Foto: Metropolitano de Lisboa
Ao fim de quase cinco décadas, o Metropolitano de Lisboa (ML) recebeu uma nova esmeriladora de carris, responsável pela manutenção da rede ferroviária. O novo equipamento representou um investimento de cerca de oito milhões de euros e vem substituir uma esmeriladora que estava ao serviço desde 1976.
Segundo sublinhou a administração do ML, a máquina terá “um papel essencial na manutenção preventiva da infraestrutura ferroviária”, sendo a sua função “corrigir o desgaste natural dos carris provocado pela circulação diária dos comboios”.
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“É um equipamento que a maioria dos nossos passageiros dificilmente verá. Trabalha fora do horário de exploração, enquanto a rede está encerrada, para não interferir com o serviço comercial. O seu impacto sente-se todos os dias. Sente-se na segurança, na fiabilidade, no conforto, o que se resume na qualidade da operação”, sublinhou a presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa, Cristina Vaz Tomé.
Já o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que presidiu à cerimónia de receção da nova esmeriladora, destacou a importância da manutenção da infraestrutura ferroviária para a segurança da circulação, defendendo que o país precisa de ultrapassar a “excessiva burocracia”.
Miguel Pinto Luz enquadrou a aquisição da nova esmeriladora no conjunto de investimentos em curso no Metropolitano de Lisboa, apontando para a expansão da rede, a modernização do material circulante e dos sistemas de sinalização e segurança. O Metropolitano de Lisboa estima que a execução completa do plano de esmerilagem da atual rede demora cerca de 24 meses, sendo realizada em função das necessidades técnicas da infraestrutura, da geometria da via e da intensidade da operação.