A indústria automóvel europeia enfrenta desafios como a quebra das vendas no mercado interno, a pressão sobre os preços dos veículos elétricos e a crescente concorrência dos fabricantes chineses. Perante este cenário, Oliver Blume, CEO do grupo Volkswagen, apelou à União Europeia (UE) para criar condições que permitam às empresas europeias competir num mercado cada vez mais exigente.
O responsável fez estas declarações em Paris, numa iniciativa intitulada For Europe, realizada na véspera da abertura do Salão Automóvel da capital francesa. Blume defendeu que a competitividade exige uma responsabilidade partilhada entre empresas e decisores políticos: enquanto as primeiras devem reforçar a sua capacidade de competir, os segundos devem criar um enquadramento adequado.
Entre as prioridades apontadas estão as regras associadas ao selo Made in Europe, a regulamentação das emissões de CO2 e o comércio com a China. O responsável defende que as empresas que vendem produtos na Europa devem competir em condições comparáveis e contribuir para a criação de emprego e valor económico no continente.
O grupo automóvel considera que as fábricas de Martorell, em Barcelona, e de Pamplona, em Espanha, são exemplos de como a partilha de recursos e o desenvolvimento conjunto podem gerar economias de escala e reforçar a competitividade.
Nestas unidades são produzidos modelos como o Volkswagen ID. Polo, o Cupra Raval, o Volkswagen ID. Cross e o Škoda Epiq. A intenção passa por aplicar este modelo industrial a outras fábricas europeias.
Em Portugal, a fábrica da Autoeuropa, em Palmela, deverá começar a produzir o modelo elétrico Volkswagen ID. Every1 em 2027.
O apelo surge num momento em que o grupo está a implementar um programa de transformação para reduzir a complexidade da sua estrutura e reforçar a competitividade. O plano prevê o corte de 50 mil postos de trabalho na Alemanha.
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