São Pedro do Sul

Capital do Termalismo

Pela sua localização e por se encontrar envolvido por serras, o Concelho de São Pedro do Sul é considerado “a Sintra da Beira” e, simultaneamente, o “canteiro mais florido de Lafões”. De paisagens amplas, plenas de árvores e de arbustos cheirosos como a urze e a carqueja, muito procurados pelos rebanhos de ovelhas e cabras.
Aqui e ali, no meio de montes e vales, podem encontrar-se as aldeias típicas de xisto, felizmente preservadas. São, hoje, visitadas não só individualmente como através de percursos pedestres, pré-estabelecidos e devidamente sinalizados, organizados pelo Turismo e Câmara Municipal.

Nas Serras que abundam no Concelho de São Pedro do Sul é extraído o xisto, principal elemento com que as casas, nas aldeias, eram construídas noutros tempos. Aldeias como Pena, Fujaco, Covas do Monte, cada uma com as suas características próprias, felizmente preservadas e que constituem uma mais valia, em termos de turismo e promoção do Concelho. Para além das aldeias, pode encontrar-se o Santuário de S. Macário, estrategicamente localizado e também construído em xisto.

  • Onde?

    São Pedro do Sul, cidade e sede de concelho, fica a dois passos de Viseu, a cujo Distrito pertence, aninhada no Vale de Lafões, entre as Serras de Arade, Gralheira e S. Macário. Particularmente no que diz respeito à Serra de S. Macário, nela se pode encontrar um pequeno Santuário, muito procurado pelos devotos, em função da conhecida Lenda de S. Macário, de que falaremos mais à frente. A paisagem de que se desfruta é impressionante, avassaladora….

    São Pedro do Sul - as belezas naturais das Serras        São Pedro do Sul - as belezas naturais dos rios
    As serras e os rios do Concelho de S. Pedro do Sul

  • O quê?

    O Concelho de São Pedro do Sul, como toda a zona envolvente foi ocupado pelos vários povos que assolaram a Península Ibérica, até que chegaram os Romanos, os que mais vestígios deixaram, nomeadamente os balneários, nas Termas de São Pedro do Sul. Já no tempo dos Romanos era reconhecida a qualidade das águas que brotavam nas termas de S. Pedro do Sul. Os dados hoje existentes dizem que a água brota a uma temperatura de 68,7ºC, com um caudal de 10l por segundo.
    D. Afonso Henriques
    foi ali ser sujeito a tratamentos a uma perna, ferida na Batalha de Badajoz. Posteriormente o Rei deu carta de Foral às Termas de São Pedro do Sul. Bem mais tarde, a Rainha D. Amélia foi também frequentadora das termas de São Pedro do Sul – isto em 1894, dez anos depois de a Câmara de São Pedro do Sul ter procedido à construção de um balneário moderno.


    São Pedro do Sul - As Termas       São Pedro do Sul - Balneário D. Afonso Henriques    São Pedro do Sul - Balneário Rainha D. Amélia
    Logo das Termas e figuras reais que mais as projetaram - D. Afonso Henriques e D. Amélia

  • Património a descobrir

    SÃO PEDRO DO SUL

    - Castro de Baiões ou Castro de Nª Srª da Guia
    – fica no monte do mesmo nome de Nª Srª da Guia, sobre o rio Vouga. É um castro que terá sido edificado durante a Idade do Bronze, no séc. VII a. C. Só na década de 70 do século passado este castro foi objeto de escavação por um arqueólogo – Monsenhor Celso Tavares da Silva – de entre os elementos recolhidos, podem referir-se objetos em pedra, fragmentos cerâmicos e objetos de bronze, entre os quais pontas de lança. As casas eram circulares e dispunha de uma única linha de muralhas

    - Igreja de Nª Srª da Guia – foi construída entre os séc. XI e XII, para cumprimentos de promessa feita à Virgem, pelas tropas cristãs, durante a reconquista. Foi construída com pedras retiradas do chamado Castelo dos Mouros ou de Baiões. Foi reconstruída em meados do séc. XVII. O exterior não tem nada digno de nota, no entanto, podemos destacar, no interior, os retábulos de talha branca e dourada, sendo o mais notável o que está na capela -mor, com uma imagem de Nª Srª da Guia, do séc. XV.

    - Termas – conhecidas por “Banho” ou Caldas de Lafões”, em plenas Termas de S. Pedro do Sul, cujas nascentes brotam na margem esquerda do rio Vouga. O complexo termal foi inicialmente construído pelos romanos, que souberam bem aproveitar não só o manancial da nascente, mas também as suas características terapêuticas. A designação que passou a ser-lhe dada, deveu-se ao facto de D. Afonso Henriques ter frequentado as termas e feito tratamentos com as suas águas, para sanar uma perna fraturada na Batalha de Badajoz. Outros soberanos lhe seguiram o exemplo, para curar as suas maleitas, mas foi a Rainha D. Amélia a que mais marcou a vida das Termas, no séc. XIX – motivou mesmo a construção de um novo balneário, destinado às senhoras. 

       S. Pedro do Sul - Antigas Termas - Termas de S. Pedro do Sul
                 Termas Romanas

    - Convento dos Franciscanos – S. José –este edifício está hoje, e desde a extinção das Ordens religiosas, por decreto de 1834, ocupado pelos Paços do Concelho de S. Pedro do Sul. Dele merecem especial atenção a Igreja propriamente dita, a sacristia e o claustro. Foi construído com a finalidade de servir como uma espécie de hospício para os religiosos da Ordem Terceira de S. Francisco, de modo a que pudessem usar as águas termais de S. Pedro do Sul, para aliviar as suas maleitas. À igreja acede-se por uma grande escadaria. No interior podem encontrar-se nichos com as imagens de S. Francisco e S. Pedro de Alcântara. Na sacristia, existe um arcaz (arca grande), com espaldas de talha dourada e azul, com pinturas que representam a vida de S. Francisco. O claustro é de dois andares, delimitado por arcadas assentes em colunas com decorações diferentes em cada um dos dois andares.

    São Pedro do Sul - Convento Franciscanos m- S. Pedro do Sul
    Convento dos Franciscanos - Paços do Concelho

    - Quinta da Comenda – é um conjunto arquitetónico, com data de fundação anterior à da nacionalidade. Pertenceu a D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques. Para além de toda a grande parte habitacional, dispõe de uma belíssima capela. Na porta de entrada do edifício tem uma cruz de Malta.

    São Pedro do Sul - Qtª da Comenda-Porta com cruz de Malta                   S. Pedro do Sul - Capela da Qtª da Comenda
    Quinta da Comenda-Cruz de Malta                               Quinta da Comenda - Capela

    Foi recentemente recuperada e, para além de proporcionar visitas a grupos, funciona como turismo de habitação e desenvolve grande atividade agrícola, com a produção de fruta, hortícolas, ervas aromáticas, frutos secos, vinho branco, tinto, rosé e também espumante

    São Pedro do Sul - Qtª da Comenda - TH
    Qtª da Comenda - Casa Agrícola e Turismo de Habitação

    - Solares dos Viscondes de S. Pedro do Sul (com brasão numa esquina), do Barão de Palme e dos Condes da Lapa

    São Pedro do Sul - Solar dos Viscondes de S. Pedro do Sul
     Brasão


    São Pedro do Sul - Solar dos Conde de Palme
    Solar do Barão de Palme


    São Pedro do Sul - Solar dos Condes da Lapqa
    Solar dos Condes da Lapa

    Freguesia de Bordonhos
    - Igreja Matriz
    - caraterística, com brasão, numa das capela e relógio suis generis, na torre sineira.

    S. Pedro do Sul -Igr. Matriz de Bordonhos-Bordonhos        S. Pedro do Sul - Brasão da Igr. Matriz de Bordonhos           S. Pedro do Sul - Relógio Torre da Igr. Matriz de Bordonhos
    Igreja Matriz de Bordonhos - brasão e relógio da Torre

    - Casa do Paço – ou Casa de Fidalgos da Casa Real, antigo morgado de Bordonhos, cujo título foi atribuído no séc. XIV. Os lavradores das terras que faziam também parte do Morgado, pagavam o foro, em géneros – alqueires de milho, almudes de vinho, carros de lenha, arráteis de carne (presunto), galinhas e meadas de linho.

    S. Pedro do Sul - Casa do Paço - Bordonhos
    Casa do Paço 

    Freguesia de Carvalhais
    - Castro de Cárcoda
    – é um é um povoado fortificado, em forma praticamente triangular, que ocupa cerca de 15 hectares. Em alguns locais são visíveis troços da muralha, com uma espessura superior a 6 metros. De acordo com o que foi tornado visível das fundações das habitações, este castro deverá datar da Idade do Ferro, embora algumas já da época romana.

    S. Pedro do Sul - Castro de Cárcoda - Carvalhais
    Castro de Cárcoda

    - Museu Rural de Carvalhais – tem expostas coleções de arqueologia, com elementos retoirados do Castro de Cárcoda), de tradições e usos populares, loiça preta, em barro de Molelos, mostra o ciclo do linho e do pão, e ainda faianças portuguesas, alfaias agrícola e elementos de algumas profissões, como carpinteiro.

    - Igreja Matriz de Carvalhais – esta igreja tem, na parede virada a poente, uma inscrição com a data de 1721, que deve referir-se ao ano em que foi reconstruída a velha e arruinada, que ali existia anteriormente.

    S. Pedro do Sul - Igr. Matriz de Carvalhais
    Igreja Matriz de Carvalhais

    - Capelas de N.ª Sr.ª do Resgate (em Roçadas), de N.ª Sr.ª da Conceição (em Favarrel),  de N.ª Sr.ª de Fátima (em Ribas) e de N.ª Sr.ª das Chãs (em Sá)

    S. Pedro do Sul - Capela de Nª Srª das Chãs - Carvalhais
    Capela de Nª Srª das Chãs

    - Parque do Pisão e Moinhos de Água – espaço e parque arranjados e renovados para permitir que as pessoas deles desfrutem.

    Freguesia de Fermontelos
    - Capela de Nossa Senhora das Necessidades
    – é a segunda mais antiga da freguesia e a mais bem decorada

    S. Pedro do Sul - Capela de Nª Srª das Necessidades - Fermontelos
    Capela de Nª Srª das Necessidades

    Freguesia de Figueiredo de Alva
    - Igreja de Figueiredo de Alva
    - Vários Cruzeiros e Alminhas
    - Calçada Romana de Ladreda, prova da ocupação romana da localidade

    Freguesia de Manhouce
    Há longos anos que o grupo de cantares de Manhouce é ouvido, nos meios de comunicação. Era um dos grupos mais referidos, em determinada altura. Com o passar dos anos a sua mais destacada cantora, Isabel Silvestre, passou a fazer parte do panorama musical português, tendo interpretado canções lindíssimas, em parceria com grupo em voga, mantendo embora aquele cunho de interpretação caraterística de um grupo de cantares populares.


    Isabel Silvestre, com o seu traje negro

    Manhouce serviu de cenário ao álbum “Cânticos da terra e da vida", editado pela cantora Isabel Silvestre, em que cada canção tinha por cenário um aspeto da vida da terra – lavrar, pastorear as cabras, lavar a roupa no rio -.junto a um monumento ou cenário encantador. Um álbum feito sobretudo de revisitações da música tradicional portuguesa, parte do repertório da artista, natural de Manhouce, São Pedro do Sul.

    São Pedro do Sul - Isabel Silvestre e Grupo de Cantares- Manhouce
    Grupo de Cantares de Manhouce - "Cânticos da Terra e da Vida"  

    - Ponte de Manhouce – é uma ponte sobre o rio Manhouce, em plena vila. Foi construída em finais do séc. XVII, aproveitando a anteriormente existente, romana. Esta ponte romana terá sido construída entre os séc. II a. C e I d. C., como parte da Estrada Imperial que ligava Braga (Bracara Augusta) a Mérida (Emerita), passando por Viseu. A atual é em granito, de um único arco.

    Sãso Pedro do Sul - A Ponte de Manhouce - Manhouce
    Ponte de Manhouce

    - Igreja Matriz de Manhouce – é o monumento mais importante da vila, depois da Ponte Romana. Junto à igreja o Grupo Etnográfico de Manhouce, com a sua figura principal – Isabel Silvestre

    ^São Pedro do Sul - Igreja Matriz de Manhouce
    Igreja Matriz de Manhouce

    - Espigueiros em Manhouce – vistos em dia de simulação dos vários trabalhos agrícolas, com lavrar a terra, com animais, pastorear um rebanho de cabras, ver as lavadeiras à beira rio, a lavar roupa. No entretanto o Grupo Etnográfico de Cantares de Manhouce ia cantando as suas canções populares.

    São Pedro do Sul - Espigueiros - Manhouce 
    Espigueiros de Manhouce  

     São Pedro do Sul - Rebanho de Cabras - Manhouce
      Pastoreio das cabras

    - Ponte da Barreira – fica na Ribeira de Vessa, nas proximidades de Manhouce. Foi construída em finais do séc. XVII, aproveitando a anteriormente existente, romana, tal como a ponte que fica na Vila de Manhouce. Tal como a ponte existente na vila, a inicial ponte romana terá feito parte das estradas que os romanos estenderam pelo território nacional.

    São Pedro do Sul - Ponte da Barreira - Manhouce
    Ponte da Barreira - próxima de Manhouce

    Freguesia de Pinho
    - Igreja Matriz de Pinho

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    Igreja Matriz de Pinho

    - Castro da Mata de Pinho
    – data do período proto-histórico, com vestígios de muralhas. Nela foram encontradas lápides epigrafadas.

    - Penas – é um local, na estrada entre Pinho e Pindelo dos Milagres, onde pode ser vista vegetação diferente da caraterística da zona e que é rodeada por grandes rochedos com formas estranhas, talhadas pela erosão. De notar a rocha chamada “Bolo de Noiva”, por ela ser em camadas, como um bolo de noiva. Outas há, como a “Varanda dos Ujos (corujas) por elas ali terem o seu habitat, mesmo agora e ainda a “Catedral da Moira” e o “Penedo da Mina”

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    Lugar de Penas 

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     Varanda dos Ujos (Corujas)

    - Fonte dos Abades – fonte com mais de dois séculos e que fica junto à casa paroquial

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    Fonte dos Abades

    - Lagar de Azeite – com mais de dois séculos, está completamente modernizado e a funcionar

    Freguesia de Santa Cruz da Trapa e S. Cristóvão de Lafões
    - Solar dos Malafaias – é também conhecido como solar da Gralheira. Foi construído no séc. XVIII, de planta retangular e o seu último dono, resolveu mudar-se para outra freguesia, pelo facto de ser construída uma estrada mesmo junto ao solar. O solar está em ruínas, há dezenas de anos

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    Palácio Malafaia - Stª Cruz da Trapa

    - Aqueduto das Águas Reais – este aqueduto, construído no séc. XVIII, fornecia água para o Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões. Está ainda intacta uma parte considerável da estrutura.

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    Aqueduto das Águas Reais

    - Mosteiro de S. Cristovão de Lafões
    – o mosteiro foi fundado logo no início da nacionalidade, por carta de couto de D. Afonso Henriques, em 1153 sendo, muito provavelmente, a primeira abadia cisterciense em Portugal. Foi reconstruído no séc. XVII, no reinado de D. João V, de cuja proteção beneficiou, tendo chegado a ser designado por Real Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões. Aquando da extinção das ordens religiosas, em 1834, o mosteiro foi vendido em hasta pública, como aconteceu a muitos outros. Em 1984 foi adquirido pelos atuais donos e transformado em unidade hoteleira, tendo mantido a traça inicial.

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    Palácio de S. Cristóvão de Lafões

    Freguesia de Serrazes
    - Castro do Banho ou de Beirós
    – as escavações puseram a descoberto mais de trinta habitações circulares, tal como é habitual na maioria dos castros. Pensa-se que teria mais de 100 habitações. Do que foi recolhido, nas escavações - pesos de tear, mós manuais, fragmentos de cerâmica – o mais significativo foi um pedaço de terra sigilata hispânica, decorado com círculos concêntricos e datável do séc. II d. C. Este fragmento de uma cerâmica que não seria produzida localmente mostra que havia trocas comerciais entre os povos da Península.

    - Igreja Matriz de Serrazes – com algum interesse arquitetónico

    - Pedra Escrita de Serrazes – é, de facto, um penedo cortado na vertical, com a face plana virada a nascente e praticamente toda coberta de gravuras, à exceção de dois pedaços, em que a camada superficial da pedra se desagregou e, como tal, desapareceu tudo o que lá estava gravado. Os petróglifos (gravuras rupestres) são de três tipos diferentes – circunferências simples e concêntricas, sinais quadrangulares em xadrez e covinhas. Perto deste penedo, existe uma mamoa, designada de Arieiro e perto, numa elevação, pensa-se ter existido um castro.


    Pedra Escrita de Serrazes

    - Solar dos Malafayas
    – era também conhecido por Casa das Quintãs. Foi construído em meados do séc. XVIII, pelo facto de o dono do Solar, ter desistido do que já tinha, em Stª Cruiz da Trapa, com o mesmo nome, pelo facto de ter sido construída uma estrada junto ao mesmo. Tem uma capela e, na fachada, um brasão com a coroa real


    Palácio dos Malafaias, em Serrazes

    Freguesia de Sul
    Mamoas
    – existentes em várias localidades da freguesia, como Belgão, próximo da Serra de S. Macário e Monte Redondo, onde existem três. Sul foi sede de concelho, antes de S. Pedro do Sul

    Freguesia Termas de S. Pedro do Sul, Várzea e Baiões

    - Balneário da Rainha D. Amélia – é no edifício que assim é designado, onde a Rainha D. Amélia chegou a fazer tratamentos termais, que hoje, cada vez mais se pode beneficiar dos poderes das águas de S. Pedro do Sul para tratar, não só maleitas física, mas também minimizar situações de stress e estéticas. Hoje as termas oferecem já um conjunto de produtos estéticos que, mesmo fora das termas, poderão oferecer algum benefício.

                         
    Símbolo do Balneário Rainha D. Amélia        Cosméticos feitos com a água termal


    Edifício chamado - Balneário da Rainha D. Amélia

    É no largo fronteiro a este edifício que,
    na época balnear por escelência, as Termas organizam vários concertos e bailes.

    A nascente das águas termais fica muito próxima do edifício designado como Balneário D. Amélia, destinado a senhoras. A água termal brota a uma temperatura de 68,7ºC e, é depois "arrefecida", mediante os excelentes recursos técnicos e humanos de que a estância termal dispõe, de modo a ter uma temperatuda adequada. Tem um caudal de 10 litros por segundo.


    A nascente - bastante quentinha...

    - Balneário D. Afonso Henriques – um pouco mais afastado, está este balneário, destinado a homens, mas que oferece o mesmo tipo de tratamentos. O balneário foi inaugurado recentemente, é moderno não tendo nada a ver com o aspeto caraterístico que assemelhava as instalações termais a hospitalares. Como é óbvio, oferece os mesmos serviços que o das senhoras.


    Símbolo do Balneário D. Afonso Henriques

    - Antigas Termas Romanas – junto ao balneário de D. Afonso Henriques funcionaram, no tempo dos romanos, as primitivas termas – os romanos tinham já descoberto o valor das águas de S. Pedro do Sul.


    As antigas Termas Romanas

    - Capela de S. Martinho – junto à antigas Termas romanas, foi mandada construir por D. Afonso Henriques.

                
    Capela de S. Martinho - fachada e interior

    RIO VOUGA – seguindo pela estrada romana, ao longo do rio, podem registar-se paisagens magníficas, da conjugação rio / vegetação

                    
    Duas imagens extraordinários das margens refletidas no rio

    - Estrada romana – junto ao rio Vouga, acompanhando-o durante um bom bocado



    - Marco na Estrada Romana – eventualmente do tempo em que D. Afonso Henriques frequentava as Termas



    - Palácio do Marquês de Reriz – este palácio está diretamente ligado à visita e permanência da Rainha D. Amélia nas Termas de S. Pedro do Sul, no final do séc. XIX. Foi onde a Rainha e toda a Corte se hospedaram, durante a estadia nas Termas. O Palácio tinha sido construído antes, no início do séc. XVIII, por iniciativa de um dos fundadores da Real Companhia dos Vinhos do Alto Douro, D. Digo Francisco de Almeida e Vasconcelos. É barroco. A fachada principal tem janelas de sacada, rematadas por frontões de volutas interrompidos – no centro vê-se o portal, também de volutas, com o brasão de armas dos Almeida. Na altura da visita e estadia da Rainha D. Amélia, sofreu várias alterações e era designado por Paço Real de S. Pedro do Sul. O dono do Palácio foi distinguido com o título de Marquês, em 1895.
    No andar superior, a que se acede por bela escadaria, as divisões têm tetos apainelados de madeira. A permanência da Rainha D. Amélia neste palácio fez com que, interiormente, ele fosse sendo enriquecido com cerâmica, pintura, mobiliário.


    Palácio do Marquês de Reriz

    ALTO DE S. MACÁRIO


    Serra de S. Macário - serra de urze e carqueja

    O Monte de S. Macário
    tem 1052 m. alt. e é, de há muitos anos a esta parte um local de culto religioso, dedicado a S. Macário - diz a lenda que Macário, cuja profissão o obrigava a ausentar-se muitas vezes de casa. Uma vez, regressou mais cedo do que era esperado e encontrou um homem a dormir na sua cama. Cego pelo ciúme, matou o homem, que dormia. Imediatamente a seguir, verificou que tinha acabado de matar o próprio pai, que a esposa tinha acolhido em casa, enquanto ele estava fora. Para se penalizar, Macário fez-se eremita e foi viver para uma gruta, onde passou o resto dos seus dias, em jejuns e oração.
    Diz ainda a lenda que S. Macário terá matado uma serpente que aterrorizava os habitantes da Pena e de Covas do Rio – ela ficava numa cova bem funda, saindo só para espalhar o terror naquela região. Agradecidos e aliviados com a morte da serpente, os habitantes daquela região construíram uma capela, no alto do monte – como eremita Macário viveu na cova da serpente e, mais tarde, então na capelinha.

                  
    Capela inicial e gruta, onde S. Macário viveu inicialmente

    Capelinha essa, que era disputada por duas freguesias – S. Martinho das Moitas e Sul – que reclamavam para si as esmolas deixadas pelos crentes, na capela. Para obviar a esta disputa, foi construída uma outra capela, um pouco maior, no ponto mais alto da serra, em zona pertencente à outra freguesia e abrigada do vento por um muro de pedra.


    Segunda Capela

    ALDEIA DA PENA
    Perto do Alto de S. Macário, protegida dos ventos pela mesma serra e, também por isso, com poucas horas de sol por dia, fica a Aldeia da Pena, uma das aldeias de xisto da Serra de S. Macário.
    Fica no fundo de um vale, num enquadramento paisagístico de rara beleza, com poucos acessos rodoviários, merece uma visita demorada – os seus estreitos caminhos, muitos por entre espigueiros e habitações de xisto e de lousa. A pequena capela merece também uma visita.
    Hoje em dia, há um casal que se dedica a reproduzir, em miniatura, réplicas das habitações de xisto, que vendem na sua pequena loja de artesanato. Sendo da própria aldeia e tendo vivido na cidade, resolveram voltar e dar uma certa vida à aldeia, não só com o artesanato, mas também fornecendo refeições, com os produtos genuínos da terra.
    Também esta aldeia tem uma lenda, que assenta na dificuldade de acessos que outrora houve – os mortos tinham de ser levados em caixão, carregados por homens, por carreiros estreitos. Um dia, um dos homens que transportava o esquife escorregou, caiu e, com tanta pouca sorte que o caixão lhe caiu em cima e o matou. Daí a lenda ou estória do morto que matou um vivo

                   
    Aldeia da Pena e o vale onde está inserida

    ALDEIA TÍPICA DO FUJACO
    Fica, numa encosta da Serra da Arada, disposta como que “em socalcos”. A origem do nome da aldeia assenta numa lenda – há muitos, muitos anos, ali se travou uma batalha. Um homem desertou da frente de batalha e foi esconder-se debaixo de uma fraga. Ele era um “fujão”, e daí o nome de Fujaco. Como a Pena, esta aldeia tem casas em xisto e lousa e a subida até ao ponto mais alto da aldeia torna-se um pouco difícil. Em baixo, no vale, o Ribeiro Fujaco corre veloz, alimentando os moinhos


    Aldeia de Fujaco

    ALDEIA DE COVAS DO MONTE
    Esta aldeia, parte da antiga freguesia de Covas do Rio, hoje parte de uma União de Freguesias, fica também num vale da Serra de S. Macário, a 450 m. de altitude, rodeada de xisto, mato e áreas cobertas de pinheiros e eucaliptos. Os campos em volta são também férteis.
    S. Sebastião era o santo padroeiro da terra mas, de acordo com a tradição, houve, em tempos, uma tremenda trovoada, que provocou muitos estragos – a partir daí passou a venerar-se Santa Bárbara, a Santa da trovoada.
    Os acessos eram muito maus, tendo sido aberta uma estrada de terra batida, só nos anos oitenta do século passado – bem mais tarde ela foi alcatroada.
    Também nesta aldeia as casas são de xisto, tendo normalmente um piso térreo, onde ficam os animais e as alfaias agrícolas e um primeiro andar para habitação propriamente dita. A principal fonte de rendimento é a pastorícia – os milhares de cabas existentes sobrem, diariamente, as várias encostas e os respetivos donos organizam-se, e revezam-se, na guarda do gado.

                
    A Aldeia de Covas do Monte e a imensa quantidade de cabras

    A parte da zona envolvente, fértil, que é cultivada, dispõe de bastante água, que escorre da serra, pelos vários ribeiros, que também fazem mover os vários moinhos, onde é moído o cereal. Existia também vários lagares, embora um único tenha permitido a recuperação. Para além da sua beleza natural e de tudo o já referido, a aldeia tem uma bela capela e um cruzeiro.

    PERCURSOS PEDESTRES
    A Câmara Municipal promove muitos percursos pedestres, fazendo a visita destas aldeias e de outros pontos do concelho.

                  
    Caminhadas, com belas paisagens e vegetação frondosa

    Muitos dessas caminhadas são também parte de um programa patrocinado pela Termas, que dispõem de pessoas conhecedoras dos percursos e formados na área da educação física, para acompanhar os que se habilitam a empreender estas caminhadas.

               
    As caminhadas, parte do programa de entretenimento das Termas

  • Gastronomia

    A gastronomia, variada e bastante assente na carne, será também um bom motivo para uma deslocação a esta região. A vitela de Lafões, assada, com batatas e arroz de forno, o rancho, entrecosto com grelos e chouriço, o cabrito assado à Lafões, a sopa de feijão com couve à Lafonense, broa caseira, Folar da Ponte.
    Para terminar a refeição e trazer doçura ao paladar, é caraterístico da região a aletria, o leite creme, o pão-de-ló do Sul, queijadas de leite, os caçoilinhos do Vouga 

    São Pedro do Sul - Vitela assada com batatas         São Pedro do Sul - Arroz de forno para acompanhar vitela
    Vitela de Lafões assada, com batatas e arroz de forno

         
    São Pedro do Sul - Vitela de Lafões em Manhouce
    Vitela de Lafões assada, na festa de Manhouce


         São Pedro do Sul - Caçoilinhos do Vouga
    Caçoilinhos do Vouga

  • Feiras, Festas e Romarias

    - Festa em Honra de S. Sebastião – Valadares – 24 janeiro
    - Desfile de Carnaval – Negrelos / S. Pedro do Sul – 3ª feira de Carnaval
    - Festa em Honra de Stª Luzia – Vila Maior – 1º domingo após a Páscoa
    - Festa em Honra de Nª Srª da Guia – Baiões – 2ª feira após o Domingo de Páscoa
    - Festa em Honra de Nª Srª da Saúde – Termas de S. Pedro do Sul /Várzeas – 5ª feira de maio
    - Festa em Honra de S. João – Bordonhos e Figueiredo de Alva – 24 de junho
    - Festas da Cidade – S. Pedro do Sul – semana de 29 de junho
    - Romaria a S. Macário – S. Macário /Sul – último fim de semana de Julho
    - Festa em Honra de Nª Srª do Livramento – Negrelos / S. Pedro do Sul – 15 agosto
    - Festa em Honra de S. Bartolomeu – Ponte / S. Pedro do Sul – 24 agosto
    - Festa em Honra de Nª Srª da Nazaré – Drises/Várzea – 8 de setembro
    - Festa em Honra de Nª Srª dos Remédios – Valadares – 8, 9 e 10 setembro
    - Festa da Castanha e do Mel – Maceira / S. Pedro do Sul – 15 e 16 de novembro
    - Festa em Honra de Nª Srª da Conceição – Valadares – 8 dezembro
     - De há três anos a esta parte, o Município organiza, durante um fim de semana entre meados de setembro e meados de outubro, o Festival do Feijão – Feijão.com (e), com várias atividades, incluindo “Show Cooking”, desportivas, mercado e, claro, provar as boas iguarias, na área da restauração.

    São Pedro do Sul - Festival do Feijão          São Pedro do Sul - Festival do Feijão 1
    O Festival do Feijão

  • Acessos e Distâncias
    LISBOA  307 km PORTO  111 km
    Aveiro   67 km Guarda   97 km
    Beja  441 km Leiria  176 km
    Braga  159 km Portalegre  281 km
    Bragança  191 km Santarém  240 km
    Castelo Branco  194 km Setúbal  341 km
    Coimbra  114 km Viana do Castelo  181 km
    Évora  398 km Vila Real   87 km
    Faro  541 km  Viseu   23 km
  • Itinerários Possíveis

    Itinerário 1 
    São Pedro do Sul (A) – Termas de S. Pedro do Sul (B) – Serrazes (C) – Carvalhais (D) – Bordonhos (E) – São Pedro do Sul (F)
    Visita de São Pedro do Sul, do seu património, das suas paisagens, não esquecendo uma visita mais cuidada das Termas e dos seus balneários. Quem sabe aproveitar para uma massagem de relaxamento…

    Total de km – 24 km
    Tempo de percurso – 33 minutos, só o tempo de percorrer as ruas
    Estradas – por estradas nacionais e municipais

    São Pedro do Sul - Itinerário 1

    Itinerário 2
    São Pedro do Sul (A) – Pinho (B) – Fermontelos (C) – Figueiredo de Alva (D) – Sul (E) – São Pedro do Sul (F)
    Como o anterior também este itinerário passa por S. Pedro do Sul e outras freguesias do seu concelho, podendo visitar o património, apreciar a paisagem e, em devido tempo, a gastronomia.

    Total de km
    – 43 km
    Tempo de percurso – 1 hora e 05 minutos, só o tempo de condução
    Estradas – por estradas nacionais e municipais

    São Pedro do Sul - Itinerário 2

    Itinerário 3
    São Pedro do Sul (A) – Santa Cruz da Trapa (B) – São Cristóvão de Lafões (C) – Manhouce (D) – Candal E) – São Pedro do Sul (F)
    Apreciar o património e a paisagem deste itinerário, desfrutando também da gastronomia local.

    Total de km
    – 58 km
    Tempo de percurso – 1 hora e 24 minutos, só o tempo de percorrer as ruas
    Estradas – por estradas nacionais e municipais

    São Pedro do Sul - Itinerário 3

    Itinerário 4
    São Pedro do Sul (A) – Serra de São Macário (B) – Pena (C) – Fujaco (D) – Cova do Monte (E) – São Pedro do Sul (F) 
    Visita da Serra de S. Macário, a sua gruta e as duas capelas e as Aldeias Típicas, do concelho de S. Pedro do Sul. A paisagem, também a gastronomia local valem a pena.

    Total de km – 80 km
    Tempo de percurso – 2 hora e 41 minutos, só o tempo de percorrer as ruas
    Estradas – por estradas nacionais e municipais

    São Pedro do Sul - Itinerário 4 



  • Parceiros ACP

    PARCEIROS ACP
    Abaixo estão os links para todos os parceiros existentes no Distrito de Viseu, a que o Concelho de São Pedro do Sul pertence e que oferecem descontos aos sócios, mediante a apresentação do cartão de sócio.


    - Hotéis
    Solares 
    Turismo Rural
    Restaurantes

     

     

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