Toyota Corolla respondeu às exigências do pós-guerra

| Revista ACP

Depois do conflito o Japão queria um automóvel para as massas e o Corolla foi uma boa aposta.

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Estava-se no início da década de 50 e o Japão a reerguer-se da guerra, quando a Toyota pensou em produzir um automóvel para as massas, que ajudasse a impulsionar a mobilidade. Depois de fabricar um modelo sem grande sucesso – o Toyota Publica, lançado em 1961 até 1978 -, foi Tatsuo Hasegawa, engenheiro de aeronáutica e de automobilismo (também responsável pelo desenvolvimento do Toyota Publica), que voltou a marcar a história da marca com a construção do Toyota Corolla, em 1966.

Este modelo representou bem o conceito de automóveis práticos, atraentes e duradouros que se pretendiam na época, nomeadamente no “País do Sol Nascente”. À satisfatória pontuação que somava em termos técnicos, o Corolla incluía ainda um perfil desportivo, além de caixa manual de quatro velocidades e painel de instrumentos separado. Também o interior cativou as atenções na época, em muito pela utilização ousada do tecido vermelho que revestia os bancos.

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O Toyota Corolla era igualmente um automóvel que se impunha em termos mecânicos, ao equipar o recém-desenvolvido motor modelo K, com 1.100 cc de cilindrada, que superava o do seu rival, o Sunny, em 100 cc. Mas as novidades passavam por outros fatores, como apresentar faróis revestidos a alumínio, considerados um luxo para um utilitário da época. O carro também estava preparado para a era da velocidade em termos de desempenho, condução fiável e outras caraterísticas avançadas em termos de conforto, silêncio, preço acessível e segurança, demonstrando, em conjunto, sua visão de futuro para a indústria automóvel. Todos estes requisitos fizeram da primeira geração do Toyota Corolla um automóvel dotado de uma missão social perfeitamente adequada à sua época. No total, contou com 12 gerações até à atualidade.

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