A instalação de mais radares de velocidade nas estradas é uma medida positiva mas só dará resultados se a gestão dos mesmos for criteriosa, disse à Lusa o presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa.

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, anunciou quarta-feira que no próximo ano vão ser gastos quatro milhões de euros na instalação de radares de controlo de velocidade.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do ACP, Carlos Barbosa, disse que "é muito importante" que sejam instalados novos radares nos sítios mais perigosos de Portugal.

"Já devia ter sido feito há muito tempo. O problema é se depois os radares funcionam e se são colocados nos locais certos. Veja-se os casos em Lisboa, em que metade dos radares está avariada e que foram colocados em sítios que não têm qualquer interesse", disse.
Carlos Barbosa lembrou que há cerca de dois anos uma comissão, presidida pelo atual presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e que também integrava, fez um levantamento e indicou os melhores sítios para se instalarem os radares e até agora nada foi feito.

"Espero que além dos quatro milhões de euros para comprar a nova rede de radares haja dinheiro para os manter. Se é só para comprar os radares, que ao fim de um ano estão estragados e não funcionam, então é dinheiro deitado ao lixo", disse.
Também o presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa, José Manuel Trigoso, disse à Lusa ter ficado satisfeito com o anúncio da instalação de novos radares.

"Se é para colaborar numa política generalizada de gestão de velocidades parece-me muito bem mas só se este controle for efetuado do ponto de vista técnico corretamente", salientou, acrescentando que não basta colocar os radares é preciso fazê-lo de forma criteriosa em termos de localização e depois garantir que esse controle tem consequências.

 

17-11-2011

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