Lotus Esprit, o Lotus que conquistou James Bond

| Revista ACP

O Lotus Esprit começou a ser produzido em 1976 e rapidamente se destacou pelo desenho de Giorgetto Giugiaro. Cinquenta anos depois, o modelo continua a ser um dos clássicos mais reconhecíveis da marca britânica.

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Quando chegou às estradas, o Lotus Esprit não se parecia com os restantes desportivos da época. Com uma silhueta em forma de cunha, carroçaria em fibra de vidro e motor em posição central, o modelo materializava a aposta da Lotus num automóvel desportivo de características mais sofisticadas.

A história começou em 1972, quando a Italdesign apresentou o conceito M70, desenhado por Giorgetto Giugiaro. O protótipo serviu de base ao futuro Esprit, apresentado ao público no Salão de Paris de 1975. A produção arrancou em 1976, com o Series 1, equipado com um motor de quatro cilindros e 1973 cc, capaz de desenvolver 160 cv.

A evolução não demorou. Em 1980 surgiu o Turbo Esprit, com um motor de 2,2 litros turboalimentado e 210 cv. No ano seguinte, a versão Turbo passou a fazer parte da produção regular.

A história do Esprit ganhou outra dimensão em 1977, quando o modelo apareceu em "The Spy Who Loved Me", da saga James Bond. O automóvel conduzido por Roger Moore protagonizou uma das cenas mais conhecidas do filme ao transformar-se num submarino.

A ligação ao cinema ajudou a tornar o Esprit reconhecível para além do universo automóvel, mas a evolução do modelo continuou nas décadas seguintes.

Em 1987, o desenho foi profundamente revisto pelo designer britânico Peter Stevens. A nova versão recebeu formas mais arredondadas, alterações na suspensão e transmissão e um interior mais sofisticado.

A Lotus continuou a desenvolver o Esprit durante os anos 90, com diferentes versões e níveis de potência. Em 1996 chegou uma das maiores novidades da sua história: o Esprit V8, equipado com um motor Lotus de 3,5 litros, dois turbocompressores, 350 cv e 400 Nm de binário.

A produção manteve-se até 2004. As últimas 82 unidades, construídas entre 2002 e 2004, receberam a designação Final Edition, encerrando uma carreira de quase três décadas. Ao longo da sua produção foram vendidas mais de 10 mil unidades.

Cinquenta anos depois do início da produção, o Lotus Esprit permanece associado a uma combinação muito particular de design, engenharia britânica e cultura automóvel. Um clássico que começou por chamar a atenção pelo design e acabou também por ganhar um lugar na história do cinema.

 

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