Coimbra

Cidade dos Amores

Coimbra, uma cidade à beira-rio no centro de Portugal e antiga capital do país, alberga uma preservada e medieval cidade velha, bem como a histórica Universidade de Coimbra. Construída no local de um antigo palácio, a Universidade é célebre pela sua biblioteca barroca, a Biblioteca Joanina, e pela sua torre do sino do século XVIII. Na cidade velha encontra-se a catedral românica do século XII, a Sé Velha.

Como não podia deixar de ser, existe uma lenda relativamente à História de Amor de D. Pedro IV com a fidalga Inês de Castro, cujo cenário da Lenda é a Quinta das Lágrimas e, por isso, considerado o hotel mais romântico de Portugal.

 

Coimbra: um vasto património a descobrir. 

Mosteiro de Santa Cruz

Situado nas margens do Mondego, o Mosteiro de Santa Cruz é um dos mais antigos e importantes monumentos de Coimbra, fundado em 1131 pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho no exterior das muralhas que rodeavam a cidade.

D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, vinha aqui assistir aos ofícios religiosos quando regressava das suas batalhas de Reconquista Cristã, e é aqui que se encontra o seu túmulo, bem como o de seu filho D. Sancho I.

Santa Cruz foi berço dos primeiros estudos medievais em Portugal, que iriam fortalecer o poder real emergente através da sua acção educativa. Foi dentro das suas paredes que uma das figuras mais universais da cultura ocidental dos séculos XII/XIII, Santo António, Doutor da Igreja, aprofundou os seus estudos teológicos e o vasto conhecimento das Sagradas Escrituras patente nos seus sermões.

A igreja, o claustro e as capelas foram reconstruídos no séc. XVI, de acordo com um plano de Diogo de Boitaca, tornando-se uma das mais belas obras do Renascimento artístico português. Conserva ainda pormenores magníficos: a fachada, o púlpito e os túmulos dos reis, o claustro do silêncio, os baixos-relevos do claustro e os quadros da sacristia.

Atualmente, é possível visitar também o interior do Mosteiro que é panteão nacional e onde, além dos túmulos dos dois primeiros reis de Portugal, se pode ver o Museu de Arte Sacra (com as reliquias do primeiro santo português, S. Teotónio), o Claustro do Silêncio, o Cadeiral do Coro Alto (situado no segundo andar e que dá acesso a uma vista panoramica da igreja) e um Santuário relicário.

Biblioteca Joanina

A Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, que substituiu a antiga Casa da Livraria Universitária, deve o seu nome ao monarca que a mandou erigir em 1717. D. João V, o Magnânimo, conhecido como o grande patrono da cultura, da ciência e das artes, e esta biblioteca é o testemunho notável da política cultural do rei. No pórtico do elegante edifício, com quatro colunas de estilo jónico, destaca-se o majestoso escudo real, barroco, traduzindo o espírito de magnificência característico do mais auspicioso reinado da história de Portugal.

Neste edifício de três andares, dois dos quais subterrâneos, as paredes cobertas de estantes guardam milhares de exemplares, com destaque para obras de medicina, geografia, história, estudos humanísticos, ciências, direito civil e canónico, filosofia e teologia.

Curiosidades sobre a Biblioteca Joanina

À noite, após o fecho da biblioteca, uma colónia de morcegos contribui para a boa manutenção dos livros, ajudando a conter o número de insectos. As mesas ficam tapadas com peles que as protegem dos dejetos dos animais.


No cofre da Biblioteca Joanina encontram-se exemplares de extrema raridade, como uma primeira edição dos Lusíadas, uma Bíblia Hebraica, editada na segunda metade do século XV, de que apenas existem cerca de 20 exemplares em todo o mundo, ou ainda a Bíblia Latina das 48 Linhas – assim chamada por possuir, exactamente, 48 linhas por página – impressa em 1462 por dois sócios de Gutenberg, considerada a mais bela das primeiras quatro bíblias impressas.

Construída sobre uma prisão medieval, que mais tarde foi prisão académica, a Biblioteca Joanina dá ainda hoje acesso aos subterrâneos, que podem também ser visitados.

Museu Nacional Machado de Castro

O Museu Nacional de Machado de Castro é um dos mais importantes museus de Belas-Artes de Portugal. Foi assim denominado em homenagem ao destacado escultor conimbricense Machado de Castro. O seu espólio inclui importantes núcleos de escultura, pintura e Artes decorativas. Ocupa as antigas instalações do Paço Episcopal de Coimbra e um amplo edifício novo, inaugurado em 2012. Localiza-se no Largo Dr. José Rodrigues, freguesia da Sé Nova, Coimbra.

Está integrado desde 2013 na área classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade da Universidade de Coimbra - Alta e Sofia.

Portugal dos Pequenitos

Situado em Coimbra, o Portugal dos Pequenitos é desde 8 de junho de 1940, data da sua inauguração, um parque lúdico-pedagógico destinado essencialmente à Criança.

Nascido pela mão e génio de Bissaya Barreto e projetado pelo arquiteto Cassiano Branco, integra desde 1959 o património da Fundação Bissaya Barreto, que tem como patrono este ilustre Professor.

Retrato vivo da portugalidade e da presença portuguesa no mundo, o Portugal dos Pequenitos é ainda hoje um referencial histórico e pedagógico de muitas gerações.

Para além de ser um espaço de aproximação de culturas e de cruzamento entre povos, o Portugal dos Pequenitos é também uma mostra qualificada da arte escultórica e arquitetónica que, pela miniatura e pela minúcia, ainda hoje encantam crianças, jovens e adultos.

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha

O Mosteiro de Santa Clara foi mandado construir em 1314 por D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa, substituindo um pequeno convento de monjas clarissas fundado em 1286. O templo ficou concluído em 1330 e a sua traça deve-se ao arquitecto Domingos Domingues, que anteriormente havia trabalhado no Mosteiro de Alcobaça.

O conjunto destaca-se na arquitetura da época pela dimensão da igreja e do claustro e pela abóbada em pedra que cobre as três naves do mesmo tamanho. Pela sua localização na margem do Rio Mondego, o mosteiro estava sujeito a inundações frequentes que forçaram a construção de um piso superior e o abandono do térreo, quase sempre alagado. No século XVII, o rei D. João IV mandou construir num ponto alto da cidade, o novo convento que ficou conhecido como de Santa Clara-a-Nova, para onde as freiras se mudaram em 1677. O primitivo mosteiro que passou a ser designado de Santa Clara-a-Velha, ficou ao abandono até chegar a um estado de ruína.

No final do século XX foram levadas a cabo profundas obras de recuperação, que puseram a descoberto as estruturas e um vasto e diversificado espólio. De novo aberto a visitas, o Mosteiro oferece uma área de lazer num amplo percurso ao ar livre que engloba a igreja e as estruturas arqueológicas restauradas. No Centro Interpretativo, para além da exposição dos objectos aqui encontrados, estruturada de acordo com a vivência monástica, utilizam-se meios audiovisuais para apresentar a história do local e a sua requalificação.

Sé Velha

Local de coroação do segundo rei de Portugal.

Coimbra (Aeminium, na época romana) é sede episcopal desde o século V, sucedendo à vizinha Conímbriga. Apesar da sua longa história, não há notícia da catedral até à construção da Sé de Santa Maria de Coimbra, que teve início em 1164 por iniciativa do bispo D. Miguel Salomão. Esta foi consagrada em 1184, embora o resto do edifício ainda não estivesse terminado e, em 1185, ali foi coroado o segundo rei de Portugal, D. Sancho I. É a única catedral portuguesa românica, da época da Reconquista, que sobreviveu relativamente intacta até aos nossos dias.

O projeto do edifício é atribuído a mestre Roberto, de origem francesa, que dirigia a construção da Sé de Lisboa na mesma época e visitava Coimbra periodicamente. A direção das obras ficou a cargo de mestre Bernardo, também francês, mais tarde substituído por mestre Soeiro, um arquiteto que trabalhou depois em outras igrejas na diocese do Porto. É um edifício de três naves, transepto ligeiramente saliente, torre lanterna sobre o cruzeiro e cabeceira tripartida. Esta construção marca uma rutura com o esquema das catedrais românicas seguido até então no país (Braga e Porto) e o início de uma nova tipologia designada de catedrais do Sul (Coimbra, Lisboa e Évora).

O claustro começou a ser erigido em 1218, durante o reinado de D. Afonso II, sendo uma das primeiras obras góticas edificadas em Portugal. De dimensões superiores ao habitual, foi necessário destruir uma parte da encosta para a sua construção. Ocupa assim uma área quadrangular a partir do terceiro tramo da nave e ultrapassando o perímetro da cabeceira. É constituído por um piso abobadado e as arcadas são compostas por arcos apontados duplos, assentes em finos colunelos geminados e com óculo superior.

Durante a campanha de obras do séc. XVI introduziram-se algumas inovações no edifício, das quais se destacam os portais renascentistas, sobretudo a Porta Especiosa, obra máxima do arquiteto João de Ruão e do escultor Nicolau de Chanterenne, inspirada no renascimento italiano.

No interior, merecem referência a Capela do Santíssimo Sacramento, também de João de Ruão, e a Capela de São Pedro, atribuída a Nicolau de Chanterenne. Na capela-mor, o retábulo de talha dourada, em estilo gótico flamejante é da autoria dos flamengos Olivier de Gand e Jean d'Ypres. Os capitéis decorados com temas vegetalistas e animalistas constituem o mais rico programa iconográfico do românico em Portugal. A ausência de figuras humanas e cenas bíblicas deve-se, provavelmente, ao facto de se tratar de obra de artistas moçárabes que se haviam estabelecido em Coimbra.

Nas naves laterais, subsistem vários túmulos da época gótica (séculos XIII-XIV), sendo um dos mais notáveis o de D. Vataça (ou Betaça) Lascaris, dama bizantina que chegou a Portugal no início do século XIV, acompanhando D. Isabel de Aragão, que vinha desposar o rei D. Dinis.

Textos: Cortesia Turismo do Centro e Fundação Bissaya Barreto

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