Na década de 30 ainda não existia Fórmula 1, mas a velocidade já era uma religião seguida por diversos construtores, pilotos e público entusiasta pelas corridas. Entre essas marcas que também se dedicavam a associar a ambição da engenharia à bravura dos pilotos e máquinas, estava a Audi Union, que em 1935 construiu o Auto Union Lucca, um carro que ficou para a história como recordista de velocidade por ser capaz de atingir 327 km/h. Estatuto mais que merecido pela excelente performance demonstrada numa rota recorde que o levou da Hungria passando por Milão até à cidade toscana de Lucca. Sob o capot do Lucca original, existia uma versão inicial do motor 5,0 litros de 16 cilindros que produzia 343 cv de potência.
No mesmo ano da sua proeza, a Audi construiu uma versão praticamente idêntica ao carro recordista mais pensada para o público dos salões, tendo-a apresentado no Salão do Automóvel e da Motocicleta em Berlim. Meses depois, o Lucca surge ao lado deste seu “irmão” na lendária corrida AVUS naquela cidade alemã.
Decorridas mais de nove décadas, a Audi decidiu reconstruir a sua “flecha de prata” num minucioso projeto que demorou três anos. O trabalho que foi desenvolvido por especialistas da Crosthwaite & Gardiner, no Reino Unido, permite reviver um caso de sucesso automobilístico e preencher uma lacuna importante na coleção histórica da Audi AG.
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Objeto de um restauro rigoroso mas otimizado em alguns aspetos, o renascido Lucca incorpora agora um bloco de 6, 0 litros do Type C, um sistema de arrefecimento aprimorado ou melhorias na ventilação por questões térmicas em futuras demonstrações, como a sua presença no Festival de Velocidade de Goodwood a realizar entre 9 e 12 de julho de 2026.