Já há entendimento entre a Peugeot-Citroën e a Fiat-Chrysler

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A fusão entre os dois grupos vai dar origem ao quarto maior construtor mundial de automóveis e vai ter sede na Holanda.

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A Fiat Chrysler Automobiles e a Peugeot S.A. assinaram um Memorando de Entendimento vinculativo que visa a fusão 50/50 das suas atividades, dando origem ao 4º maior construtor mundial em termos de volume e ao 3º maior em termos de volume de negócios.

A combinação vai resultar num volume de vendas anual de 8,7 milhões de veículos, com um volume de negócios de aproximadamente 170.000 milhões de euros, um resultado operacional corrente superior a 11.000 milhões de euros e uma margem de lucro operacional de 6,6%, considerando os resultados agregados de 2018.

A empresa conjunta irá investir de um modo muito significativo, em tecnologias e serviços que transformarão a mobilidade do futuro, ajudando-as a ir ao encontro das desafiantes exigências regulamentares em matéria de CO2. Contando já com uma robusta presença em matéria de Pesquisa e Desenvolvimento a nível global, a entidade conjunta contará com uma plataforma robusta que lhe permitirá promover a inovação e impulsionar ainda mais o desenvolvimento de capacidades transformadoras nos domínios da eletrificação, mobilidade sustentável, condução autónoma e conectividade.

A nova companhia contará com Conselho de Administração composto por 11 membros, a maioria dos quais independentes. Cinco desses membros serão nomeados pela FCA e o seu acionista de referência (incluindo John Elkann como Presidente) e cinco outros serão nomeados pelo Groupe PSA e os seus acionistas de referência (incluindo o Vice-Presidente e o Diretor Principal Não-Executivo). Aquando da fusão, o Conselho de Administração incluirá dois membros representantes da FCA e dos empregados do Groupe PSA. Carlos Tavares será o Chief Executive Officer da empresa por um mandato inicial de 5 anos e será, também, membro do Conselho de Administração.

A nova empresa-mãe terá sede na Holanda e será cotada no Euronext (Paris), na Borsa Italiana (Milão) e no New York Stock Exchange, e irá beneficiar da sua forte presença em França, Itália e nos EUA.

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