Santiago do Cacém

Um concelho rico de natureza e história

Porquê Santiago do Cacém?

Embora fique nas margens a sul de Setúbal, é atualmente um dos municípios mais populosos do Distrito. Santiago do Cacém é privilegiado pelas pessoas e pela terra. Uma localidade que viu passar vários povos ao longo da História, é composta por uma paisagem geográfica invejável: terras férteis, montes planos, serras ricas de montado e uma linha costeira constituída por extensas praias. A cidade, tal como os seus limítrofes, é uma valiosa adição para o património arquitetónico de Portugal, com vários marcos dos primórdios civilizacionais ainda de pé – com uma especial atenção para os romanos, que habitaram a região durante muito tempo.

A linha da costa, os leitos do Sado e os seus afluentes — a barragem de Fonte Serne, a Lagoa de St.º André, as praias do Monte Velho e das Areias Brancas  constituem elementos ao ar livre essenciais que roubam o olhar e captam a atenção de quem por lá passa.

Muxama de atum

Céu sem horizonte
Gado em Santiago do Cacém

Pôr do sol na Ria Formosa

Relíquias de outros tempos

Paisagens tradicionais e de várias gerações

 

As barragens não só servem como apoio agrícola, essencialmente para a rega das áreas cultivadas, como também são importantes para o consumo da população. Esta é uma quesão fundamental, uma vez que a economia do município assenta fortemente na agricultura  cereais, vinha, olival, horto frutícolas, pecuária criação bovina, entre outros exemplos. Os anos 60 e 70 foram relevantes para a chegada de vários turistas à região, transformando-a num ponto de abertura turístico em Portugal.

Foi em Santiago do Cacém que chegou o 1º automóvel a Portugal, no ano de 1895. Adquirido pelo IV Conde de Avilez, o carro, um Panhard & Levassor, veio de Paris e causou logo um grande problema de alfândega, visto que as autoridades na altura não sabiam se o classificariam como uma máquina agrícola ou movida a vapor. Capaz de alcançar os 15 km/h, foi também responsável pelo 1º acidente de viação no país ao atropelar um burro. As rodas do carro, de madeira e principalmente revestidas a metal, tinham uma fraca adaptação ao terreno, fazendo com que a condução fosse ainda elementar e complicada.

Em 1901, o Conde de Avilez vendeu o modelo a alguém que ficaria com ele pouco tempo. Pouco tempo depois, foi parar às mãos do Sr. João Garrido, do Porto. Anos mais tarde, mais precisamente em um descendente seu doou-o ao Automóvel Club de Portugal, com a condição de ficar exposto na delegação do Porto. Está neste momento em exposição no Museu dos Transportes e Comunicações, na grande Cidade Invicta.

Conhecer a História 

Santiago do Cacém é fruto dos povos celtas, mas foram os romanos que lhe deram identidade. Entre o século I a.c. e o século V d.c., o povo romano desenvolveu a zona e tornou-a na principal cidade romana da costa ocidental. “Salatia Imperatoria” ou “Mirobriga Celtici” eram tidas como as designações na altura  terminologia que ainda hoje divide historiadores e académicos. A cidade tinha uma composição bastante evoluída e era composta por um fórum com o seu respetivo templo, termas, balneários e o único hipódromo romano conhecido em Portugal.

Por volta de 712, com o declínio de Miróbriga, os mouros invadiram o território e começaram a espalhar a sua influência. Pensa-se que o nome “Cacém” está ligado ao alcaide mouro de nome “Kassem”. Aquando da altura da reconquista da Península Ibérica pelos cristãos, o nome Sant’lago de Kassem era já utilizado pelos habitantes. Passou a sede de concelho em 1512, com o foral de D. Manuel I, já com o nome Santiago do Cacém. Em 1594, a vila e o castelo foram doados por D. Filipe II aos Duques de Aveiro; em 1759, passou para a posse da Coroa e só depois para a do Estado.

Durante o século XVIII, a região teve uma grande expansão urbana, especialmente tendo em conta o papel das invasões francesas de que Portugal foi vítima, concentrando homens armados na linha de Melides/Comporta/Alcácer  contrariamente ao que as juntas de Beja e Faro preconizavam. Ao longo do século XIX, Santiago do Cacém era terra de morgadios: pequenas cortes onde o estilo de vida ostentativo imperava. Tal riqueza adveio da exploração agropecuária  cereais, fruta e gado , utilizando técnicas inovadoras que impulsionaram o crescimento económico da zona.

Anos mais tarde, chegou a indústria  e com ela a expansibilidade do comércio. Serralharia, moagem e cortiça eram as principais apostas. Após um longo período de estagnação, foi nos anos 70 que o turismo (re)descobriu Santiago, com uma grande ajuda do famoso Gabinete da Área de Sines. 


Paisagem Santiago do Cacem

Uma gastronomia única

Por ter uma panóplia de opções, a gastronomia de Santiago do Cacém é inigualável. Há os deliciosos sabores da serra, mas as opções oriundas da costa, sobretudo da Lagoa de St.º André, não se esgotam. Todas elas existem e coexistem há muitos anos.

- Da terra: 

Não podemos falar sobre comida sem abordar as famosas açordas, migas e sopas de pão. As variedades estendem-se, cada uma com características e especificidades das aldeias e vilas que as confecionam. Não só são pratos de sabores fortes, mas também portadores de uma grande história e tradição. Eis aqui alguns exemplos:

Sopas Pratos
Açorda de coentros Migas
(servidas normalmente com carne
de porco frita e rodelas de laranja)
Açorda de poejos Lombo de porco assado
Açorda de bacalhau Carne de borrego
(ensopado, borrego assado
no forno, cabeças de carneiro assadas)
Sopa de tomate Cozido à portuguesa
Sopa de Beldroegas Cozido de grão
Gaspacho Carne de porco
à alentejana
Sopa de Lebre Enchidos — linguiça, 
chouriço, farinheira e torresmos

- Do mar: 

Tirando proveito de uma proximidade com o mar, Santiago do Cacém dispõe de vários restaurantes cuja especialidade é o peixe  neste caso, as enguias, que podem ser confecionadas de diversas maneiras. No entanto, ao falar com um Santiaguense, as opções mais recomendadas serão possivelmente de caldeira, ensopado e fritas, cada uma mais apetitosa e agradável do que a outra.

O que fazer

Como já foi mencionado em parágrafos anteriores, a posição geográfica de Santiago do Cacém é uma mais-valia e excelente para estimular todos os gostos. Há ruínas históricas para se aventurar, grandes ondas para surfar, longos paredões de areia para descansar e, se as crianças ficaram entediadas, há muitos animais felpudos para conhecer no Badoca Safaria Park. Eis aqui algumas sugestões do que fazer:

  1. Um passeio histórico. Miróbriga e o Castelo de Santiago do Cacém são duas opções a ter em consideração para os amantes de história. Miróbriga é um olhar para o passado distante: um passeio pelas antiguidades que outrora erguiam uma das maiores cidades romanas e um exemplo da Idade do Ferro do séc. IX. Já o Castelo tem origens mouras e esteve no centro de um cabo de guerra durante quase 100 anos, ficando sob domínio português no séc. XIII. Por dentro, pode-se conhecer a Igreja Matriz de Santiago do Cacém, que, apesar das sucessivas revisões e do terramoto de 1755, consegue-se apontar indícios de uma arquitetura românica gótica impressionante nos arcos e nas colunas da nave.

  2. Um dia de toalha estendida. Do Oeste à costa, praias não faltam. A praia da Costa de Santo André poderá ser a mais famosa, mas é importante dar destaque à lagoa de Santo André que se abre, na altura da Primavera, ao mar. A praia do Monte Velho e das Areias Brancas são também um destino desejado, devido ao longo areal, para passar um dia a descansar e aproveitar os raios de sol.

  3. Uma tarde nos museus. O Museu do Trabalho Rural da Abela e o Museu da Farinha de São Domingos são a forma mais autêntica para chegar ao coração e aos costumes da região. Os dois retratam fases diferentes de Santiago do Cacém, mas estão ambos focados em explorar a vida rural da cidade e relembrar os dias de outrora. Enquanto o primeiro, uma antiga academia militar, visita as origens dos rituais mais antigos e tradicionais, como a forma de se trabalhar a terra, o Museu da Farinha de São Domingos vive dentro de um moinho que esteve em serviço até 1982, e tem ainda presente as antigas máquinas utilizadas para o fabrico do pão.

  4. Um dia para fazer amigos de quatro patas e com muito pelo. Com 90 hectares de pastagens abertas, o Badoca Safari Park dá a imagem de uma autêntica savana africana, especialmente se for visitado durante os meses quentes do verão. Ao volante de um jipe, encontrar-se-á com emas, zebras, búfalos, girafas, lémures, javalis e tantos outros animais. Este é o sítio ideal para levar os mais novos, que vão ficar surpreendidos pelas várias espécies que conhecerão.

  5. Uma oportunidade para dar dois ou mais passos de dança. Feiras, festas e romarias. Várias são as ocasiões para conhecer o lado mais festivaleiro da cidade e juntar-se à população, que costuma vestir os trajes tradicionais para festejar a rigor estas datas. É importante salientar, entre muitos outros, os Festejos de S. Romão, na costa de St.º André. Apesar de ser o patrono da freguesia, esta festa, que acontece normalmente na primeira semana de agosto, foi trazida pelos pescadores de Ílhavo que se instalaram na região. Os Festejos de S. Romão levavam os habitantes da região e os vizinhos à praia. Lá, carregados de farnéis e garrafões de vinho, improvisavam toldos com colchas e mantas, e estendiam toalhas no areal, para espalhar a comida. Mais tarde, seguiam, completamente vestidos, para a água com o objetivo de se empurrarem uns aos outros  os rapazes de calças e as raparigas de saias arregaçadas. Estes encontros eram, noutros tempos, uma ótima oportunidade para conviver e arranjar um/a parceiro/a. Hoje são formas únicas de visitar a família mais longe e de recordar antigas práticas. O banho do dia de S. Romão é visto como um “abençoado remédio preventivo contra os males, para as pessoas e animais”.

Outras perspetivas

Santiago do Cacém é um sítio que valoriza o desporto, particularmente aqueles que se praticam em água. Nas águas mais calmas, há a possibilidade de visitar as pequenas ilhas que circundam a região, cheias de natureza por explorar. Há espaço para canoagem e viagens de caiaque. As águas juntas ao Atlântico são convidativas para a prática do surf e atraem surfistas em praticamente todas as alturas do ano. O windsurf também não é esquecido, tendo em conta as baixas correntes e os ventos constantes.

O Surfinalentejo ajuda a cultivar o interesse pelos desportos aquáticos. A escola disponibiliza aulas de windsurf e bodyboard para os mais iniciantes, de modo a que tenham um primeiro contacto com o mar mais seguro e acompanhado. 

Itinerários Possíveis

Sugestão de itinerário 1: 48 km
Tempo de percurso:
90 minutos, tempo da condução
Estradas: Por estradas nacionais e municipais

Visita de Santiago do Cacém, dos seus pontos de interesse, bem como das principais freguesias. Neste percurso, poderá apreciar a paisagem, da Lagoa de St.º André e das suas imediações, e eventualmente experimentar o peixe lá pescado.
                                    

Sugestão de itinerário 1: 78 km
Tempo de percurso:
1 hora e 23 minutos, tempo de condução
Estradas: Por estradas nacionais e municipais

Visita de Santiago do Cacém, dos seus pontos de interesse, bem como das principais freguesias. Neste percurso, vai visitar as Ruínas Romanas de Miróbriga e o Hipódromo onde se realizavam corridas – havia um escravo lusitano que vencia todas as corridas do circo de Miróbriga.
          
         

Sugestão de itinerário 1: 74 km
Tempo de percurso:
1 hora e 14 minutos, tempo de condução
Estradas: Por estradas nacionais e municipais

Visita de Santiago do Cacém, dos seus pontos de interesse, bem como das freguesias principais, devidamente indicadas aqui neste mapa. Neste routeiro, faz-se uma visita a S. Bartolomeu da Serra, com direito a uma passagem pelas famosas Ermidas do Sado. 


 

 

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