Aveiro

Veneza portuguesa

Aveiro é a nossa Veneza, atravessada por uma série de canais, entre o Rossio e a Estação dos Caminhos de Ferro. Ficando próxima do mar e da Ria, é beneficiada com uma luminosidade especial. Simultaneamente, essa mesma proximidade determinou a sua ligação às artes da pesca, da extracção de sal e do comércio marítimo.

A estabilização da barra e a chegada dos comboios, no séc. XIX, fomentaram o desenvolvimento e como tal, o aparecimento de bonitas casas Arte Nova que permanecem ainda, belas, na zona do Rossio, ao longo do canal. No decorrer dos tempos outros arquitectos famosos deixaram a sua obra nesta cidade em permanente crescimento. Aveiro, cuja primeira referência na nossa História aparece "no documento de doação testamentária efectuada pela condessa Mumadona Dias, ao Mosteiro de Guimarães" em 26 de janeiro de 959, é referida como je suis terras in Alauario et Salinas – Alauario é, portanto, a forma mais arcaica do topónimo Aveiro.

Reuniu, ao longo dos séculos, muito património sendo que muitos edifícios foram decorados com azulejos produzidos pela indústria que se instalou nesta cidade, a partir do séc. XV. São poucos os azulejos dessa época que se podem ver, na cidade, devido aos vários restauros posteriores. Estão, no entanto patentes na Estação de Caminhos de Ferro e na Casa de Stª Zita.

Foram famosas as Fábrica de Cerâmica Campos e a Fábrica Fonte Nova – da qual dois artistas aveirenses – Francisco Pereira e Licínio Pinto – foram os autores dos 28 painéis de azulejos do edifício da Estação.

  • Onde?

    Aveiro, situada junto ao mar, no centro-norte do país, é, com justiça, apelidada da Veneza de Portugal porque, a cidade, bem como toda a zona envolvente, é sulcada por braços da Ria de Aveiro. A ria estende-se paralelamente à costa, de Ovar a Mira, durante 47 km e com u ma largura considerável.

    A Ria - pormenor

    Aveiro fica também na foz dos rios Vouga, Antuã e Boco, que desaguam num dos braços da ria, canal esse que abre uma brecha na linha da costa, entre a barra e S. Jacinto e permite o acesso, ao porto de Aveiro, de embarcações de grande calado.
    A Ria é o resultado do recuo do mar e a subsequente constituição de braços de mar que, a partir do séc. XVI, formaram uma laguna que é um dos mais belos acidentes hidrográficos da nossa costa. Abrange milhares de hectares, a maior parte dos quais estão sempre alagados, havendo quatro importantes canais que, ramificados, envolvem inúmeras ilhas.
    A Ria de Aveiro é rica em peixe e continua a contribuir para a economia da região com a extracção de sal, que segue técnicas milenares.

    As salinas de Aveiro

    Na parte norte da Ria, distinguem-se os barcos moliceiros, de feitio e decoração particulares, que apanham o moliço, fertilizante de eleição, que cumpre os requisitos ecológicos e consegue transformar solos de areia, estéreis, em bons e férteis terrenos agrícolas.

     

  • O quê?

    Aveiro que, como já dito, foi referida em documentos do ano de 959, foi elevada a vila no séc. XIII, tendo-se dado o seu desenvolvimentos à volta da igreja principal da altura, no sítio que é hoje a Praça da República, igreja essa demolida séculos mais tarde.
    Algum tempo depois, o Infante D. Pedro, donatário de Aveiro, insistiu com D. João I para que o templo fosse rodeado de muralhas que, foram derrubadas no séc. XIX tendo, parte das pedras, sido utilizadas para a construção dos molhes da barra nova.
    D. Duarte, outro dos príncipes da Ínclita Geração, concedeu a Aveiro o privilégio de realizar uma feira franca anual, que ainda hoje se efectua e que é a Feira de Março.
    Em 1472, a Infanta D. Joana, filha de D. Afonso V, professou e entrou no Convento de Jesus, onde viria a falecer, em 1490, a 12 de Maio, dia que passou a ser o feriado municipal.
    Estes factos em conjunto e, sobretudo a vinda da filha do rei para a região, chamou a atenção para Aveiro e promoveu o seu desenvolvimento, tendo-lhe sido dado o primeiro foral em 1515, por D. Manuel I.
    A situação geográfica, a pesca, a extracção do sal, o comércio marítimo propiciaram o desenvolvimento de Aveiro até que, em finais do séc. XVI, princípios do séc. XVII, certos problemas na comunicação entre a ria e o mar, determinaram o fecho do canal, cortando a ligação ao porto e provocando insalubridade, devido à estagnação das águas da laguna, o que levou a que muitos habitantes abandonassem a zona, criando aldeias piscatórias ao longo da costa (ver Santiago do Cacém). Estes factos provocaram grande crise económica e social na região de Aveiro. No entanto, nesta mesma altura, em que estávamos sujeitos à dominação espanhola, foi construída a Igreja da Misericórdia, uma das mais notáveis da cidade.

    Aveiro e a sua Ria

    Aveiro passou à categoria de cidade em 1759, por determinação de D. José I que, em 1774, solicitou ao Papa a criação de uma nova Diocese com sede em Aveiro.
    No séc. XIX, Aveiro ficou célebre porque muitos dos ilustres se envolveram nas Lutas Liberais, entre eles José Estêvão Coelho de Magalhães, um parlamentar que muito lutou para a fixação da actual barra e desenvolvimentos dos transportes, especialmente o caminho de ferro que, pela sua acção, passou em Aveiro, facilitando o seu desenvolvimento.

    Museu da Cidade

    De facto, a estabilização da barra e a chegada dos comboios, fomentaram o desenvolvimento e como tal, o aparecimento de bonitas casas Arte Nova que permanecem ainda, belas, na zona do Rossio, ao longo do canal. No decorrer dos tempos outros arquitectos famosos deixaram a sua obra nesta cidade em permanente crescimento. Tem, também muito outro património, da sua História mais longínqua, como o Convento de Jesus, onde hoje está instalado o Museu Municipal, a Igreja da Misericórdia e a das Carmelitas.
    Ainda de salientar a Fábrica de Cerâmica Campos, que hoje é o Centro Cultural.
    No concelho, mais precisamente na freguesia de S. Jacinto, na faixa a norte da sede de freguesia, entre o mar e o braço da ria, existe a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto, que alberga uma fauna e flora notáveis. A Reserva foi criada para facilitar a manutenção da referida zona que era inicialmente constituída por pântanos, antro de mosquitos propiciadores de transmissão de doenças, e que passou por processo de drenagem e secagem e, posteriormente, fixação de areias mediante o plantio de vegetação. Nas fotos abaixo, vemos camarinheira cheia de camarinhas (são óptimas para comer) e uma toupeira, de que já se não pode dizer o mesmo, embora seja bonitinha.

    Camarinheiras - Reszerva das Dunas de S. Jacinto                          Toupeira - Habitante da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto

  • Património a descobrir

    Aveiro
    - Sé Catedral ou Igreja de S. Domingos – tem origem no séc. XV, chamando-se, nessa altura, igreja do Convento de S. Domingos. A esta altura era constituída por capela- mor sem coro alto, três naves separadas entre si por duas séries de quatro arcos. Obras de conservação efectuadas nos séc. XVI e XVII converteram as naves laterais em capelas devocionais, também para dar ao edifício maior estabilidade.
    Passou a Igreja Matriz da Paróquia de Nª Srª da Glória em 1835 e, em 1938 torna-se Catedral, por bula do Papa Pio XI. A nave foi reconstruída no séc. XVIII que passou a estar iluminada por quatro janelas amplas e ovais que foram abertas. Nas paredes, existem painéis de azulejos do séc. XVIII, representando vistas de duas cidades – uma espanhola, outra italiana

    Sé de Aveiro ou Igr. de S. Domingos

    - Igreja da Misericórdia - Séc. XVI, renascentista, com interior revestido a azulejos de padrões, do séc. XVI . Na capela-mor há bela abóbada apainelada, de pedra de Ançã. Merece também atenção o retábulo, muito interessante, por ser uma réplica do portal da fachada. Esta, embora apresente áreas revestidas a azulejos do séc. XIX, apresenta um portal clássico, grandioso, com ornamentação barroca, em pedra calcária. Na parte de baixo do portal, existem nichos com imagens e, na de cima, as figuras foram substituídas por janelas, tendo, a meio, u ma imagem de Nª Srª da Misericórdia. A rematar, o escudo régio, a XCruz de Cristo e uma esfera armilar.

    Igreja da Miseric

    - Igreja do Carmo – a igreja foi o que ficou, do convento, construído entre 1613 e 1620. À frente do adro fica um muro decorado com motivos barrocos e, sobre a porta, o brasão das carmelitas. O interior é simples, destacando-se os retábulos e o revestimento em magnífica talha barroca, dourada. Num nicho emoldurado com portal barroco, está o túmulo de D. Brites de Lara, mecenas da construção da igreja. De salientar ainda a beleza de dois altares, dos sécs. XVII e XVII e de várias esculturas de grande valor artístico, para além de telas representando cenas da paixão.

    Igreja do Carmo - Aveiro              Aveiro - Igr. do Carmo _ Interior 

    - Igreja Paroquial de Vera Cruz - foi construída no Séc. XVII, sobre uma capela dedicada a S. Gonçalo e restaurada no seguinte. No interior imagens, tanto da altura da construção como do restauro, e magníficas talhas douradas. A fachada apresenta duas imagens, em azulejos

    Aveiro- Igr. Paroquial de Vera Cruz

    - Capela de S. Gonçalinho – foi construída no 1º quartel do séc. XVIII. Nela se realiza uma das festas mais curiosas e queridas das gentes do bairro da Beira-Mar – no domingo mais próximo de 10 de Janeiro, e durante a festa são pagas promessas ao santo, atirande quilos de cavacas doces da cúpula para o público. Existem ainda dois outros rituais – a “entrega do ramo” e a “Dança dos Mancos”, dança esta executada dentro da própria capela. S. Gonçalo, conhecido no bairro por S. Gonçalinho, terá nascido na região de Guimarães, à volta de 1190 e faleceu em meados do séc. XIII, tendo ganho fama de casamenteiro e curandeiro, que chegou à zona de Aveiro.
    - Capela do Senhor das Barrocas - pequena capela, cuja construção se iniciou em 1722, é constituída por duas partes diferenciadas - a nave de planta octogonal e a capela-mor, com planta rectangular. O pórtico é uma magnífica construção barroca. De notar que o arquitecto autor desta capela é o mesmo que projectou a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra.

    Capela do Sr. das Barrocas - Aveiro

    -Mosteiro de Jesus ou Museu de Santa Joana ou Museu de Aveiro - o museu ocupa as salas do Convento de Jesus, construído no séc. XV, onde se recolheu a infanta D. Joana, filha de D. Afonso V. A presença da princesa trouxe muitos benefícios ao Convento uma vez que ela lá morreu e foi beatificada, em 1673 – os seus bens foram legados ao convento que, nos séc. XVII e XVIII lá teve a funcionar uma escola de bordadeira, à qual se devem ,muitas das peças expostas no museu. A fachada que hoje se pode ver data do séc. XVII. No coro baixo da igreja, onde as freiras assistiam à missa, está o túmulo de Santa Joana.

    Aveiro - Museu Stª Joana Princesa

    - Igreja do Convento de Stº António ou Capela da Ordem Terceira de S. Francisco - de notar os claustros e anexos conventuais

    Aveiro - Convento de Stº António

    - Igreja da Nossa Senhora da Apresentação - data de 1606, tendo sido, nesta época, colocada a pia baptismal. Já em finais do século XVII, inícios do século XVIII, a fachada é ornamentada por dois painéis de azulejos e o interior, inteiramente revestido a talha dourada, destacando-se uma Virgem gótica, em alabastro. Já no século XX sofreu obras de restauro.

    Aveiro - Igr. de Nª Srª da Apresentação

    - Antigo Hospital de Aveiro - foi construído no início do séc. XX, de acordo com projecto de Francisco Silva Rocha. De linhas geométricas e decoração “art nouveau” , fica próximo do jardim municipal.

    Aveiro - Antigo Hospital

    - Casa da Cooperativa Agrícola de Aveiro- fachada muito decorada e cheia de linhas curvas, segue uma versão nacional da “Art Nouveau”, muito importante – a aplicação de azulejos, toque original. Data do início do séc. XX, terá sido desenhada pelo Arq. Francisco Augusto da Silva Rocha, também responsável pelo Hospital, na mesma altura. Os azulejos, de 1913, são da Fábrica Fonte Nova, uma das indústrias cerâmicas mais importantes de Aveiro. O interior do edifício é, originalmente, muito pouco interessante.

    Aveiro - Casa da Cooperativa Agrícola

    - Casa do Seixal e Capela da Madre de Deus ou Primitiva Casa e Capela de Nicolau Ribeiro Picado – pensa-se que remonta ao séc. XVII, altura em que foi mandada construir pela família Picado, para a sua residência. Nicolau Ribeiro Picado terá fundado a capela anexa, dedicada à Madre de Deus, o que é sugerido pelo facto de haver, na fachada da capela, um brasão encimado pela Cruz de Cristo, a cuja Ordem este senhor pertencia.
    - Casa Paris, Ourivesaria Matias, Pastelaria Avenida, ficam na Avenida Lourenço Peixinho, num conjunto de imóveis que ilustra a evolução da arquitectura da cidade, entre os dois últimos séculos, com predomínio da Arte Nova - na Casa Paris predominam as linhas curvas mas, nos dois outros edifícios predominam já as linhas rectas. Em todos eles, apesar das modificações que foram sofrendo, ao longo dos tempos, foram conservadas as portas laterais, originais, no piso térreo.

    Aveiro-Pastelaria Avenida e não só

    - Centro Comunitário de Vera Cruz, na Rua de Sá

    Aveiro - Centro Comunitário Vera Cruz

    - Casa da Rua Tenente Resende, actual pensão e restaurante Ferro
    - Casa do Major Pessoa -edifício Arte Nova, na Rua Dr. Barbosa Guimarães, foi também desenhada pelo Arq. Francisco da Silva Rocha. É das construções mais importantes desta nova vertente arquitectónica, - é um edifício magnificamente multifacetado, com átrio gradeado e painéis azulejados, mobiliário e vãos curvilíneos, com fachada densamente decorada, em pedra e traseira com alpendre, ferros forjados e original sistema de vãos desenhados, face a um jardim privado. Sendo um dos imóveis mais emblemáticos da cidade, da Arte Nova, foi recentemente intervencionado para acolher o Museu Arte Nova da Cidade.

    Aveiro - Casa Major Pessoa

    - Teatro Aveirense - As obras do teatro foram concluídas em 1881, sensivelmente dois anos após a constituição da Sociedade Construtora e Administrativa do Teatro Aveirense, que ocorreu em 1879. A inauguração esteve a cargo da Companhia do Teatro Nacional D. Maria II. A actividade foi interrompida em 1947 e houve lugar a várias obras de conservação. Só em 1998 a Câmara Municipal conseguiu adquirir o Teatro Aveirense e, em 2000 procedeu a obras de vulto para modernização dos espaços e equipamentos.

    Aveiro - Teatro Aveirense

    - Eco Museu Marinha da Troncalhada – junto ao canal das Pirâmides, a Marinha da Troncalhada dá a conhecer aos visitantes os métodos da produção de sal, que continuam a seguir os mesmos processos de sempre, mantendo vivas as vivências e tradições desta actividade e dando também a conhecer a fauna e flora características das zonas de salinas.

    Aveiro - Eco Museu da Troncalhada

    - Estação de Caminhos de Ferro de Aveiro - Na Linha do Norte, encontramos a estação de Aveiro, em pleno centro da cidade e exuberante de painéis de azulejos. Estes cobrem quer a fachada, quer a parede virada para o cais, do chão ao telhado. O conjunto de painéis é considerado um "prodígio decorativo" e é da autoria de dois artistas aveirenses Francisco Pereira e Licínio Pinto (1916), ligados à Fábrica Fonte Nova. O edifício é decorado por 28 painéis, mostrando paisagens da região, cenas do quotidiano, figuras populares como peixeiras e pescadores, embarcações tradicionais e monumentos existentes na cidade, como o Convento de Jesus, onde está instalado o Museu Regional e que alberga o túmulo da princesa Stª Joana. São tantos os painéis que incluem uma evocação da Aveiro setecentista.

    Aveiro - Estação dos Caminhos de Ferro

    - Edifício da Capitania - Fica no Canal do Cojo, em Aveiro, e está assente num conjunto de arcos. Era, inicialmente, um moinho de maré que, no século XX, foi alvo de uma forte reconstrução tendo ficado com o aspeto que conserva actualmente. Durante várias décadas serviu de Capitania do Porto de Aveiro, daí o nome que lhe está associado. Nos anos 90 as fundações do edifício começaram a dar sinais de fraqueza, devidos às construções que foram sendo edificadas, nas imediações, apresentando mesmo uma grande inclinação. Temeu-se que este ex-líbris da cidade tivesse de ser demolido mas, algumas figuras públicas, sensíveis à beleza e importância do edifício, demonstraram o seu descontentamento em relação a esta ideia, nomeadamente Carlos Candal, Siza Vieira e Jorge Sampaio. Assim, a Câmara adquiriu o imóvel e começou com as obras de restauro, salvando este magnífico edifício, património aveirense e nacional. Hoje é sede da Assembleia Municipal, embora continue a ser designado por Edifício da Capitania

    Aveiro - Edifício da Capitania

    - Praça do Peixe - Exemplo da arquitectura do ferro em Aveiro, fica numa das zonas mais características da cidade de Aveiro. Foi construída em 1904 para funcionar como mercado, devido a uma ótima localização, mesmo ao lado do Canal dos Botirões. Hoje em dia é nesta zona que se concentra grande parte da diversão nocturna da cidade de Aveiro

    Aveiro - Praça do Peixe 

    - Ria de Aveiro - A Ria de Aveiro faz indubitavelmente parte do património natural da cidade de Aveiro. A sua formação ficou a dever-se ao recuo do mar que, a partir do século XVI, formou um dos mais belos acasos hidrográficos da costa de Portugal. Esta ria conta com onze mil hectares de área, dos quais seis mil estão constantemente inundados. Os seus canais ramificados em esteiros rodeiam as inúmeras ilhotas que por ali surgiram. Nesta ria desaguam imensos rios, tais como o Vouga, o Boco, o Antuã e o Fontão. A sua única ligação ao mar é feita através de um canal entre a Barra e São Jacinto, possibilitando assim, o acesso de embarcações de grande porte ao Porto de Aveiro. Em termos de fauna e flora, esta ria é riquíssima, sendo que possui grandes planos de água propícios à prática de uma diversidade de desportos náuticos. Para além disso, a tradição da produção de sal através de técnicas milenares ainda subsiste na ria de Aveiro, sendo um marco fundamental desta cidade.

    A Ria de Aveiro

    Freguesia de Esgueira e Eixo
    - Pelourinho de Esgueira – o que hoje se vê data do séc. XVIII, com coluna espiralada, barroco.

    Esgueira - Pelourinho

    - Igreja Matriz de Esgueira – foi concluída em 1650, data que se encontra inscrita na fachada. Foi sofrendo restauros ao longo dos anos. A igreja encontrava-se, inicialmente, fora da localidade e, estando em ruínas, foi decidida a sua reconstrução, mais junto à população. Foi D. Filipe II que, em 1607, deu autorização para se iniciarem as obras – a referida data de 1650 corresponde à finalização da primeira fase das obras, não à conclusão total do edifício. Foi alvo de várias intervenções no séc. XIX. No interior tem azulejos, do séc. XVII. Das capelas, distinguem-se a da Visitação e a do Cristo Cruicificado, esta datada de 1578 e proveniente da igreja primitiva.
    - Antigos Paços do Concelho – edifício da 2ª metade do séc. XVIII, teve várias intervenções e várias entidades a ocupá-lo. Agora é sede da Junta de Freguesia e alberga também o Centro de Saúde de Esgueira – já lá esteve instalada uma prisão e a escola primária.
    - Solar da Família Almeida d’Eça – foi construído no séc. XVII e antigo solar da família Almeida d’Eça sendo que hoje pertence à Stª Casa da Misericórdia, funcionando como Jardim de Infância – já foi lar de idosos.
    - Painel informativo – é um painel de azulejos, de 1951, com um “mapa turístico” da região de Aveiro, do que há para visitar.
    - Cruzeiro – é do séc. XVII – tem a data de 1666, e fica no centro da freguesia. Foi restaurado em 1943.
    Eixo - Foram célebres as suas industrias de Cerâmica, Cobre e Latão – no que se refere à Cerâmica, foi descoberto um forno datado dos séc. VII/VIII quando, em 1985 se procedia à exploração de saibro e uma máquina pôs o forno a descoberto. Dez anos depois, em 1995, foi descoberto um outro engenho semelhante, em Alagoela, quando se estava a construir um edifício.
    Eixo tem uma Igreja Matriz.

    Freguesia de Requeixo
    - Museu Etnográfico de Requeixo – é um núcleo do Museu da Cidade de Aveiro, instalado numa antiga casa de lavoura e que reconstitui os ambientes próprios e quotidianos da casa do lavrador e da comunidade rural, com utensílios da época – séc. XIX –XX.
    - Ponte de Requeixo – data do séc. XIX e fica no ponto de encontro dos rios Águeda e Cértima, e substituiu uma outra, de grés, que dataria do séc. XVII
    - Ponte de Taipa, em ferro , construída para passar o caminho de ferro que liga a Águeda

    Ponte da Taipa, em Requeixo

    - Igreja Matriz de Requeixo – é dedicada a S. Paio, padroeiro da freguesia e foi construída no séc. XVIII. No adro da igreja existe um cruzeiro com características particulares, que data do séc. XVII e tem, no topo, de um lado uma “pietá” e do outro um Cristo crucificado

    Igreja Matriz de Requeixo Requeixo - Imagem do Cruzeiro da Igr. Matriz        Requeixo - outra imagem do Cruz. da Igr. Matriz

    - Capela de Stº Amaro – construída no séc. XVII, era inicialmente dedicada a Nª Srª do Amparo

    Requeixo - Cap. Stº Amaro

    - Capela da Senhora Alumeira – no lugar da Taipa, com imagem que data do séc. XVI
    - Capela de Nª Srª das Necessidades – no lugar do Carregal, data também do séc. XVIII
    - Cruzeiro, do séc. XVII, também no lugar do Carregal

    Freguesia de S. Jacinto
    - Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto – é a entidade destinada a proteger o património mais relevante desta freguesia, que é o natural – as areias e as dunas, que são mantidas, preservadas pela vegetação que lá foi implantada em tempos, para o efeito – o terreno era alagado, pelos pequenos braços da ria.


    Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto

    Nas palavras dos especialistas :
    Uma área ao ser classificada com a categoria de Reserva Natural, tem por efeito possibilitar a adopção de medidas que permitam assegurar as condições naturais necessárias à estabilidade ou à sobrevivência de espécies, grupos de espécies, comunidades bióticas ou aspectos físicos do ambiente, quando estes requerem a intervenção humana para a sua perpetuação. 
    As Áreas Protegidas são assim locais privilegiados para a sensibilização e Educação Ambiental pois constituem, por vezes, últimos redutos dos valores naturais característicos de cada região”

  • Gastronomia

    Tanto a Ria e a proximidade do mar, como os campos férteis do concelho influenciam a gastronomia de Aveiro. Assim, temos como iguarias a experimentar a caldeirada de enguias, de petingas ou ainda de outros peixes da ria e do mar, as enguias de escabeche, as espetadas de mexilhão, o suculento carneiro à lampantana, a chanfana de cabrito ou borrego, a vitela assada, o estaladiço leitão assado, o chouriço com grelos e os rojões. Mas... Aveiro é sinónimo de ovos moles, legado das freiras do Convento de Jesus, comercializado nas belas barriquinhas em madeira, pintadas, e em revestimento de óstia, tomando formas marinhas. Mas outra doçaria foi deixada pelas freiras de outros Conventos - raivas, ovos em fio, castanhas doces, bolo de 24 horas, barrigas de freira.

    Os belos e bons Ovos Moles         Maravilhosas Enguias       Também muito bom       

  • Feiras, Festas e Romarias

    Aveiro
    - Entrega dos Ramos - primeiro domingo a seguir ao Natal
    - Festa de S. Gonçalinho, Janeiro
    - Festa da Ria, sem data definida, no mês de Julho - integra uma regata de moliceiros de Torreira a Aveiro
    - Procissão dos Passos - no 2º domingo da Quaresma
    - Feira dos 28 – feira de cariz popular
    - Feira das Velharias – no último domingo de cada mês
    - Feira de Artes e Ofícios Tradicionais – no 2º domingo de cada mês
    - Feira de Março, que se realiza desde 1434
    - Farav – Feira de Artesanato da Região de Aveiro – no final do mês de Julho

  • Acessos e Distâncias
    LISBOA 257 km PORTO   72 km
    Aveiro    0 km Guarda 153 km
    Beja 391 km Leiria 125 km
    Braga 123 km Portalegre 235 km
    Bragança 267 km Santarém 189 km
    Castelo Branco 198 km Setúbal 289 km
    Coimbra  62 km Viana do Castelo 145 km
    Évora 347 km Vila Real 167 km
    Faro 491 km  Viseu  83 km
  • Itinerários Possíveis

    Itinerário 1
    Aveiro  (A) – Eixo (B) – Cacia (C)– Esgueira (D) – Aveiro (E)
    Visita de Aveiro,  dos seus pontos de interesse, bem como dos das freguesias indicadas.

    Total de km - 28 km
    Tempo de percurso – 44 minutos, só o tempo de condução
    Estradas - por estradas nacionais e municipais

    Itinerário 1

    Itinerário 2
    Aveiro (A) – S. Jacinto e Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto (B) – Aveiro (C
    Visita, maioritariamente da Reserva Natural e do seu património natural.

    Total de km - 95 km
    Tempo de percurso – 1 hora e 38 minutos, só o tempo de condução
    Estradas - por estradas nacionais e municipais

    Itinerário 2 

    Itinenerário 3
    Aveiro (A) – Requeixo  (B) – Aveiro  (C)
    Visita de Aveiro, dos seus pontos de interesse, bem como os da freguesia indicada.

    Total de km - 40 km
    Tempo de percurso – 50 minutos, só o tempo de condução
    Estradas - por estradas nacionais e municipais

    Itinerário 3

  • Parceiros ACP

    PARCEIROS ACP
    Abaixo estão os links para todos os parceiros existentes no Distrito de Aveiro, a que o Concelho de Aveiro pertence, e que oferecem descontos aos sócios, mediante a apresentação do cartão de sócio.

    - Hotéis
    - Solares
    - Turismo Rural 
    - Restaurantes 

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