O primeiro carro de Luis Palha da Silva

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"É impossível pensar em clássicos sem a ajuda do ACP”

Para Luís Palha da Silva (sócio 91049) o Vauxhall 12-4 era mais que um automóvel pelas saudades que lhe deixou. Tanto que tentou comprar um igual.

Qual foi o seu primeiro carro?

Um Vauxhall 12-4, de 1938, que dava pelo nome de "Joãozinho". Foi para mim muito mais do que um automóvel.

Que recordações tem dele?

As viagens que fazia para a Praia do Pedrógão, as capas dos assentos de xadrez, as avarias, os piscas laterais que levantavam, o ronronar do motor de 4 cilindros, a velocidade estonteante – 110 km/h – que atingia em grandes retas. Maravilha de carro, que saudades...

Alguma vez pensou em voltar a recuperá-lo?

Sim, mas deve ter desaparecido ou então está guardado na garagem de um feliz proprietário. Há anos encontrei um igual à venda, mas quando tentei comprá-lo o dono arrependeu-se.

Tem um MGA do ano em que nasceu. Foi uma coincidência?

Sempre sonhei ter um MGA por ser um dos carros da minha infância - um primo levava-nos, a mim e aos meus irmãos a dar umas voltas no dele – e pela beleza das suas linhas. Como foi produzido entre 1955 e 1962, entendi que devia ter um modelo de 1956 que é o meu ano de nascimento e o daminha mulher. Espero também que, com esse atributo, o meu filho se sinta mais "obrigado" a mantê-lo.

Que tipo de utilização dá ao seu MG?

Conduzo-o aos fins de semana e em alguns eventos com amigos. Aguardo a reforma para poder fazer dele um carro do dia-a-dia.

Como surgiu a paixão pelos clássicos?

Paixão mesmo, julgo que surgiu do sonho de ter um MGA de 1956.

Que clássico de sonho gostaria de ter? E um que nunca teria?

Clássicos de sonho, uns inalcançáveis Bugatti 57 Atlantic e Talbot; difícil (mais pelo custo) mas realizável, um Jaguar XK 140 (de 1956, se possível). Depois, há carros que acho particularmente horríveis mas que, mesmo assim, não desdenharia, como o Ford Capri, o Datsun 1200 ou o Fiat 127.

Costuma participar em eventos de clássicos?

Dou muita atenção aos organizados pelo ACP Clássicos. Há um, em particular, que merece sempre a minha presença, que é o Passeio dos Ingleses.

Para si o ACP é...?

É impossível pensar em clássicos sem a ajuda do ACP. Desde a contratação de seguros até à utilização de reboques, conto sempre com a preciosa e disponível colaboração do clube. A Revista do ACP e a defesa que a instituição faz dos interesses dos automobilistas também me merecem o maior respeito

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