Portugal entre os países mais dependentes do automóvel

| Revista ACP

Dados da Pordata mostram que o parque automóvel triplicou e que este é o principal meio de transporte dos portugueses.

estrada

Nas últimas três décadas, o automóvel ganhou espaço na vida dos portugueses de tal forma, que se tornou indispensável. Dados da Pordata, divulgados pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, mostram uma população “altamente dependente do automóvel” e que recorre cada vez menos ao transporte coletivo.

Em 2024, Portugal tinha mais de 6 milhões de automóveis ligeiros de passageiros. Por cada 1000 residentes, existiam 574 carros, ou seja, cerca de um carro para cada duas pessoas. Em 1990, havia um carro para cada cinco pessoas.

O país esteve, outrora, entre os países da União Europeia (UE) onde menos se circulava de carro. Atualmente, surge entre os que mais o utilizam.

Os números mais recentes, relativos a 2023, mostram que o carro era o principal meio de deslocação dos passageiros que se deslocavam no país, com uma taxa de utilização de 88,2%. Portugal está entre os Estados-membros com valor mais elevado, sendo apenas ultrapassado pela Lituânia (92,1%) e pela Bulgária (88,8%). Está ainda acima da média da UE, que é de 83,1%.

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Relativamente ao uso de transporte coletivo, que engloba os autocarros e comboios, Portugal (11,8%) está abaixo da média europeia (16,9%). O país passou do quarto país com maior uso (em 1990), para o quarto país com menor uso destes meios de transporte. O autocarro representa 7,5% dos quilómetros percorridos por passageiros e o comboio apenas 4,2%.

Quanto à rede ferroviária nacional, apesar da notável modernização - a eletrificação da linha mais do que triplicou -, houve uma redução de cerca de 600 quilómetros da extensão da ferrovia. Atualmente dispõe de 2526 quilómetros em exploração.

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