A solidão e o impacto das relações sociais na saúde estiveram em debate nas jornadas ACP Conecta, que se realizaram esta segunda-feira, 26 de outubro, na sede do Automóvel Club de Portugal, em Lisboa. A iniciativa, promovida pelo ACP em parceria com o Relational Lab, reuniu profissionais de diferentes áreas para discutir a importância da conexão social na promoção da saúde mental.
A sessão de abertura contou com a participação de Rui Marques e Rita Alvim, seguindo-se uma conferência de José Miguel Caldas de Almeida, professor catedrático de Psiquiatria.
O programa prosseguiu com um painel moderado por Luísa Pedroso de Lima, que reuniu Leonor Banha da Silva, médica na área dos determinantes relacionais de saúde; Mariana Carreira, do projeto Alegria de Viver; Raquel Trindade, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT), ligada à prescrição social e cultural; e Alberto Araújo e José Barroso, respetivamente maestro e responsável pelo Coro da Dona Ajuda.
O painel permitiu reunir diferentes perspetivas sobre a relação entre saúde mental e conexão social, incluindo o papel da prescrição social e cultural e de projetos comunitários na criação de oportunidades de participação e convívio.
A solidão é reconhecida como um fator de risco para a saúde, enquanto a conexão social pode contribuir para respostas de prevenção e promoção do bem-estar. Foi neste contexto que as jornadas procuraram aproximar a investigação, a prática clínica, as políticas públicas e as iniciativas comunitárias, colocando as relações humanas no centro da reflexão sobre a saúde mental.
A iniciativa integra o trabalho desenvolvido pelo ACP Conecta, que procura combater a solidão e promover relações sociais significativas, envolvendo instituições, parceiros e a comunidade.
Com esta ação, o ACP reforça o seu compromisso com a promoção da conexão social e com a sensibilização para a importância das relações humanas na saúde e no bem-estar.
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