História do Automóvel Club de Portugal

Mais de um século a defender o automobilista

O Automóvel Club de Portugal é uma Instituição de Utilidade Pública, fundada em 1903, sendo hoje reconhecido como o maior clube português. A sua história tem acompanhado de muito perto a evolução da situação política e social do País, sempre na defesa do automóvel e do automobilista.

1903

A fundação do Real Automóvel Club de Portugal remonta ao dia 15 de Abril de 1903, data em que foi aprovado o projecto dos respectivos Estatutos e em que foram eleitos, por aclamação, os primeiros corpos gerentes.

O Real ACP, passaria a ter existência legal a 31 de Maio, aquando da aprovação dos seus Estatutos pelo Governador Civil de Lisboa, figurando como Presidente Honorário o Rei D. Carlos, como Vice-Presidente Honorário o Príncipe D. Luís Filipe e como Presidente Perpétuo da Assembleia Geral o Infante D. Afonso.

O emblema do Real ACP seria aprovado em sessão de 7 de Junho desse mesmo ano, apresentando a particularidade de ter sido desenhado pelo punho do próprio Rei D. Carlos.

1907

Em Novembro de 1907, por ocasião do Congresso da Associação Internacional dos Automóveis Clubes reconhecidos, foi criada a Comissão Desportiva Internacional, ficando o Real ACP nela representada por um Delegado, posição que ainda hoje se mantém.

1908

Em sinal de luto pelo assassinato do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe, em 1908, o Real ACP não realizou corridas nem concursos, mas prosseguiu a sua acção no que se refere à luta em prol dos direitos dos automobilistas. Durante o período que antecedeu a República, o Real ACP obteve ainda outros benefícios importantes, conseguindo que o Governo mandasse reparar várias estradas e construir novos troços.

1910

Alguns dias após a implantação da República, em 28 de Outubro de 1910, a Direcção do Club depôs o seu mandato nas mãos do Vice-Presidente da Assembleia Geral, sob a presidência do Marquês de Castelo Melhor, que se reuniu 6 de Março de 1911 e, além de proceder à eleição de novos corpos gerentes, decidiu eliminar o título Real, que perdera o significado com o termo da Monarquia, passando a designar-se Automóvel Club de Portugal. A Direcção eleita era presidida pelo Dr.António Macieira.

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