O ACP promoveu uma sessão dedicada à cibersegurança, com o professor Pedro Veiga, que procurou sensibilizar os sócios para os riscos associados à crescente digitalização da sociedade e para a importância de adotar comportamentos mais seguros na internet.
Durante a sessão, o especialista destacou o comportamento humano como uma das dimensões fundamentais da cibersegurança. Perante mensagens ou chamadas suspeitas, uma reação impulsiva pode facilitar a ação dos criminosos. “A reação rápida é má conselheira”, alertou Pedro Veiga, ao explicar que muitas fraudes são construídas precisamente para levar as pessoas a agir sem pensar.
Inteligência artificial aumenta sofisticação das burlas
A evolução da inteligência artificial trouxe também novos desafios. Segundo o professor, as ferramentas atualmente disponíveis permitem criar conteúdos com uma aparência cada vez mais credível, facilitando a realização de burlas.
Um dos exemplos abordados foram os deepfakes, que podem reproduzir a voz ou criar vídeos em que uma pessoa aparenta dizer algo que nunca disse.
A relação entre cibersegurança e automóveis foi também um dos temas da sessão. Com a crescente integração de tecnologia nos veículos, a proteção dos sistemas digitais torna-se cada vez mais relevante.
Pedro Veiga considera, contudo, que a tecnologia poderá contribuir para uma condução mais segura, ao reduzir alguns dos erros associados ao comportamento humano. “A tecnologia é muito mais segura que uma pessoa à frente de um volante”, afirmou.
A sessão abordou ainda as diferentes dimensões da cibersegurança: técnica e tecnológica, organizacional, legal, económica e comportamental e a importância de proteger redes, sistemas de informação e infraestruturas digitais, incluindo através de planos de contingência.
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