Douro vai ter nova ponte rodoferroviária

| Revista ACP

A ligação Porto-Lisboa em alta velocidade colocará as duas cidades a cerca de 1 hora e 15 minutos de distância.

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As cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia vão ter uma nova ligação. Vai ser construída uma nova ponte rodoferroviária sobre o rio Douro, no âmbito do projeto da linha de alta velocidade que liga o Porto a Lisboa. A ponte terá dois tabuleiros, um ferroviário e outro rodoviário, compostos pela linha férrea, por duas faixas para automóveis, ciclovias e passeios. O tabuleiro ferroviário superior terá 1.127,7 metros e o rodoviário inferior 690 metros de extensão, sendo ligados por várias torres.

"A ponte será percorrida pelo comboio de alta velocidade no seu tabuleiro superior, e, no tabuleiro inferior, por veículos automóveis, peões e ciclistas, com uma disposição simétrica: as vias de circulação automóvel terão uma localização central no corte transversal, sendo duplamente ladeadas por zonas para uso de ciclistas e, exteriormente, para uso pedonal", pode ler-se na memória descritiva e justificativa do projeto.

A ligação Porto-Lisboa colocará as duas cidades a cerca de 1 hora e 15 minutos de distância, e terá paragens possíveis em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria. A estação de Gaia será uma “grande interface" de transportes. Prevê-se que esteja pronta na totalidade em 2032, tal como Porto-Vigo, com estações no aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença.

O documento faz parte do projeto de execução da linha de alta velocidade Porto - Lisboa, fazendo parte do troço Porto - Oiã (Oliveira do Bairro, Aveiro), que está em consulta pública até 29 de junho.

Do lado do Porto, serão conservados os fornos da antiga Fábrica de Louça de Massarelos, bem como a sua chaminé, que ficarão em redor de uma rotunda que dará início ou fim à travessia rodoviária, ciclável ou pedonal, que ocupará o atual espaço de um posto de combustível na Avenida Gustavo Eiffel.

A estação de Gaia terá os cais de embarque a sensivelmente 60 metros de profundidade, acessíveis por elevador e escadas rolantes, e contará com acessos quer a sul, junto à rotunda de Santo Ovídio (com ligação ao cais nascente da estação de metro homónima).

Em D. João II, é proposto um edifício para parque de estacionamento de 475 lugares, ocupando o lugar do atual estacionamento em terra. A torre estará numa praça que ficará rodeada pelo tráfego rodoviário, centro de uma “grande interface" entre estação de alta velocidade, metro, táxis, tomada e largada de passageiros, um "futuro Centro de Transportes, estacionamento para bicicletas e estacionamento subterrâneo".

A entrada na estação "pode ser feita a partir de três posições distintas: a entrada a partir da Avenida da República marcada pela pala, a entrada norte a partir da Avenida D. João II, e ainda, a entrada a partir do arruamento a nascente".

As obras do primeiro troço devem arrancar este ano e têm prazo de conclusão previsto de 2030.


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