O mercado nacional de veículos ligeiros de passageiros continua a evidenciar uma forte dinâmica no início de 2026, com 20 541 veículos ligeiros de passageiros registados em fevereiro.
Destes 14 345 eram eletrificados (elétricos, híbridos plug-in e híbridos), um crescimento de 30,3% face ao mesmo mês de 2025.
Dentro deste universo, os veículos 100% elétricos (BEV) mantêm uma trajetória de crescimento e em fevereiro foram matriculados 4732 ligeiros de passageiros elétricos, mais 19,9% do que no mesmo mês de 2025.
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No acumulado dos dois primeiros meses do ano, as matrículas deste tipo de veículos totalizaram 9073 unidades, traduzindo-se numa subida de 25,8% face ao mesmo período do ano anterior.
Peugeot continua líder, mas mercado mostra mudanças
Entre as marcas, Peugeot mantém a liderança do mercado de ligeiros de passageiros, com 2425 unidades matriculadas e 11,81% de quota, embora registe uma ligeira quebra de 1,2% face ao ano anterior.
Logo atrás surgem Mercedes-Benz e BMW, com 1451 e 1295 unidades, respetivamente. A Mercedes-Benz mantém praticamente o volume do ano passado (+0,1%), enquanto a BMW cresce 3,5%.
Opel e Citroën destacam-se no crescimento
Uma das maiores surpresas do início de 2026 é o desempenho da Opel, que aumenta as vendas 70,3%, passando de 753 para 1282 unidades e alcançando 6,24% de quota de mercado.
Também a Citroën apresenta um crescimento robusto de 38,1%, com 1167 unidades matriculadas e uma quota de 5,68%.
Volkswagen e Nissan sobem, Toyota e Renault recuam
A Volkswagen cresce 12,8%, com 1126 unidades, reforçando ligeiramente a sua posição no mercado. Já a Nissan regista uma subida de 22,6%, alcançando 1189 unidades.
Em sentido contrário, a Toyota apresenta uma quebra de 10,5%, com 947 unidades, enquanto a Renault regista a maior descida entre as principais marcas: -36,8%, passando de 1672 para 1056 unidades.
Ainda no Top-10 de vendas nacional em fevereiro destaque para a MG que quase triplicou as matrículas, passando de 301 para 866 unidades, um crescimento de 187,7%, aumentando a sua quota de mercado de 1,55% para 4,22%.