Spyker C8 Preliator XXV ressuscita a exclusividade automóvel neerlandesa

| Revista ACP

Com 800 cv, caixa manual e apenas 25 unidades, o Spyker regressa.

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A Spyker está de volta. A histórica marca neerlandesa apresentou, em Agosto de 2026, o C8 Preliator XXV Coupé, um superdesportivo que assinala uma nova fase na história de um fabricante com uma identidade muito própria. O nome Spyker remonta a 1880, quando os irmãos Hendrik Jan e Jacobus Spijker começaram por construir carroçarias nos Países Baixos. A ligação à aviação surgiu no início do século XX e acabaria por tornar-se uma das principais características da marca. Mais de um século depois, essa herança continua presente no C8 Preliator XXV, que mistura construção artesanal, inspiração aeronáutica e uma abordagem quase artesanal ao automóvel de altas prestações.

O Preliator XXV é, segundo a Spyker, um automóvel completamente novo, embora mantenha a linguagem visual que caracteriza os modelos modernos da marca. A carroçaria é construída em alumínio e está repleta de referências à aeronáutica, desde as entradas de ar, as superfícies inspiradas nos comandos de voo, a grelha em estrutura iso-grid e a grande barbatana traseira são alguns dos elementos que distinguem o modelo. A própria tomada de ar colocada no tejadilho alimenta o motor, enquanto os escapes superiores procuram criar uma ligação visual e sonora entre o habitáculo e o V8. O exemplar apresentado combina a pintura Quail Green com detalhes em ouro rosa, uma configuração que reforça o carácter extravagante do modelo.

Debaixo da carroçaria está um V8 biturbo de 4,0 litros, capaz de desenvolver 800 cv e 1000 Nm de binário. O motor pode atingir as 8000 rpm e está associado exclusivamente a uma caixa manual de seis velocidades, uma escolha cada vez mais rara entre os superdesportivos modernos. A potência é enviada às rodas traseiras e, com um peso a seco de apenas 1525 kg, o C8 Preliator XXV anuncia uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em apenas 2,7 segundos. A velocidade máxima ultrapassa os 350 km/h, enquanto os travões de carbono-cerâmica e pinças de seis pistões asseguram a capacidade de travagem necessária para acompanhar o desempenho.

No interior, a Spyker seguiu uma filosofia quase oposta à actual tendência da indústria. Em vez de grandes ecrãs, menus digitais e interfaces dominantes, o habitáculo aposta em instrumentos analógicos, alumínio trabalhado e comandos físicos. O painel de instrumentos é inspirado nos aviões, a alavanca da caixa manual fica exposta e os revestimentos em pele recebem costuras profundas com o padrão iso-grid utilizado no exterior. A atenção ao detalhe é levada ao extremo, numa construção em que a intervenção humana continua a ser parte essencial do processo. Cada automóvel é produzido manualmente e a marca pretende que nenhum exemplar seja exactamente igual a outro.

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A exclusividade é, aliás, uma das principais razões de existir do C8 Preliator XXV. Serão construídas apenas 25 unidades, tornando-o muito mais próximo de uma peça de colecção do que de um superdesportivo convencional. O regresso da Spyker acontece depois de anos particularmente turbulentos para a empresa, que enfrentou dificuldades financeiras e chegou a declarar falência em 2021. Agora, a marca neerlandesa procura começar novamente, recuperando a combinação de luxo artesanal, engenharia e inspiração aeronáutica que sempre a distinguiu. Num mercado dominado por supercarros cada vez mais digitais e automatizados, o Preliator XXV escolhe precisamente o caminho contrário.

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