Compra do primeiro carro: novo ou usado?

Qual o carro e quais os custos a considerar

Comprar carro é um passo maior do que se imagina, sobretudo quando o faz pela primeira vez. Ter um carro pode ter tanto de divertido, como de dispendioso, e nem sempre aquele automóvel com que sonhou pode ser aquele que consegue comprar.

Um veículo em segunda mão é, muitas vezes, a solução mais em conta. Não só por ser mais barato, mas também porque o primeiro carro é, regra geral, aquele em que aprendemos realmente a conduzir. Ou seja, pequenas batidelas podem acontecer com mais frequência — e ninguém quer que isto aconteça com um carro “novinho em folha”, certo? No entanto, ao comprar carro em segunda mão, é importante conhecer o seu estado e saber com que objetivo o vai utilizar.

Saiba o que deve ter em conta na compra do primeiro carro e quais as despesas posteriores a contemplar no orçamento.

Ao comprar carro: qual o objetivo de utilização?

Chegou o momento por que tanto ansiava depois da carta de condução: comprar o carro. Mas antes de o fazer, pergunte-se por que o vai fazer. Que utilização vai dar ao carro? Vai fazer viagens mais longas ou mais curtas? Será para uso individual ou transporte de mais passageiros? Estas podem parecer questões sem grande importância mas, na verdade, as respostas a estas perguntas podem ajudar no momento da escolha. Consoante as necessidades que tenha, há carros que se adaptam melhor ao objetivo de utilização que lhe será dado.

Gasolina, gasóleo, elétrico ou híbrido?

Esta é outra questão pertinente no momento de comprar o carro, e cuja resposta vai depender, uma vez mais, da utilidade que se vai dar ao veículo. Até há relativamente pouco tempo, a opção parecia simples: gasolina para quem percorria distâncias mais curtas; gasóleo para percorrer grandes distâncias. Mas atualmente, os próprios fabricantes estão a deixar de apostar nas motorizações a gasóleo, dado estarem relacionadas com emissões mais poluentes.

De acordo com a Organização dos Consumidores e Utilizadores (OCU), o gasóleo deixou de ser a opção mais vantajosa em termos de poupança, quando comparado com as outras opções. O custo de ter um carro a diesel hoje em dia é 5,7% quando comparado com um carro a gasolina, 5% maior do que possuir um híbrido e 5,8% maior do que se optar por um elétrico.

Um carro a gasolina é uma boa opção (e mais acessível dos que as vertentes elétricas) quando o percurso habitual implica 65% de cidade, 30% de estrada e 5% de autoestrada.

Já os híbridos e os elétricos têm a vantagem de serem menos nocivos para o ambiente. Porém, o preço e a autonomia destes carros tornam-se fatores decisivos no momento da compra.

Novo ou usado?

Sejamos realistas: é com o primeiro carro que descobrimos a condução, cometemos os primeiros erros e surgem as primeiras amolgadelas. Será que vale a pena investir num veículo que vem diretamente da fábrica para as nossas mãos? É certo que toda a história de vida do automóvel vai começar connosco e terá, à partida, menos problemas mecânicos que um usado, além de incluir a garantia de fábrica. Mas é também uma opção muito mais cara.

Uma das vantagens de comprar carro em segunda mão é o facto de se poder poupar algum dinheiro. Assim, pode comprar um carro melhor que não seria acessível enquanto novo. Ou ter uma viatura sem ter de recorrer a créditos elevados. Além disso, ao comprar veículos novos, há posteriormente uma desvalorização mais acentuada do que se optar por comprar um carro em segunda mão.

Comprar em 2.ª mão em segurança

Comprar carro em segunda mão pode ser um risco, por não conhecer o seu historial. Por isso, deve dar atenção a alguns pormenores: 

  • Comece por verificar, numa conservatória do registo automóvel, se existem ónus ou encargos sobre o veículo, como penhoras ou hipotecas.
  • Na viatura, procure vestígios de ferrugem, amolgadelas, mossas ou deformações, verifique a abertura de portas e do capô, o estado dos pneus, as luzes e a pintura.
  • Relativamente ao interior, verifique se há danos nos estofos, se os bancos e os cintos funcionam, e se não há estragos nos espelhos, botões, fechaduras ou chave de ignição.
  • Ligue o motor para verificar se há indicação de avarias ou revisões, veja o nível de óleo, a validade da bateria e o depósito de refrigeração.
  • É crucial conduzir o veículo, de modo a verificar travões, direção e eventuais ruídos na transmissão.

Para maior segurança ao comprar um carro em segunda mão, prefira aqueles que incluem certificação, como a que é emitida pelo ACP/DEKRA. Esta certificação permite documentar o estado de conservação de um veículo usado, sendo um fator de confiança e transparência para quem pretende comprar um automóvel usado. A certificação é efetuada pela DEKRA Portugal, uma entidade neutral e independente, com ampla experiência internacional e sem qualquer intervenção direta ou indireta na comercialização ou na reparação de veículos automóveis.

Assim, tem a certeza de que o carro que compra, ainda que em segunda mão, passou por uma apertada avaliação: desde o estado do motor, aos sistemas de segurança, passando pela transmissão, chassis, pintura, travões e até pelo habitáculo.

Se é sócio ACP, pode comprar carro através do serviço Usados Sócio para Sócio, onde encontra automóveis usados de sócios ACP inspecionados pela DEKRA.

O custo de ter um carro

Ainda antes de se aventurar na compra do carro, outros valores se levantam — além do seu preço final. É que ter um automóvel pode ter um custo elevado e importa perceber se o orçamento mensal cobre os gastos. Na lista de despesas de um carro, há muito mais do que a mensalidade (caso opte por comprar carro através de crédito):

  • IUC
    Trata-se do Imposto Único de Circulação, uma despesa anual obrigatória, calculada em função da cilindrada e das emissões de CO2. O valor deste imposto é alterado todos os anos pelo Governo. Varia entre uma dezena até algumas centenas de euros por ano, dependendo também do ano de matrícula. Consulte as tabelas do IUC.
  • Seguros
    É obrigatório ter, pelo menos, o seguro de responsabilidade civil, ainda que o carro esteja parado na garagem. Existem várias opções de seguro, dependendo o seu valor da seguradora escolhida e das coberturas contratadas, da idade do condutor e o do tipo de veículo. Faça uma simulação para perceber qual o melhor seguro para o seu caso, e em quanto lhe pode ficar mensalmente.
  • Inspeção
    Outro custo obrigatório anual, cujo valor é definido todos os anos pelo Governo. Em 2020, o preço para um ligeiro de passageiros corresponde a 31,51€.
  • Revisões
    Devem ser feitas regularmente, para segurança de quem usufrui do carro, e de preferência em reparadores autorizados. Os valores vão depender dos serviços contratados e do local onde é feita a revisão.
  • Combustível
    É um custo variável, pois depende do automóvel, do número de quilómetros percorridos por mês, do combustível que usa e até do tipo de condução. No caso dos elétricos, fica mais barato serem carregados em casa, mas não se esqueça que vai pagar na fatura da luz.
  • Outros imprevistos
    Ao longo do tempo, com o desgaste, o carro vai precisar de peças novas: pneus novos, lâmpadas, escovas limpa pára-brisas, amolgadelas ou avarias imprevistas.
  • Documentação
    Ao comprar carro, é necessário registá-lo na conservatória, assim como pedir o Documento Único Automóvel (DUA). Estes dois processos têm um valor, que pode ser menor se o fizer através da internet.

 

Renting: uma solução a ponderar?

Feitas as contas às eventuais despesas, comprar carro parece ser mais caro do que imagina? Existe sempre a solução do renting. Na prática, é como estar a alugar um veículo, cuja manutenção, impostos e despesas estão incluídos numa mensalidade, que fica a pagar durante um tempo acordado.

Através do ACP, pode optar por ter um carro seminovo com todas as vantagens do renting ou, se preferir, ter o mesmo serviço, mas com um automóvel novo. E o melhor desta modalidade é que não tem a obrigação de ficar com o veículo no final do contrato e ainda beneficia de desconto exclusivo para sócio.


Conheça as campanhas do mês ACP Renting.
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