Arganil

Dos romanos ao Rally de Portugal

Porquê Arganil?

Porque Coimbra é para quem procura uma ligação com a história; o Porto para quem quer passear à beira-rio. Já Arganil é para quem quer mudar de ares. O município, parte do Distrito de Coimbra, é bastante conhecido pelas densas paisagens naturais e pelo conforto junto ao campo: longos trilhos naturais cujas bordas são embaladas pelas águas cristalinas do Rio Alva, numerosos conjuntos de serras que cortam a respiração, e paisagens que tanto têm de bucólico como de exótico. A vegetação aqui tem vários aspetos e figuras. E é neste sentido que as terras batidas e os percursos vertiginosos são – já há bastantes anos – palco do famoso Rally de Portugal, nomeadamente na região de Côja.

O património de Arganil anda de mãos dadas com a história, com o culto e o natural. Paragens como a Capela de São Pedro, a Igreja da Misericórdia e o Santuário do Mont’Alto – sítio que congrega várias festas, procissões religiosas e romarias – estão cercadas de verde, como se fizesse parte da escultura inerente destes edifícios. Aqui, a garantia de descanso, bons passeios e de uma deliciosa gastronomia são evidentes. Venha-se perder:

Capela de São Pedro

A imponente Capela de São Pedro

Uma lembraça do passado da terra

Noite em Arganil

Luzes iluminam as estradas ao cair da noite
Casas emparelhadas em Arganil

 



Conhecer a história

Como muitas localidades em Portugal, também o município de Arganil está ligado a épocas remotas da História da Humanidade: desde vestígios do Calcolítico, na Necrópole de Moinhos de Vento, até mesmo às ruínas da época romana no Acampamento Militar Romano da Lomba do Canho, estas terras unem período dispersos e de influências diversas.

A ocupação romana foi bastante impactante, permanecendo no território por cerca de 100 anos, entre os séculos I antes e depois de Cristo. Entre influências visigodas e árabes, o cristianismo moldou a história da região. O primeiro foral foi concedido a Arganil em 1114, início do século XII, pelo Bispo de Coimbra. Anos mais tarde, D. Manuel concedeu um novo foral em 1514.

Em 1809, Arganil ficou marcado pelas invasões francesas, com as tropas de Wellington, a servirem de apoio, aquarteladas na Capela da Misericórdia. A pegada francesa sentiu-se com bastante força, pois apesar da persistência em território nacional, deixaram um rasto de morte e pilhagem. Sob o comando de William Cox, militar irlandês, no ano seguinte, Arganil interveio com a sua Milícia com o objetivo de resistir à terceira invasão francesa. Os acontecimentos dos dias 27 e 28 de agosto revelaram uma extrema dificuldade para o exército Anglo-Luso. Devido a uma enorme explosão, o general Cox sofreu uma perda de 500 homens, sendo cada vez mais improvável conseguir resistir aos ataques de André Masséna, o comandante militar francês. A vitória só ocorreu na sequente Batalha do Buçaco, assim como nos Combate de Redinha e do Sabugal; foi apenas uma questão de tempo até os francês iniciarem a retirada a 3 de abril de 1811.

O século XX trouxe grandes mudanças para a região. Por um lado, a 1ª grande guerra teve um impacto negativo na região, pois mais de 260 arganilenses foram mobilizados para combater. Por outro, entre as décadas de 30 e 50 registou-se um crescimento interno baseado na interajuda: nasceu o movimento Regionalista, que incluía todos os naturais que se tinha mudado para a capital em busca de uma melhor vida. Estas pessoas contribuíam com fundos para financiar o desenvolvimento de Arganil, nomeadamente em matérias de reparação e renovação de infraestruturas e de abastecimento de água e eletricidade para a população.

Em busca dos sabores

A gastronomia da beira Serra é rica em todos os sentidos: forte em sabor, diversificada nos ingredientes e tradicional na apresentação. A de Arganil não é diferente: a região apresenta uma longa lista de comidas essencialmente cozinhadas no forno e servidas bem quentes.

Arganil é também terra de sopas, com a canja de galinha à Serrana, a Aferventada, o caldo de Castanhas, as papas Laberças e a típica sopa Serrana a cativaram os olhares — e também o estômago — de quem passa pela região.

As carnes são também motivo de paragem. Aliás, devido à abundância de património, realiza-se todos os anos a Feira das Freguesias - Mostra Gastronómica, onde estão devidamente representadas todas as freguesias do concelho com o objetivo de exibir o melhor de cada terra. Aqui a originalidade impera, pois podemos encontrar pratos como arroz de pombo bravo senhorial, bolas de carne à Convento de Folques, borrego recheado à moda de cepos, bucho recheado à moda de Folques e, claro, cabrito à Serrana. Se toda esta enumeração não lhe abriu o apetite, então talvez estas fotos ajudem.

Cabrito a Serrana

Cabrito à Serrana

Bucha recheado

Bucha recheado à Moda de Vila Cova de Alva

Tigelada

Tigelada

Chanfana

Chanfana

Fotos da autoria de Visit Arganil

Onde ficar

Se procura uma estadia fortemente marcada pelo verde, então certamente as Casas da Serra do Açor não defraudará expectativas: paisagens rodeadas pelo natural e cobertas por uma tranquilidade que só encontrará fora das grandes cidades; importante referir que os sócios ACP têm até 20% de desconto nesta estadia. Também recomendamos a Casa da Padaria, na Aldeia do Piódão, para se deliciar com uma arquitetura essencialmente baseada em xisto com telhados de ardósia. E se fizer a reserva através do Booking, tem até 10% de desconto se for sócio. 

Casas da Serra do Açor

Casa da Padaria

 

Outras perspetivas

À riqueza natural do concelho juntam-se as aprazíveis e refrescantes praias fluviais espalhadas um pouco pelos quatro cantos, que, com as suas águas cristalinas, se tornarão nas melhores aliadas quando o calor apertar. São mais de dez praias fluviais das quais salientamos: Praia Fluvial da Cascalheira; Praia Fluvial de Côja, Praia Fluvial da Benfeita e Zona Balnear Foz de Egua.

A não perder:  Aldeia de Piódão, aldeia encaixada na Serra do Açor, na escarpa abrupta moldada numa estrutura de malha cerrada e traçado sinuoso, bem adaptada à rugosidade do espaço envolvente. As pastagens da Serra de São Pedro do Açor, recheada de nascentes, atraíram os pastores lusitanos que ali alimentaram os seus rebanhos. Na época medieval, formou-se um pequeno povoado a que foi dado o nome de Casal Piodam, depois transferido para a atual localização, talvez devido à instalação do Mosteiro de Cister, de que já não restam vestígios. A este mosteiro poderá estar ligada a antiga invocação de Santa Maria da Igreja Matriz, comum nas Abadias.

Aldeia Piodao - Arganil

Aldeia Piodao - Arganil

Um dia em Arganil

HORAS ATIVIDADE
9h30 Visite a Côja: a Capela de Nossa Senhora da Ribeira,  a Capela de Santo António e o Pelourinho
11h00 Passe pela Aldeia da Benfeita
12h00 Visite Fraga da Pena
13h00 Aposte num almoço no Restaurante Cantinho do Açôr
14h30 Faça o trilho Fraga da Pena - Pardieiros
16h00 Pare nos Pardieiros e recupere algumas energias
16h30 Siga caminho para o trilho da Mata da Margaraça
17h00 Visite Piódão, a Igreja Matriz, a Capela das Almas e a Capela de São Pedro
17h30 Aproveite e passeie pelas ruas de xisto
20h00 Termine o dia com um jantar no Restaurante Fontinha
21h30 Após o jantar, suba a serra e deixe-se encantar com a Aldeia presépio iluminada

Itinerários possíveis

Sugestão de itinerário 1 I 83 km
Tempo do percurso I 2h4 minutos, só o tempo de condução

Uma visita por Arganil e de todo o seu património. Há aqui espaço para as zonas mais caricatas e recônditas, como Côja, Benfeita, passando pela Mata da Margaraça, sem esquecer, claro, os icónicos caminhos para Piódão. 

Sugestão de itinerário 2 I 42 km
Tempo do percurso I 53 minutos, só o tempo de condução

Freguesias, pequenas vilas e aldeias históricas. Este percurso tem um pouco de tudo para que conheça cada canto de Arganil. Uma viagem bucólica, repousante, com um passagem especial pela Barragem das Fronhas. 

Sugestão de itinerário 3 I 52 km
Tempo do percurso I 83 minutos, só o tempo de condução

Este circuito, que acompanha o curso do Rio Alva, recomenda-se somente pela beleza da paisagem. No caminho, as freguesias e localidades referidas merecem uma visita, incluindo Avô, que já pertence a Oliveira do Hospital.    

 

 

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