China retoma produção de automóveis

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Para alívio das principais marcas europeias, que estão paradas no resto do mundo, o mercado e a produção chinesas dão sinais de normalidade. 

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Enquanto grande parte da produção mundial está paralisada por causa do coronavírus, a China está sair lentamente do pesadelo, reiniciando a produção nas fábricas e retomando alguns voos.

Esta recuperação na segunda maior economia do mundo, após os Estados Unidos, fornece algum alívio aos fabricantes globais nos próximos meses, à medida que o surto do Covid-19 continua a causar estragos na Europa, EUA, Índia e América Latina.

Os funcionários estão a regressar ao trabalho, as linhas de produção retomam o ritmo possível e até o epicentro original do surto, Wuhan,  começa a ver o fim do bloqueio cada vez mais próximo.

 

As vendas de carros na China provavelmente atingiram um nível baixo no mês passado e devem se recuperar gradualmente à medida que a propagação do vírus diminui e os consumidores retornam às compras, disse um grupo da indústria automobilística neste mês.

"Indicadores em tempo real revelam que a China está a reiniciar a produção industrial", confirmaram analistas da Sanford C. Bernstein. "Claramente, ainda estão num estágio inicial, mas as coisas estão a melhorar gradualmente".

No setor aéreo da China, cuja queda no mês passado dizimou um enorme mercado de aviação para um tamanho menor que o de Portugal, as companhias aéreas estão a retomar lentamente os voos. A capacidade programada aumentou 2,4% na semana passada, em relação aos sete dias anteriores, para 9,2 milhões de lugares disponíveis, enquanto todos os outros 10 principais mercados do mundo continuaram em declínio, segundo a empresa de análise de dados de voo OAG Aviation Worldwide.

Outros sinais incluem o tráfego de metro chinês, que aumentou 21% na semana passada, assim como as vendas online de aparelhos eletrodomésticos estãio a recuperar, tanto em volume de vendas como nos preços médios, de acordo com Bernstein. Recorde-se que grande parte da China ficou encerrada por semanas, num "lockdown" que arrancou no final de janeiro e se estendeu ao feriado do Ano Novo Lunar, uma data de grande importãncia para comunidade chinesa.

Eis o ponto de situação da produção auto segundo os principais fabricantes: 

BMW

A produção nas fábricas da BMW em Shenyang foi retomada em 17 de fevereiro, e o fabricante alemão disse estar confiante de que o governo chinês vai conseguir debelar a epidemia. "Continuamos confiantes nas perspectivas de negócios de médio e longo prazo de nosso mercado número 1 em todo o mundo", afirmou a empresa.

Daimler

A Daimler reabriu sua fábrica em Beijing e já revelou que a grande maioria dos seus concessionários foram reabertos.

Fiat Chrysler

A empresa ítalo-americana disse que suas operações de fabrico na China reiniciaram a produção sob a aprovação dos governos regionais e nacionais. Mais de 90% de seus revendedores e 95% da equipe da "joint venture" com o Guangzhou Automobile Group estão online novamente, e "as operações gerais comerciais e de produção estão gradualmente a voltar aos negócios", afirmou a Fiat Chrysler.

Ford

O fabricante americano revelou que as suas fábricas na China retomaram a produção a 10 de fevereiro e continuam aumentar o número de veículos montados. As duas "joint ventures" locais da Ford recuperaram quase 100% da sua capacidade, embora alguns funcionários de Hubei ou Wuhan ainda estejam sob restrições.

Honda

A marca japonesa considera que a capacidade produtiva está a retomar gradualmente nas suas duas parcerias chinesas e que até agora não houve problemas causados pela falta de peças no local. .

Nissan

Todas as fábricas da Nissan na China retomaram o trabalho e a produção deverá estar condicionada a todas as restrições governamentais que ainda possam surgir, informou a empresa.

SAIC

Todas as fábricas da SAIC Motor na China retomaram a produção, com a empresa a ajustar os níveis de produção com base na procura. este fabricante tem planos de contingência para garantir peças em caso de qualquer interrupção, revelou a empresa.

Tesla

A fábrica da Tesla na China foi das que melhor conseguiu recuperar o ritmo de produção, com ajuda das autoridades locais. Depois de retomar as operações em 10 de fevereiro, a fábrica - a única da Tesla fora dos EUA - superou a capacidade que tinha antes da paralisação, atingindo uma produção semanal de 3.000 carros.

Toyota

As fábricas deste gigante automobilístico em Guangzhou e Changchun retomaram o horário regular de dois turnos, enquanto em Tianjin todas as linhas de produção estão de volta aos dois turnos acordados, exceto uma que permanece com apenas um turno. A fábrica de Chengdu mantém apenas um turno, tal como acontecia no passado. Mais de 98% dos concessionários da Toyota reabriram e a empresa não tem planos, de momento, para ajustar as metas de vendas na China para 2020.

Volkswagen

Quase todos os pontos de produção da marca alemã na China regressaram às operações, disse o Grupo Volkswagen. Os desafios incluem uma cadeia de fornecedores nacional lenta e o aumento da logística, além das restrições de viagem que ainda afetam muitos funcionários. Todos os locais de produção de componentes da Volkswagen e tam´bem dos seus parceiros, estão a produzir novamente. A empresa está a ajustar os níveis de produção com base nas condições atuais, como passar para um turno em vez de dois anteriormente, segundo a empresa.

Volvo

No início de março, a Volvo Cars reabriu as quatro fábricas na China após um longo período de encderramento para lidar com o surto de vírus. O fabricante sueco revelou ainda que o atual interesse dos clientes pelos seus produtos indiciam o regresso à normalidade do mmercado chinês. A Volvo fabrica veículos em Chengdu, Luqiao e Daqing e finaliza motores em Zhangjiakou.

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