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Belas cidades, belas montanhas

O senhorio de Anadia pertenceu, desde o séc. XII ao séc. XVI, ao Mosteiro de Stª Cruz de Coimbra. Em 1514 D. Manuel I deu-lhe foral e, posteriormente D. João III deu o referido senhorio à Universidade, que cobrou os seus rendimentos até à guerra civil. No séc. XVI, a família mais importante do senhorio era a dos Sá e Melo, depois Condes de Anadia. Estando próxima do Buçaco, foi “visitada” pelo exército dirigido por Massena, após o desastre da Batalha do Buçaco.

Anadia foi elevada à categoria de Concelho em 1836 e é desde longa data detentora de reputadas caves de vinhos gaseificados e espumantes. A azáfama das vindimas espalha todos os anos, pelos montes em redor, um colorido vivo e variado, feito das pessoas, as suas roupas coloridas, os cestos, as uvas, e a própria folhagem das vinhas. Logo após, fica o sossego, mantendo-se o encanto, o colorido, sobretudo ao entardecer, quando os vinhedos, antes do despedir da folhagem, se tingem dos mais variados tons.

  • Onde?

    ANADIA – AVEIRO
    O senhorio de ANADIA pertenceu, desde o Séc. XII ao Séc. XVI, ao Mosteiro de Stª Cruz de Coimbra. Em 1514 D. Manuel I deu-lhe foral e, posteriormente D. João III deu o referido senhorio à Universidade, que cobrou os seus rendimentos até à guerra civil. No Séc. XVI, a família mais importante do senhorio era a dos Sá e Melo, depois Condes de Anadia. Estando próxima do Buçaco, foi “visitada” pelo exército dirigido por Massena, após o desastre da Batalha do Buçaco.

  • O quê?

    Anadia foi elevada à categoria de Concelho em 1836 e é desde longa data detentora de reputadas caves de vinhos gaseificados e espumantes. A azáfama das vindimas espalha todos os anos, pelos montes em redor, um colorido vivo e variado, feito das pessoas, as suas roupas coloridas, os cestos, as uvas, e a própria folhagem das vinhas. Logo após, fica o sossego, mantendo-se o encanto, o colorido, sobretudo ao entardecer, quando os vinhedos, antes do despedir da folhagem, se tingem dos mais variados tons.
    Próximo, o Monte Crasto, sobranceiro à cidade, merece uma visita, pelo panorama privilegiado da Bairrada e pela Capela da Penha de França. Pensa-se que por aqui passaria uma estrada romana. Também nas imediações, a Quinta do Marquês da Graciosa, casa solarenga do Séc. XVIII, com o seu grande e belo parque.
    Nas imediações as famosas Termas da Curia, do Luso e do Vale da Mó (aldeia de Vale da Mó), muito visitadas pela qualidade das suas águas, benéficas para a cura e tratamento de várias doenças.
    Das figuras naturais deste concelho, alvo de homenagem, refira-se Manuel Alves, o Poeta Cavador – repentista e analfabeto, foi assim designado por Tomás da Fonseca, que compilou e publicou os seus versos num livro chamado “Versos dum Cavador”. Manuel Alves nasceu e morreu em Vale do Boi, freguesia da Moita.
    A outra figura a referir é o Visconde de Seabra, de nome próprio António Luis, autor do Código Civil português, reitor da Universidade de Coimbra, deputado, par do Reino, Ministro da Justiça e também amigo de Alexandre Herculano, que visitou a sua casa e Quinta, em Anadia.

  • Património a descobrir

    ANADIA
    - Capela de S. Sebastião – data do Séc. XVII, tendo sofrido alterações posteriormente. Mantém duas imagens em madeira, datadas do Séc. XVII, uma de Stª Catarina e outra da Virgem com o Menino e, do mesmo séc. um crucifixo em pedra, que se pensa ter sido uma cruz de caminho. É pertença da Stª Casa da Misericórdia de Anadia
    - Museu do Vinho da Bairrada – Edifício contemporâneo, inaugurado em 27 de Setembro de 2003, comporta, para além da exposição permanente – Percursos do Vinho, uma componente de exposições temporárias de arte contemporânea.

    ARCOS
    - Igreja Paroquial de Arcos – Capela-mor do Séc. XVIII. A frontaria e a torre, que datam da mesma altura, sofreram alterações, no Séc. XIX. Destacam-se ainda os azulejos da Capela-Mor, datados de 1747.
    - Paço da Graciosa – foi inicialmente construído no último terço do Séc. XVIII e, posteriormente, reconstruído com elementos retirados da Igreja de S. Cristóvão, em Coimbra, nomeadamente colunas datadas do Séc. XVII.

    AGUIM
    - Casa Brasonada

    AMOREIRA DA GÂNDARA
    - Solar dos Távoras – Séc. XVIII, com brasão

    BAIRRADA
    - Estação Vitivinícola da Bairrada – foi criada em Junho de 1887, com a denominação de “Escola Prática de Viticultura e Pomologia da Bairrada” e destinava-se a “estabelecer e arranjar novas práticas de cultura da vinha e valorizar os seus produtos”. Nestas instalações foi produzido, em 1890, o primeiro espumante natural da Bairrada, pelo Engº Agrónomo José Maria Tavares da Silva, primeiro diretor desta Estação Vitivinicola.

    CURIA
    - Palace Hotel da Curia – nasceu da transformação de dois edifícios banais, nos anos 20 (Séc. XX), pelo Arq. Norte Júnior. No interior existe um elevador, “art-nouveau” da mesma época.
    - Estação de Caminhos de Ferro da Curia – o edifício desta estação foi projectado por Cottinelli Telmo e inaugurado em 1944. Conserva ainda quatro painéis de azulejos da autoria de Jorge Barradas.

    LEZÍRIAS – FREGUESIA DE S. LOURENÇO DO BAIRRO
    - Capela de Nª Srª das Lezírias – data do Séc. XVII. Pensa-se que esta Capela tenha substituído um pequeno oratório existente no local, o que é evidenciado pela escultura da Virgem, que data do Séc. XV e que lá se mantém.

    MOGOFORES
    - Capela de Nª Srª da Piedade ou dos Pintos – construída no flanco direito da Igreja Paroquial de Mogofores, para servir de sepultura a um fidalgo, foi edificada no séc. XVII e está classificada como imóvel municipal.
    - Pedra de Armas dos Pintos
    - Solar de Mogofores – hoje transformado em Turismo de Habitação
    - Casa Armoreada – Mogofores

    MOITA
    - Igreja de S. Cucufate, no lugar da Moita, data do Séc. XII, subsistindo, desta construção uma lápide comemorativa. Reconstruída no Séc. XVII tem, como altar, um túmulo de calcário branco com as armas dos Borges e que data do Séc. XV.

    ÓIS DO BAIRRO
    - Paço de Óis do Bairro – foi reconstruído no Séc. XVIII, após um incêndio o ter destruído parcialmente. Foi restaurado com base na parte mais antiga, que se conservou intacta e que data do Séc. XVII. Ostenta ainda elementos do Séc. XIX.

    PEREIRO – FREGUESIA DE AVELÃS DE CIMA
    - Capela de Nª Srª das Neves e Fontanário – data de finais do Séc. XVII e é uma das mais antigas do concelho de Anadia. A Capela antiga, que agora é a sacristia, data de finais do Séc. XVI e mantém, no exterior, um fontanário que data da época da construção.

    SANGALHOS
    - Igreja Paroquial de Sangalhos – dependente do Convento de Stª Clara de Coimbra, foi totalmente reconstruída na 1ª metade do Séc. XVIII. Tem escultura em pedra, de S. Vicente, o padroeiro, datada do Séc. XVI  e duas outras, de dois anjos, do Séc. XVIII.
    - Cruzeiro de Sangalhos – toda a estrutura deste cruzeiro data do Séc. XVII, à excepção da cruz existente no seu interior, que é de construção moderna.

    TAMENGOS
    - Igreja Paroquial – data do Séc. XVIII, tendo embora, encostada a ela uma pequena Capela que data do Séc. XVII. Bela talha dourada e duas figuras em calcário, representando S. Pedro (Séc. XIV) e S. Paulo (Séc. XVI)

    VALE DA MÓ
    - Ruínas do Convento das Ursulinas e Capela de Nª Srª da Piedade – convento da Ordem de Santa Ursula, Séc. XVIII, em ruínas, mantendo-se a Capela de Nª Srª da Piedade. O Convento foi mandado construir por um grupo de senhoras devotas, a conselho dos seus confessores, todos jesuítas. No Séc. XIX, com a extinção das ordens religiosas, a freiras foram para Coimbra, para o Convento de Stª Ana. Tem belas imagens datadas do início do Séc, XVIII.

    VILA NOVA DE MONSARROS
    – Capela de Nª Srª das Neves, Séc. XVII, interessante pela arquitetura e pela talha dos altares, do barroco inicial.

  • Feiras, Festas e Romarias

    Esta altura do ano é pobre em festas e eventos… surgiu então, como merecedor de uma visita, o Museu do Vinho da Bairrada. Está instalado num edifício moderno, com uma exposição permanente versando os “Percursos do Vinho”, que é iniciada com uma mostra de registos documentais alusivos ao mundo vitivinícola a que se segue um espaço dedicado às castas permitidas na Região Demarcada da Bairrada e espólio inerente à atividade vinícola.
    Para além disso, tem seis salas temáticas, dedicadas à Vinha, Vindima, Vinificação (Caves e Adegas), Vinificação (Espumante), Prova e Roteiro – com espólio datado do Séc. XVIII a inícios do Séc. XX. Cada um dos temas é complementado com filmes alusivos aos temas tratados.
    No final da visita, passa-se pela Enoteca, na qual se encontram os melhores vinhos que a Região produz.


  • Gastronomia

    Falando em Bairrada, sente-se logo o cheirinho, o gosto, a delícia do Leitão Assado, de pele tostadinha… depois vem tudo o resto – a Chanfana, o Bacalhau com Presunto, o Bacalhau à Sr. Prior de Tamengos e a Cabidela de Leitão. Para rematar uma boa refeição o Arroz Doce, sempre igual mas… sempre especial, as Barrigas de Freira e os Amores da Curia.

    De vinhos, o problema está na escolha, porque o leque é grande… com o leitão, o chamado vinho frisante, criado especialmente para o acompanhar, bem como a outros grelhados. A sua produção iniciou-se nos anos 70, na Bairrada, mediante a adição de gás carbónico (o mesmo que têm os refrigerantes) ao vinho branco normal da região. O processo foi sendo aperfeiçoado e modificado e, a partir de 2002, passaram os vinhos a adquirir o gás, por fermentação, em cubas de aço.

  • Acessos e Distâncias
    LISBOA 245 km PORTO 95 km
    Aveiro 39 km Braga 144 km
    Bragança 439 km Castelo Branco 186 km
    Coimbra 29 km Évora 322 km
    Faro 467 km Guarda 166 km
    Leiria 104 km Portalegre 256 km
    Santarém 165 km Setúbal 266 km
    Viana do Castelo 165 km Vila Real 186 km
    Viseu 93 km    

     

     

  • Itinerários Possíveis

    Itinerário 1
    Visitar os valores do património existentes em Anadia, claro, dedicando algum tempo ao Museu do Vinho da Bairrada e ao que pode aprender acerca do cultivo da vinha e produção do precioso néctar, Moita, Vale da Mó.

    Total de km
    – 20,5 km

    Tempo de percurso – 29 minutos, só considerado o tempo de condução.

    Estradas – todo o trajecto é feito por Estradas Municipais, à excepção de pequena passagem no IC2, na aproximação da Curia.
    Itinerario1


    Itinerário 2
    Visitar os valores do património existentes em Anadia, Aguim, Óis do Bairro, Mogofores, Amoreira da Gândara, Sangalhos e Avelãs de Cima:

    Total de km – 38,4 km

    Tempo de percurso – 53 minutos, só considerado o tempo de condução.

    Estradas – todo o trajecto é feito por Estradas Nacionais e Municipais, à excepção de pequenas passagens  no IC2.

    Itinerario2


    Itinerário 3

    Visitar os valores do património existentes em Arcos, S. Lourenço do Bairro, Tamengo e Anadia:

    Total de km – 17 km

    Tempo de percurso – 22 minutos, só considerado o tempo de condução.

    Estradas – o trajecto feito pelo IC2, Estradas Nacionais e Municipais.

    Itinerario3

     

  • Parceiros ACP

    PARCEIROS ACP
    Abaixo estão os links para todos os parceiros existentes no Distrito de Aveiro, a que Anadia pertence, e que oferecem descontos aos sócios, mediante a apresentação do cartão de sócio.

    Hotéis
     - Solares
    Turismo Rural
     - Restaurantes

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