A-to-Be impulsiona mobilidade inteligente além-fronteiras

| Revista ACP

Empresa do grupo Brisa exporta soluções de mobilidade para 15 países, da Europa aos EUA. Tecnologias desenvolvidas começam a ser aproveitadas para outras áreas de inovação de mobilidade em Portugal.

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Há em Portugal uma empresa tecnológica que está a desenvolver soluções relevantes para a mobilidade inteligente. A A-to-Be, que pertence ao grupo Brisa, apesar de ser uma empresa nacional tem ganho mais terreno além-fronteiras.

Em mais um episódio da série Made in Portugal, podcast do ACP, conhecemos a atividade de uma tecnológica dedicada à gestão de infraestruturas de mobilidade, que a partir de Portugal, exporta soluções para 15 países europeus e para os Estados Unidos, assumindo um papel central na transformação digital das infraestruturas rodoviárias e na mobilidade urbana.

E o sucesso internacional de algumas soluções está já a ser aproveitado, também, para a estratégia nacional de mobilidade urbana e sustentável da Brisa, através da Via Verde.

Eduardo Ramos, administrador da Brisa responsável pela A-to-Be e pela Via Verde, explica que a empresa nasceu da convicção de que "a tecnologia para é nuclear".

"Era uma competência estratégica", segundo o administrador, tendo evoluído de um centro interno de desenvolvimento para um fornecedor internacional de soluções de mobilidade.

Atualmente, a A-to-Be desenvolve para diferentes infraestruturas rodoviárias sistemas em três áreas: gestão de incidentes, processamento de transações e plataformas de cobrança eletrónica.

 

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Segundo Eduardo Ramos, estas tecnologias permitem identificar rapidamente ocorrências através de algoritmos e visão computacional, reforçando a segurança rodoviária, ao mesmo tempo que asseguram milhões de transações diárias nas redes onde operam.

Nos Países Baixos, por exemplo, a empresa está envolvida num dos maiores projetos europeus de mobilidade inteligente: a implementação de um sistema de cobrança por geolocalização para veículos pesados. Este modelo pretende garantir o financiamento das infraestruturas e incentivar a descarbonização do transporte rodoviário através de tarifas ajustadas às emissões dos veículos.

Na conversa com Eduardo Ramos, à boleia do sucesso da A-to-Be, os planos de mobilidade e de inovação da Brisa e da Via Verde também foram tópico de conversa.

Por exemplo, a Via Verde, tradicionalmente associada ao pagamento eletrónico de portagens, de acordo com o responsável, está também a alargar o seu âmbito de atuação: "Cada vez mais vai-se tornar, através de uma app única, um gestor de mobilidade das pessoas."

O responsável considera que o futuro da mobilidade vai passar por cidades mais conectadas, veículos autónomos e uma utilização crescente de inteligência artificial.


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