Rolls-Royce Silver Ghost foi símbolo de luxo levado ao extremo

| Revista ACP

Também conhecido como “Fantasma de Prata”, tornou-se um dos carros mais emblemáticos na história do automobilismo.

Rolls-Royce-Silver-Ghost

A Rolls-Royce Motor Cars está a celebrar o 120º aniversário do 40/50 H.P., também conhecido como Silver Ghost, o automóvel que elevou a marca a uma reputação superior. Cobiçado pela elite da época pelo elevado nível de luxo e tecnologia que oferecia, o “Fantasma de Prata” também deu cartas na competição, sobretudo em provas de resistência, como a lendária viagem entre Londres e Edimburgo e provas no circuito de Brooklands.

Apresentado no Salão Automóvel de Londres, em 1906, revelou ser um dos automóveis mais avançados da sua altura. Equipado com um motor de seis cilindros quase totalmente silencioso e suave e excecional no rolamento, mereceu especial atenção de Henry Royce que com este bloco queria superar as limitações mecânicas verificadas nos primórdios do automobilismo. Mas o Silver Ghost também passou pelo crivo do seu fundador ao nível dos componentes mecânicos e manuseio.

Caraterísticas que fizeram deste carro um dos preferidos em todo o mundo, pelas mais diversas personalidades, desde o mundo dos negócios, passando pela política ou cultura. Entre os proprietários do Silver Ghost contavam-se os pioneiros da aviação, o velejador Tommy Sopwith, o Barão de Rothschild, Winston Churchill ou o produtor de cinema Howard Hughes. Mas o “Fantasma Prateado” também conquistou casas reais e em 1911 o governo indiano encomendou à marca alguns exemplares para utilização durante as celebrações da visita do Rei George V e da Rainha Maria ao país.

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