uma história que continua ligada ao Automóvel Club de Portugal, responsável pela preservação e restauro deste veículo histórico.
A chegada do primeiro automóvel a Portugal é o tema de um novo livro infantil que pretende dar a conhecer às gerações mais jovens um episódio marcante da história da mobilidade no país. Intitulada Que grande novidade! O primeiro automóvel em Portugal, a obra foi apresentada a 26 de outubro, na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, em Santiago do Cacém.
Escrito por Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, conhecidas pela coleção Uma Aventura, e ilustrado por Pedro Brito, o livro reconstitui, numa linguagem acessível aos leitores mais novos, a chegada a Portugal do Panhard & Levassor adquirido por Jorge d’Avillez.
A publicação recupera uma história que ocupa também um lugar de destaque na memória do Automóvel Club de Portugal. Fundado em 1903, o ACP tem acompanhado a evolução do automóvel e da mobilidade em Portugal ao longo de mais de um século, contribuindo para a preservação do património automóvel nacional e para a divulgação da sua importância histórica.
O ACP e a preservação do primeiro automóvel
A história do Panhard & Levassor está diretamente ligada ao Automóvel Club de Portugal, que assegurou o restauro e a preservação deste veículo histórico. No âmbito das comemorações dos seus 120 anos, o ACP voltou a destacar a importância do automóvel, sublinhando a ligação entre o veículo, a história do automobilismo em Portugal e o trabalho desenvolvido pelo Clube na conservação de modelos com relevância histórica.
O automóvel encontra-se atualmente no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa. A sua preservação permite manter vivo o testemunho de uma época em que o automóvel começava a transformar as deslocações, as estradas e a própria sociedade portuguesa.
A história do Panhard & Levassor pode também ser consultada nos conteúdos dedicados aos clássicos com história publicados pelo ACP, que apresentam o veículo como um dos mais antigos e emblemáticos automóveis ligados à evolução da mobilidade em Portugal.
Uma viagem de três dias até Santiago do Cacém
O protagonista desta história é um automóvel Panhard & Levassor, adquirido por Jorge d’Avillez em Paris e chegado a Lisboa em outubro de 1895. Depois de montado, o veículo iniciou uma viagem até Santiago do Cacém que demorou três dias.
O percurso ficou marcado por vários episódios insólitos. Um dos mais conhecidos ocorreu durante a passagem por Palmela, quando o automóvel atropelou um burro que se encontrava na estrada. O incidente integra a narrativa recuperada pelas autoras, que procuraram transmitir aos leitores o ambiente da época e as reações provocadas pela chegada de uma tecnologia até então desconhecida.
Também na Alfândega de Lisboa surgiram dúvidas sobre a forma de classificar o veículo. Segundo a história recuperada no livro, os funcionários desconheciam a sua utilização e acabaram por registá-lo como «alfaia agrícola».
Já em Santiago do Cacém, o automóvel despertou a curiosidade da população, que lhe atribuiu a alcunha de «O Gasolinas». Com uma velocidade máxima de cerca de 15 km/h, o Panhard & Levassor representava uma novidade numa época em que as deslocações dependiam sobretudo de meios de transporte tradicionais.
Dois mil exemplares para escolas e bibliotecas
A edição de Que grande novidade! O primeiro automóvel em Portugal pretende preservar a memória deste acontecimento e aproximar os leitores mais novos da história automóvel nacional.
De acordo com a informação divulgada pela agência Lusa, a edição terá 2.000 exemplares, destinados à rede de bibliotecas do concelho e às bibliotecas escolares. O livro será ainda oferecido aos alunos do 2.º ciclo dos quatro agrupamentos de escolas do município.
Ao recuperar a viagem do Panhard & Levassor até Santiago do Cacém, a obra contribui para dar a conhecer uma das primeiras páginas da história do automóvel em Portugal. Mais de um século depois, o veículo continua a ser preservado e divulgado pelo Automóvel Club de Portugal como parte integrante do património automóvel e da memória coletiva do país.
A chegada do primeiro automóvel a Portugal é o tema de um novo livro infantil que pretende dar a conhecer às gerações mais jovens um episódio marcante da história da mobilidade no país. Intitulada "Que grande novidade! O primeiro automóvel em Portugal".
Escrito por Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, conhecidas pela coleção Uma Aventura, e ilustrado por Pedro Brito, o livro reconstitui, numa linguagem acessível aos leitores mais novos, a chegada a Portugal do Panhard & Levassor adquirido por Jorge d’Avillez.
A publicação recupera uma história que ocupa também um lugar de destaque na memória do Automóvel Club de Portugal. Fundado em 1903, o ACP tem acompanhado a evolução do automóvel e da mobilidade em Portugal ao longo de mais de um século, contribuindo para a preservação do património automóvel nacional e para a divulgação da sua importância histórica.
A história do Panhard & Levassor está diretamente ligada ao Automóvel Club de Portugal, que assegurou o restauro e a preservação deste veículo histórico. No âmbito das comemorações dos seus 120 anos, o ACP voltou a destacar a importância do automóvel, sublinhando a ligação entre o veículo, a história do automobilismo em Portugal e o trabalho desenvolvido pelo Clube na conservação de modelos com relevância histórica.
O automóvel encontra-se atualmente no Museu Nacional dos Coches, em Lisboa. A sua preservação permite manter vivo o testemunho de uma época em que o automóvel começava a transformar as deslocações, as estradas e a própria sociedade portuguesa.
A história do Panhard & Levassor pode também ser consultada nos conteúdos dedicados aos clássicos com história publicados pelo ACP, que apresentam o veículo como um dos mais antigos e emblemáticos automóveis ligados à evolução da mobilidade em Portugal.
O protagonista desta história é um automóvel Panhard & Levassor, adquirido por Jorge d’Avillez em Paris e chegado a Lisboa em outubro de 1895. Depois de montado, o veículo iniciou uma viagem até Santiago do Cacém que demorou três dias. O percurso ficou marcado por vários episódios insólitos. Um dos mais conhecidos ocorreu durante a passagem por Palmela, quando o automóvel atropelou um burro que se encontrava na estrada. O incidente integra a narrativa recuperada pelas autoras, que procuraram transmitir aos leitores o ambiente da época e as reações provocadas pela chegada de uma tecnologia até então desconhecida.
Também na Alfândega de Lisboa surgiram dúvidas sobre a forma de classificar o veículo. Segundo a história recuperada no livro, os funcionários desconheciam a sua utilização e acabaram por registá-lo como "alfaia agrícola".
Já em Santiago do Cacém, o automóvel despertou a curiosidade da população, que lhe atribuiu a alcunha de "O Gasolinas". Com uma velocidade máxima de cerca de 15 km/h, o Panhard & Levassor representava uma novidade numa época em que as deslocações dependiam sobretudo de meios de transporte tradicionais.
A edição terá 2.000 exemplares, destinados à rede de bibliotecas do concelho e às bibliotecas escolares. O livro será ainda oferecido aos alunos do 2.º ciclo dos quatro agrupamentos de escolas do município.
Ao recuperar a viagem do Panhard & Levassor até Santiago do Cacém, a obra contribui para dar a conhecer uma das primeiras páginas da história do automóvel em Portugal. Mais de um século depois, o veículo continua a ser preservado e divulgado pelo Automóvel Club de Portugal como parte integrante do património automóvel e da memória coletiva do país.
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