Mondim de Basto

Aqui respira-se qualidade de vida

Porquê Mondim de Basto?

A 900 metros de altura, no topo do Monte Farinha, encontramos o encantador Santuário de Nossa Senhora da Graça. Reza a lenda que terá existido noutros tempos a cidade de Cinínia, lar da tribo Castreja dos Tamecanos, que, devido à ocupação romana, viu-se obrigada a abandonar o território. É possível recuarmos ainda mais no tempo, pois o mesmo conto fala da existência de um templo místico construído pela tribo, templo este nunca antes visto, erguido muito antes do santuário que hoje ocupa lá lugar — este último construído em 1775.

O misticismo e o enigma de tempos passados predominam em Mondim de Bastos, parte das famosas Terras de Basto, situadas nas transições entre Minho e Trás-os-Montes. Aqui encontram-se facilmente paisagens deslumbrantes, maioritariamente caracterizadas por grandes campos verdes e quedas de águas - aliás, os rios, os riachos, a mancha florestal, as montanhas e os inúmeros campos cultivados são provas vivas do património edificados que data desde os primórdios da nacionalidade.

A exploração cultural e turística patrimonial, assim como a configuração dos terrenos, têm sido úteis na construção de circuitos em vários locais do concelho, essencialmente a pé, para aliar à visita uma certa dose de exercício físico e de ar puro nos pulmões.

Fisgas em Mondim

A natureza de cortar a respiração
Paisagem deslumbrante em Fisgas

Santuario em Graca

Retrato de uma história com séculos 
Santuário da Nossa Senhora da Graça, uma paragem obrigatória

Membro indiscutível da região Norte de Portugal, e também do Distrito de Vila Real, Mondim de Basto é composto por 6 freguesias e pouco mais de 6 400 habitantes. A agricultura e a pecuária são setores predominantes no município; no entanto, e tal como outros concelhos vizinhos, a indústria de transformação de maneira, a serralheira civil e as pedreiras, marcam uma parte importante na produção.

Conhecer a história

Várias são as histórias que documentam a presença dos gregos e dos assírios como os primeiros povos a pisarem esta terra, mas a verdade é que não há propriamente um consenso; as certezas pairam, no entanto, pela ocupação dos povos castrejos, espalhados a norte da Península Ibérica, que tomaram partido dos largos montes e da airosa vegetação.

Já o século II teve uma mudança de inquilinos: os romanos conquistaram o território sob o comando do cônsul Décio Júnio Bruto. Há relatos da forte resistência por parte das tribos montanhesas. Mas todos tiveram de aceitar a vitória romana cuja presença estendeu-se neste território durante largos séculos. Durante esta altura, Mondim de Bastos viu um aproveitamento das suas terras, uma aposta no desenvolvimento administrativo e também uma nova organização social: construíram-se estradas, como aquelas ainda vistas em Pedra Vedra, pontes, tal como a de Vilar de Viando, perto da vila; foram ainda explorados minérios e ensinada a arte de trabalhar a telha e o tijolo – funcionando como premissa, anos mais tarde, da indústria tijoleira de Carrazedo.

A abundância romena só foi travada com a entrada dos povos germânicos, que, a longo prazo, poucas marcas deixaram. O mesmo não se pode dizer sobre o domínio mouro, que inspirou diversas lendas e histórias, passadas de geração em geração.

A marca nacional chegou quando S. Sancho I, a pedidos dos moradores, outorgou a Mondim uma carta foral, que só foi concebida por D. Manuel I, em junho de 1514. Pelo meio, ficaram as Inquirições do século XIII e o testamento de D. Pedro, filho ilegítimo de D. Dinis, em 1350, ordenando que os seus bens na vila de Mondim de Bastos ficassem com D. Teresa Anes “de Toledo”, com quem vivia nos paços de Lalim, assim que o arcebispo de Braga pagasse as suas dívidas ao bastardo.


Ermelo em Mondim


Por volta dos meados do século XVII, D. António Luís de Meneses, 1.º marquês de Marialva, foi considerado como o donatário principal de Mondim. O título foi-lhe passado pelo rei D. João IV. A postura do marquês foi altamente aclamada devido aos serviços prestados ao país durante as guerras da Restauração, assim como à reorganização e aproveitamento territorial: na altura em que as Câmaras de Mondim, de Atei, de Cerva e de Ermelo propuseram a criação de um magistrado, devido aos seus ricos e densos territórios, foi Mondim a escolhida para albergar a sede por reunir condições incomparáveis na altura – edifícios bem construídos, comércio vibrante e uma feira que acontecia todos os meses. Mondim era já uma terra de curtumes, fornecendo a todo o país couro e calçado.

O século XIX trouxe alguns azares à região. No dia 11 de janeiro de 1811, no decorrer da segunda invasão napoleónica, uma armada comandada pelo general Soult, o conhecido Duque da Dalmácia, saiu de Guimarães para Fafe, fazendo uma pequena paragem em Mondim. Quando lá chegou, antes de seguir para Amarante, o destacamento francês aproveitou para saquear a vila. Os conflitos entre invasores e a resistência local escalaram tremendamente e, como consequência, por finais do mesmo século, Mondim de Bastos perdia momentaneamente o seu estatuto de sede de concelho, sendo anexada como freguesia ao de Celorico de Basto. Com a restauração do concelho, em janeiro de 1898, voltava tudo à forma inicial.

Em busca dos sabores

Sendo um concelho cuja economia assenta na agricultura e na criação do gado, é com produtos genuínos, orgânicos e, claro, naturais que pode contar ao visitar um restaurante tradicional. Aqui, os acompanhamentos fazem o prato: o feijão, a couve e o milho são a chave para uma alimentação completa e servem de companhia aos vários tipos de carne muito elogiados nesta zona.

Aliás, a cultura do milho é praticamente tão antiga como Mondim em si. Eram os caseiros que moíam atabalhoadamente o milho, demolhavam-no muito bem e serviam-no em substituição ao arroz, sempre com uma peça de carne gorda, como um pouco de toucinho da barriga. É ainda possível – prática que ficou assente com o passar dos anos – juntar mais carnes ao seu prato, pois passará assim a experimentar uma refeição completa à moda mondinense. E neste sentido aproveitamos para recomendar a carne bovina maronesa: saborosa, suculenta, aromática, especialmente quando sob a forma de Posta Maronesa.

O famoso pao-de-lo

O doce e húmido pão-de-ló

Milho de Mondim de Basto

O milho: símbolo dourado de Mondim de Basto

Se falarmos sobre sobremesas, recomendamos algo como o pão-de-ló húmido, que adoça a boca dos visitantes; mas a oferta é mais variada: há também cavacas, rosquilhas, biscoitos da Teixeira, rebuçados de açúcar, leite de creme condensado  tudo isto delicioso não só pela maneira de confecionar, como pela qualidade dos ingredientes e dedicação do povo. Não nos podemos esquecer do mel de urze, que é um dos produtos mais tradicionais do concelho.

Onde ficar

Água Hotels Mondim de Basto, hotel de 4 estrelas contemporâneo, está rodeado por uma paisagem de montanhas pitoresca e fica às margens do Rio Tâmega, oferecendo uma piscina infinita ao ar livre com vista do vale. O Palacete do Conselheiro ou as Casa do Rio são ofertas de estadia memoráveis que farão sentir-se em casa. Não se esqueça: todos os sócios disfrutam de um desconto até 10% se fizer as suas reservas através do Booking.

Água Hotels Mondim de Basto

Palacete do Conselheiro

Casa do Rio

 

Outras perspetivas

Mondim de Bastos oferece uma variedade de passeios e caminhos naturais para fazer a pé. Esta é uma ótima forma para passar a sua tarde junto da natureza com o objetivo de se desligar um pouco do mundo urbano. Eis as nossas sugestões:

  • PR2 – Percurso Pedestre – Levada de Piscaredo
  • PR3 – Fisgas de Ermelo
  • Parque Natural do Alvão
  • Percurso Pedestre da Ponte Medieval do Cabril

Tal como diz este vídeo do Município de Mondim de Basto, esta é uma terra de exploradores, "é o destino de uma aventura". Saiba com o que pode contar:

Um dia em Mondim de Basto

HORAS ATIVIDADE
10h00 Comece o dia com uma visita ao Santuário da Nossa Senhora da Graça
11h00 A seguir, passe pela Capela de Santa Quitéria e pela Capela do Senhor
12h00 Visite depois o Castro do Crastoeiro. 
13h00 Uma pausa para almoçar. Recomendamos a Adega Regional 7 Condes
15h00 Deslumbre-se com as Fisgas de Ermelo, uma das maiores quedas de água da Península Ibérica, no Parque Natural do Alvão, e faça um dos percursos pedestres. 
17h00 Passe o resto da sua tarde na Aldeia de Barreiro.
20h00 Termine o seu dia com um jantar requintado. Experimente o Bistrô Céu da Boca

Itinerários possíveis

Sugestão de itinerário 1 I 126 km
Tempo do percurso I 3h7 minutos, só o tempo de condução

Uma longa, mas muito relaxada viagem por Mondim de Bastos. Antes de Bilhó, este itinerário passa em Vila de Ferreiros, localização não mencionada no mapa. Há também outra surpresa: a aldeia de Montanha de Travassos.       

Sugestão de itinerário 1 I 41km
Tempo do percurso I 1h5 minutos, só o tempo de condução

Uma viagem que dá prioridade ao património e a toda a sua beleza histórica. Passe também pelas várias freguesias de Mondim, sem excluir as maravilhosas paisagens naturais, as vinhas tão bem cuidadas e os vários jardins.
      

Sugestão de itinerário 1 I 151km
Tempo do percurso I 3h17 minutos, só o tempo de condução

As Fisgas do Ermelo são o ponto atrativo, e o mais famoso, deste itinerário. No entanto, quisemos também dar uma devida atenção a locais tão mágicos, como Fervença e Varzigueto, para que consiga ter uma imagem geral de Mondim.       

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