Acidentes com motociclos causaram 52 mortes no primeiro semestre

| Revista ACP

A GNR registou 3673 acidentes com motociclos nos primeiros seis meses do ano. Destes, 2871 envolveram vítimas, num total de 3044 pessoas afetadas: 52 morreram, 342 ficaram gravemente feridas e 2650 sofreram ferimentos ligeiros.

Santarém foi o distrito com mais vítimas mortais, com oito mortes, seguido de Faro, com sete. Aveiro e Setúbal registaram seis mortes cada, enquanto no Porto morreram cinco pessoas.

O Porto foi o distrito com mais acidentes, com 632 ocorrências. Seguiram-se Braga, com 421, Lisboa, com 397, Faro, com 388, Aveiro, com 365, e Setúbal, com 340.

A maioria dos acidentes que provocaram vítimas aconteceu dentro das localidades. Dos 2871 acidentes com vítimas, 2263 ocorreram nestas zonas, o equivalente a 78,8%. Também a maioria das mortes aconteceu dentro das localidades: das 52 vítimas mortais, 31 foram registadas nestas zonas e 21 fora delas.

Segundo a GNR, a faixa etária até aos 29 anos continua a concentrar o maior número de vítimas.

Os motociclos de média e grande cilindrada, acima dos 125 cc, estiveram envolvidos em 42,3% dos acidentes e em 42,5% das ocorrências com vítimas. A GNR alerta que a maior potência, velocidade e capacidade de aceleração destes veículos podem reduzir o tempo de reação perante situações imprevistas. 

A força de segurança reforça, por isso, a importância de uma condução defensiva e da utilização de medidas de proteção, sobretudo durante o verão, quando aumenta a presença de motociclos nas estradas.

Entre 1 de janeiro e 11 de agosto, os dados do Observatório de Segurança Rodoviária, gerido pela ANSR, registaram 93.012 acidentes em todo o país, mais 6120 do que no mesmo período do ano passado. Destes acidentes resultaram 302 mortos, 1756 feridos graves e 26.848 feridos ligeiros.

 

Newsletter Revista
Receba as novidades do mundo automóvel e do universo ACP.

scroll up