Cabeceiras de Basto

O Basto e a sua Lenda

Porquê Cabeceiras de Basto?

Entre as Serras da Cabreira e do Marão, e pelas margens do rio Tâmega, estende-se um vale cercado por abundantes cursos de água e por uma zona de inigualável beleza natural. Se explorarmos mais um pouco, encontramos Cabeceiras de Basto, um dos concelhos mais antigos e históricos que convivem entre o Minho e Trás-os-Montes, mas que pertencem inteiramente ao Distrito de Braga. Esta é uma terra de largos costumes, devido a ter conseguido preservar essencialmente a sua história e as suas práticas, durante séculos e de forma exemplar. O seu nome, por exemplo, carrega em si uma lição sobre as invasões mouras: a homenagem a um guerreiro lusitano basto —  uma figura lendária e bastante celebrada na vila, na luta contra os mouros.

De facto, a questão da preservação do património cultural é evidente em Cabeceiras de Basto, uma vez que o próprio povoamento humano, com alguns vestígios castrenses e megalíticos, foi responsável pela construção do legado da região, numa altura bastante formativa da terra. A já referida estátua do "Basto", na Praça da República, é uma das inúmeras provas da identidade cabeceirense: a imagem de um guerreiro lusitano, sem nome próprio ou história singular, mas que reúne os elementos da cultura e da essência nacional — elementos estes que passam gerações e revigoram tradições.

Natureza pura em Cabeceiras de Basto

Um pequeno refúgio no meio da natureza
Um exemplo dos cursos de água em Cabeceiras de Basto

Natureza - Cabeceiras de Basto

Panóplia de cores
A natureza na sua forma mais pura: um símbolo de Cabeceiras

Conhecer a história

Apesar de criar divisões entre historiadores, a própria etimologia de Cabeceiras de Basto leva-nos a crer que o primeiro povo que deu origem à região foram os Bastos, que, oriundos da Andaluzia, passaram por esta província, estabeleceram uma comunidade e denominaram-na simplesmente “Bastos”. No entanto, tal período de construção identitária e organização social foi interrompido devido a uma forte presença árabe. O ano era 711 e a invasão moura que tomou o país de assalto mudou bastante o rumo da vila.

Durante os séculos seguintes, a informação sobre a região era escassa, sabendo-se apenas que, ao longo da Idade Média, funcionava como um importante centro de peregrinação – terra, aliás, onde foi erguido o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, um dos mais ricos do Minho na altura. Apesar de se tratar de uma povoação antiga, cuja prosperidade era visível, só em 1514 é que Cabeceiras vê criado o concelho, por foral de D. Manuel I.

Mas além do Mosteiro, existem vários monumentos de interessa nacional, que transportam quem os visita para o século XVII e XVIII: a Ponte de Cavez, sobre o Rio Tâmega, o Mosteiro de São Miguel e Pelourinho das Pereiras, a Casa da Cadeira, a Igreja de Stª Senhorinha, entre muitos outros.

As construções de índoles religiosas e culturais não se ficam somente nos locais de culto; o artesanato em madeira, os trabalhos de tanoaria, as mantas, tapetes e cobertores de lã, assim como o couro e a latoaria são práticas bastante antigas, mas igualmente relevantes nos dias de hoje.

Em busca dos sabores

A gastronomia de Cabeceiras de Basto é, sem grandes surpresas, assente nos bons produtos regionais, essencialmente oriundos da terra. As carnes “Barrosã” e “Maronês”, o cabrito das Terras Latas do Minho, a broa, o Fumeiro são iguarias cuja procura continua elevada para quem visita os restaurantes locais da zona – tudo acompanhado, claro, por um tradicional vinho de Basto (nós aconselhamos a longa linha de vinhos verdes que a região tem).

Couve com feijoes

Uma típica combinação de couves com feijões 

as famosas cavacas

As famosas e deliciosas cavacas

Há nestes sítios também uma oferta bastante variada de bacalhau; e se o pedir com batatas a murro, então maior será o seu proveito. Para finalizar, peça uma sobremesa para adoçar a boca: entre as famosas cavacas e o pão-de-ló seco ou húmido, não há aqui más escolhas. 

Onde ficar

Em Cabeceiras de Basto, pode optar pelo charme do alojamento local, sempre pronto para o receber e cuja hospitalidade nunca desvanece. Recomendamos vivamente o Basto Vila Hotel ou a Quinta da Toranja: duas excelentes opções para pernoitar. A Casa de Lobos é também uma boa sugestão, caso opte por uma estadia mais perto do campo. Não se esqueça: todos os sócios disfrutam de um desconto até 10% se fizer as suas reservas através do Booking.

 

 

 

Outras perspetivas

O desporto também tem lugar em Cabeceiras de Basto, seja em BTT na Serra da Cabreira, ou canoagem no Rio Tâmega, onde também pode encontrar outras atividades radicais.

Pode consultar as principais associações e explorar a variada oferta desportiva que Cabeceiras tem para ofercer

A não perder: 

Um dia em Cabeceiras de Basto

HORAS ATIVIDADE
10h00 Comece o dia com uma visita ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos
11h00 Siga caminho e entre na Casa do Tempo, um sítio perfeito para se perder e deixar-se deslumbrar. 
12h00 Faça uma pausa e almoce no Luis do Outeirinho. Recomendamos o bacalhau com batatas a murro. 
14h00 Já com as energias recuperadas, visite as Aldeias da Cabreira. 
16h00 Faça um dos trilhos pedestres: Trilho da Ribeira de Cavez ou o Trilho de Torrinheiras. 
18h00 Se ainda tiver energias, dê um passeio de bicicleta na Ecopista do Tâmega

Itinerários possíveis

Sugestão de itinerário 1 I 244 km
Tempo de percurso I 3h53m, só o tempo de condução

Dedique uma tarde, reúna a família e abasteça o carro. Apesar de ser uma viagem longa, passará pelos principais pontos turísiticos de Cabeceiras de Basto: o seu património, as suas freguesias e ainda o ar puro da Serra da Cabreira. 

Sugestão de itinerário 2 I 40km
Tempo de percurso I 56m, só o tempo de condução

Um bom plano para um fim de semana, em família ou a dois, passado a descansar e sem ter de pensar nas horas. Este itinerário reúne os sítios que guardam os melhores produtos regionais, para uma experiência única e totalmente imersiva. 

 

Sugestão de itinerário 3 I 19km
Tempo de percurso I 28m, só o tempo de condução

Vários sítios e várias paragens obrigatórias numa viagem de apenas meia hora. Neste percurso, o mais interessante será a visita ao Núcleo Museológico de Arco de Baúlhe, sem esquecer também o Museu das Terras de Basto.  

 

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