A Câmara do Porto aprovou por unanimidade desenvolver "iniciativas e contactos" no sentido de avaliar a transformação da Via de Cintura Interna (VCI) numa "via urbana",apurou a Lusa.

A Câmara do Porto aprovou por unanimidade desenvolver "iniciativas e contactos" no sentido de avaliar a transformação da Via de Cintura Interna (VCI) numa "via urbana",apurou a Lusa.

Para além disso, a recomendação aprovada pede que a câmara "continue a desenvolver, com carácter de urgência, todas as diligências no sentido de obter a imediata reposição dos limitadores de velocidade que existiam e que foram levianamente desativados".

Contactado pela Lusa, o Gabinete de Comunicação da Câmara do Porto esclareceu que este é um processo que "estava a ser liderado pelo anterior governador civil do Porto, cargo entretanto extinto". 

A autarquia diz já ter apresentado o caso à Secretaria de Estado dos Transportes, "aguardando-se ainda uma resposta" e reitera que "não tem qualquer competência e jurisdição sobre a VCI".

A proposta de recomendação apresentada pelo PS na reunião camarária de hoje pretendia que a autarquia iniciasse "imediatamente o processo" para "viabilização da transformação", mas teve de ser alterada para contar com os votos favoráveis da maioria PSD/CDS.

Assim, na sua redação final, o documento aprovado vincula a autarquia a "desenvolver iniciativas e contactos no sentido de avaliar a possibilidade de a transformar numa via urbana", explicou à Lusa Manuel Correia Fernandes, vereador do PS.

A ideia dos socialistas é transformar a VCI "numa grande avenida urbana, com árvores, passeios e separadores", transformando a via numa "artéria que ligue em vez de separar e que dê vida em vez de matar". 

Rui Sá, da CDU, votou favoravelmente a proposta, mas alertou, em declarações aos jornalistas, que "a VCI não pode ser analisada individualmente".

Para Sá, a VCI "não pode ser municipalizada sem que a Estradas de Portugal faça uma intervenção que torne a via mais inserida na cidade".

Acontece que "essa alteração tem de ser feita com base num projeto da Câmara do Porto" e que a Unidade Operativa de Planeamento e Gestão (UOPG) prevista no Plano Diretor Municipal para a VCI "nunca foi feita".

Outro problema, diz Sá, é que "não se pode discutir a VCI sem falar nas portagens" da CREP.

"A CREP foi construída para desviar o trânsito de pesados da VCI, mas com as portagens, os camiões continuam a passar na VCI", alertou.

16-11-2011

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