessoas.
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