Recuperar ou restaurar, eis a questão

Há um Porsche 911S Targa de 1972 que está a dar que falar no mundo dos clássicos, não pelo restauro, mas pela sua recuperação.

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Para a grande maioria dos amantes dos automóveis clássicos não há nada que substitua um restauro completo de um carro para o levar de volta ao estado imaculado em que saiu da fábrica.

Contudo, para alguns há outro caminho a seguir. Um caminho que não passa pelo desmontar de todas as peças do carro, restauro e/ou substituição das mesmas e por uma recuperação profunda da carroçaria e uma pintura totalmente nova. Para estes o caminho passa, sim, pela recuperação e restauro de todos os componentes mecânicos, mas pela preservação da carroçaria no seu estado atual, mostrando de forma clara toda a história do carro pela patine que foi adquirindo ao longo do tempo.

Foi isso mesmo que o fundador e proprietário da Canford Classics, companhia britânica dedicada à recuperação e comercialização de clássicos, Alan Drayson fez com um Porsche 911S Targa de 1972. Depois de o ter encontrado parado há décadas no celeiro de uma quinta japonesa, repleto de pó e ferrugem, o britânico decidiu salvar o carro, por oposição a restaurá-lo. Para o inglês esta era a única forma de honrar a história de um carro muito particular, dado o volante à esquerda (no Japão conduz-se com volante à direita) e os meros 52.000 km registados no odómetro. O resultado está agora à vista de todos.

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