Mais de 50 anos de Classe E Coupé e Cabriolet

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Uma história de sucesso que remonta ao ano quente de 1968 e que se estende também a outras propostas da marca.

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O Classe E Coupé e Cabriolet, da Mercedes, surgiram pela primeira vez em 1993, mas as origens históricas deste modelo de topo do construtor germânico remonta aos finais dos anos 60, mais concretamente, e de forma curiosa, ao “ano quente” de 1968.

Enquanto os protestos estudantis atingiam o seu expoente máximo na Europa, mais concretamente em França, em Estugarda levantava-se o véu, em novembro, sobre Stroke/8, o pai do Classe E.

Sinal de exclusividade ainda maior do modelo, o facto de estarem apenas disponíveis com blocos de seis cilindros, sendo que o sistema de injeção eletrónica Bosch D-Jetronic do topo de gama 250 CE era exclusivo dos coupés.

O então denominado Stroke/8 marcava assim o que viria a ser a norma desta proposta intemporal da marca: um carro exclusivo, com caris marcadamente desportivo, mas onde o luxo era a pedra de toque incontornável.

Quatro anos volvidos sobre o nascimento, a Mercedes lançou o mais mais performante 280 CE em 1972, mas a proposta mais bem sucedida da gama foi o 250 CE de 1972, com um total de 21.787 unidades produzidas, sendo que o mercado externo era o que mais pesava nas vendas do veículo.

A partir de 1977 a Mercedes procedeu à renovação do modelo, passando a dar-lhe o nome de C 123, com a estreia no Salão de Genebra. Aos 280 C e 280 CE juntava-se a grande novidade: o 230 C, o primeiro quatro cilindros do modelo.

Mais baixo e mais curto que a versão limousine, o C 123 revelava um desenho mais autónomo, tornando-se ainda mais exclusivo, e, meses depois do lançamento das primeiras três propostas, a gama ganhava uma proposta diesel com o 300 CD turbo.

Nesta segunda fase da vida, a Mercedes produziu um total de 99.884 unidade até agosto de 1985, altura em que colocou ponto final ao modelo. Foram quase dois anos de interregno até ao lançamento da nova série dos 124, em março de 1987, nessa altura já sob o nome de Classe E.

Daí ao surgimento do primeiro cabriolet do segmento passaram quatro anos, com várias novidades ao longo dos anos a fazerem deste modelo uma proposta muito desejada. Tão desejada que a AMG, o departamento de competição e alto rendimento da Mercedes, não lhe ficou alheia e apresentou várias propostas exclusivas e de elevada potência.

Um receita de sucesso que a Mercedes acabou depois para transpor para outros modelos, nomeadamente com os dois modelos do CLK, o 208, de 1997 a 2003, e o 209, de 2002 a 2009.

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