A Câmara Municipal do Porto vai realizar um estudo sobre a utilização de trotinetes elétricas e sinistralidade associada à micromobilidade.
A iniciativa de promover este estudo tem como base uma proposta aprovada em reunião de câmara, na sequência da morte, no dia 18 de abril, de uma mulher de 25 anos num acidente com uma trotinete elétrica.
“Parece-me razoável e pertinente a proposta apresentada (…). De facto, é necessário um debate à volta da utilização de meios suaves, que apresenta vantagens, mas a segurança de cidadãos e utilizadores sobrepõe-se”, afirmou o presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte.
Para Pedro Duarte, “os benefícios dos meios suaves não podem pôr em causa a segurança individual”.
No estudo a realizar, devem, segundo a proposta aprovada, participar “instituições do ensino superior e centros de investigação com trabalho nas áreas da mobilidade, engenharia, saúde pública e segurança rodoviária, as forças de segurança, unidades do Serviço Nacional de Saúde e outras instituições de saúde, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, operadores de mobilidade partilhada presentes na cidade”.
O objetivo do município passa também por fazer a “identificação de boas práticas e a formulação de recomendações para reforçar a segurança”.
Desde de dia 21 e até 27 de abril, a ANSR, a PSP e a GNR têm em curso a campanha de segurança rodoviária, “Na estrada, todos somos vulneráveis”, que é a primeira dedicada a utilizadores vulneráveis: peões, utilizadores de velocípedes e de dispositivos de mobilidade pessoal, como trotinetas elétricas, tendo em conta a crescente diversidade de modos de deslocação, sobretudo dentro das localidades e em vias secundárias.
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