Faro

A formosa

Porquê Faro?

O amarelo do sol radiante, o verde das hortas cultivadas em terrenos férteis, o azul das longas águas que saúdam terras mouras. Faro é uma região de experiências ricas e inesquecíveis — sempre multicores. Sob o típico calor português procurado por tantos, é o local ideal para dias tranquilos e morosos: dias que têm de ser passados com uma bebida na mão, uma camisa meia aberta e um par de óculos de sol. É caso para dizer: Faro é sinónimo de férias, é sinónimo de verão.

Um dos concelhos mais visitados em Portugal, Faro atrai todos os anos turistas dos vários cantos do mundo. O fator histórico é irrefutavelmente um ponto forte, de que são prova os vários vestígios guardados em museus e espaços abertos, como nas Ruínas Romanas de Milreu ou nas Ruínas Lusitano-Romanas da Boca do Rio. Mas há mais para visitar. Muito mais. A Ria Formosa, os seus canais e ilhas, sem esquecer a azáfama da atividade piscatória e da apanha do bivalve, acrescentam uma beleza ímpar às práticas mais tradicionais da região.

Porto de Faro

A ligação com o mar
Há quase sempre uma paisagem azul em cada canto de Faro

Hora dourada em Faro

Momento "Hora Dourada"
Um exemplo das cores de Faro

Faro, como toda a região do Algarve, recebe turistas ao longo do ano, com uma especial atenção para os viajantes provenientes do norte da Europa, que, beneficiando dos dias soalheiros, aproveitam os dias para a prática de golf, surf e tantas outras modalidades desportivas.

Conhecer a história 

Desde o Paleolítico que as características lagunares da Ria Formosa atraem, com uma curiosidade crescente, a presença humana. Foi uma questão de tempo até ter surgido a primeira cidade: Ossonoba, que se cimentou como um verdadeiro centro urbano durante o período da ocupação romana — segundo alguns académicos, foi a origem da atual cidade de Faro. Durante o século III foi sede de bispado, mudando drasticamente a posição religiosa com as invasões árabes.

Capital de um efémero principado independente no século IX, a cidade foi fortificada com uma cintura de muralhas e, com o passar do tempo, o próprio nome 'Ossonoba' começou a cair em desuso, sendo substituído por Santa Maria, a que mais tarde se juntou a designação Hárune. O domínio muçulmano não durou para sempre e após ter sido este período descrito por imensa instabilidade político-militar, a região foi integrada em 1249 no território português, fazendo parte da era de reconquistas cristãs do espaço geográfico que hoje constitui Portugal. Nos séculos seguintes, Faro tornou-se numa próspera cidade devido à sua localização, ao porto seguro e à exploração e comércio de sal e de produtos agrícolas cultivados no interior algarvio.

Anos mais tarde, já quase à porta do século XVI, o rei D. Manuel promoveu a alteração urbanística com a criação de um hospital, da Igreja do Espírito Santo, de um centro alfandegário, de um açougue, etc. Estes desenvolvimentos enriqueceram a região e Faro foi elevada a cidade em 1540.

Os tempos seguintes mostraram-se adversos: vários foram os saques e os incêndios, que acabaram por destruir e modificar o território. Em 1596, pela mão das tropas inglesas comandadas pelo conde de Essex, muitas igrejas e muralhas foram danificadas, tendo como consequência um empobrecimento sistémico da cidade e do seu legado cultural. Os séculos XVII e XVIII trouxeram finalmente prosperidade e tranquilidade. Os símbolos territoriais reconstruídos durante a Guerra da Restauração (de 1640 a 1668) deram uma nova identidade a Faro — cujo crescimento sofreu um grande ímpeto nas últimas décadas.


Uma das várias praias de Faro


Em busca dos sabores

É verdade que os principais pratos da gastronomia algarvia estão em Faro. Mas para quem deseja apreciar as típicas receitas dos pescadores, pode facilmente encontrá-las ao longo da costa algarvia. A sopa de peixe e o arroz de lingueirão são dois exemplos que apetecem repetir. Região pesqueira por natureza, as lulas (recheadas), os lingueirões, as amêijoas, as cadelinhas, as sardinhas, os carapaus e o famoso (bife de) atum são peixes que viajam diretamente do mar para a mesa.

E depois de todas estas opções, se a escolha de um peixe para o almoço já é difiícil, escolher uma sobremesa ainda mais: em Faro, a doçaria é rica em sabores de amêndoa e figos da região. É importante salientar que estes mesmos ingredientes fazem parte dos queijos, morgados e deliciosos Dom Rodrigos

 

 

  

A presença da história é, tal como em todo o Portugal, um alicerce para o desenvolvimento gastronómico e cultural. Faro não é exeção: rica em tradições, a gastronomia remonta aos tempos históricos dos romanos e árabes. As papas de milho, mais conhecidas como Xerém, o cozido de grão e os bolinhos de amêndoa têm as suas raízes nesta terra há centenas de anos e são celebradas anualmente pelos habitantes e pelos turistas.

Onde ficar

Faro pede experiências relaxantes e o esquecimento do stress diário. O Palácio de Estói é uma ótima opção para fugir às praias apinhadas. Se reservar com o ACP, beneficia até 15% de desconto através do Grupo Pestana. Os sócios também aproveitam de um desconto de 5% nos Small Portuguese Hotels, sinónimo dos melhores hotéis.

Se tiver um espírito mais aventureiro e procura uma estadia ligada à natureza, opte pelo acampamento ao ar livre com vista panorâmica e privilegiada para as estrelas. A TOPO Tents oferece serviço de aluguer de tendas, instaláveis no tejadilho de qualquer automóvel. Com o cartão ACP, conta sempre com 10% de desconto.


Pousada Palacio de Estoi

(foto da autoria pousadas.pt)

 

Outras perspetivas 
As praias 
O longo cordão de dunas que separa o mar da Ria Formosa é, para quem gosta de areia, sol e mar, um autêntico paraíso. Há ainda a vantagem de conseguir um bronze invejável e de caminhar por quilómetros de praia vazia.

Praia da Barreta

Praia da Barreta

Praia da Culatra

Praia da Culatra

Ilha da Culatra
Antigo refúgio de pescadores, há dezenas de anos era composto por casas com paredes de madeira e telhados de colmo. Amplo areal com ambiente familiar e perfumado pelo cheiro a mar em cada canto: há vários acessos por carreiras regulares de barco a partir de Olhão. Mais informações

Ilha do Farol
Caracterizada por pequenos núcleos habitacionais de pescadores. O resto é areia. No verão, há acessos por carreiras regulares de barco a partir de Faro. Conheça os horários das principais carreiras marítimas regulares.

Ilha da Barreta (ilha deserta)
Um local verdadeiramente tranquilo e solitário. Esta ilha usufrui de ligações de barco nos meses de julho, agosto e setembro. Consulte os principais transportes

Um dia em Faro

HORAS ATIVIDADE
9h30 Comece o dia com um pequeno-almoço e sumo de laranja com laranjas do Algarve. 
10h30 Passeie pelo centro histórico e descubra os vestígios muçulmanos da "Vila-Adentro". 
11h30 Visite a Sé Catedral e suba à torre sineira para uma perspetiva inesquecível sobre a cidade e a ria. 
12h30 Faça uma pequena pausa no Arco do Repouso, tal como o fez D. Afonso III. 
13h30 Hora de almoço. Sugestão: restaurante Fusão. 
15h Descontraia lentamente, com uma caminhada pelo passeio ribeirinho
16h Suba até ao topo do farol do Cabo de Santa Maria, o ponto mais a sul de Portugal continental e admire a paisagem. 
17h30 Refresque-se com um gelado numa das gelatarias locais. 
18h Siga rumo à ilha de Faro ou da Culatra para ver o pôr-do-sol. 
20h Sugestão para jantar: restaurante Ria Formosa

Itinerários possíveis

Sugestão de itinerário 1: 45 km
Tempo de percurso: 1h11min (tempo de condução)

Visite Faro e o património de Conceição e Estói, sem esquecer Moncarapacho. Por fim, suba pelo Monte ou Cerro de S. Miguel e aprecie a paisagem da várzea de Faro. 

 

Sugestão de itinerário 2: 40 km
Tempo de percurso: 1h3min (tempo de condução)

Visite locais memoráveis e históricos de Faro, como Santa Bárbara de Nexe, em Montenegro, sem esquecer um passeio à beira mar pela Ilha de Faro, cuja beleza encanta cada visitante. 

Sugestão de itinerário 3: 4,1 km
Tempo de percurso: 21 min (tempo de condução)

Percurso menos exigente, focado  em visitas urbanas. Objetivo: conheça pontos históricos da cultura de Faro: Jardim Manuel Bívar, Museu Municipal e a Igreja de Santo António do Alto.  

 

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