Lisboa e Vale do Tejo

Da capital à lezíria

Há duas versões da origem do nome de Alenquer.

A primeira, seria a cidade fortemente muralhada que D. Afonso Henriques teria decidido conquistar. Na manhã do assalto ao castelo, o rei e o seu séquito foram tomar banho ao rio e viram um cão grande e pardo que vigiava as muralhas, cujo nome era alão e que se calou e lhes fez festas quando se aproximaram. O rei tomou isto por bom presságio e decidiu começar o ataque dizendo “alão quer” – “Alen Ker”, a vontade de Alão. 

A segunda versão diz que o cão chamado alão era encarregado de levar as chaves na boca, todas as noites pela muralha, à Casa do Governador. Os Cristãos, para obter as chaves, prenderam uma cadela a uma oliveira, visível para o cão, no seu trajeto. Ele galgou a muralha e entregou as chaves aos portugueses.

A mesquita, muralhas adentro, erguia-se no sítio onde depois foi erigida a Igreja de Stº Estêvão, matriz da vila, demolida no séc. XIX para dar lugar à construção da Aula do Conde Ferreira, sítio onde hoje está o Museu Municipal.

A disposição de Alenquer na encosta, do topo do monte ao vale, conquistou-lhe o epíteto de “Presépio de Portugal” – esta denominação motivou a montagem, há várias décadas, de um presépio com figuras de grandes dimensões, na encosta fronteira à estrada nacional que lhe passa em frente – anteriormente a estrada passava no centro da vila.

Em Alenquer nasceu Damião de Goes e Luís de Camões, cantou-a nos seus versos. O seu riquíssimo património – sítios pré-históricos, castelos, conventos, igrejas, quintas, casas senhoriais – mostra que teve lugar preponderante na nossa história.

Há oito séculos que é cabeça do respetivo e vasto concelho que vai da Serra de Montejunto à campina do Ribatejo, entre outeiros e planície, onde impera a vinha, base da sua economia.

  • Onde?

    O Concelho de Alenquer, pleno de História, fica no Distrito de Lisboa, sendo um dos maiores, em termos de área.
    O concelho é limitado, a norte, pela Serra de Montejunto, com uma altitude máxima de 666m. As elevações vão-se sucedendo, em anfiteatro, até que chegam à planície, também pertencente ao concelho e que se estende até às margens do Rio Tejo.
    A evolução deste concelho tem vindo a ser condicionada pela sua proximidade, relativamente à Área Metropolitana de Lisboa, o principal centro de produção e consumo do país – a localização e a evolução das vias e dos transportes deu a Alenquer certa vantagem, em termos de concorrência com outras regiões, para a instalação de indústrias extrativas e transformadoras, comércio e serviços, transportes e logística, mormente na zona mais a sul.

  • O quê?

    Diz-se que Alenquer deriva de “Alen Ker”, a vontade de Alão – o cão alano, raça conhecida pela sua habilidade na caça e combate que sempre protegeu a vila, mesmo hoje, no seu brasão.
    Alenquer foi fundada pelos mouros e, posteriormente conquistada por D. Afonso Henriques. Recebeu foral de D. Sancho I.
    Há duas versões da origem do nome de Alenquer – segundo uma, seria uma cidade fortemente muralhada, que D. Afonso Henriques teria decidido conquistar. Na manhã do assalto ao castelo, o rei e o seu séquito foram tomar banho ao rio e viram um cão grande e pardo, que vigiava as muralhas, cujo nome era alão, se calou e lhes fez festas, quando se aproximaram. El rei, tomou isto por bom presságio e decidiu começar o ataque dizendo “alão quer”. A outra versão, também já referida, dizia que o cão chamado alão era encarregado de levar as chaves, na boca, todas as noites, pela muralha, à Casa do Governador. Os Cristãos, para obter as chaves, prenderam uma cadela a uma oliveira, visível para o cão, no seu trajeto. Ele galgou a muralha e entregou as chaves aos portugueses.
    A mesquita, muralhas adentro, erguia-se no sítio onde depois foi erigida a Igreja de Stº Estêvão, matriz da vila, demolida no Séc. XIX para dar lugar à construção da Aula do Conde Ferreira, sítio onde hoje está o Museu Municipal.
    A sua disposição, na encosta, do topo do monte ao vale, conquistou-lhe o epíteto de “Presépio de Portugal” – esta denominação motivou a montagem, há várias décadas, de um presépio com figuras de grandes dimensões, na encosta fronteira à estrada nacional que lhe passa em frente – anteriormente a estrada passava no centro da vila. Em Alenquer nasceu Damião de Goes e Luís de Camões, cantou-a nos seus versos… O seu riquíssimo património – vestígios pré-históricos, castelos, conventos, igrejas, quintas, casas senhoriais – mostra que teve lugar preponderante na nossa História. Há oito séculos que é cabeça do respetivo concelho, vasto, que vai da Serra de Montejunto à campina do Ribatejo, entre outeiros e planície, onde impera a vinha, base da sua economia.

     

  • Património a descobrir

    Alenquer
    - O Museu Municipal Hipólito Cabaço
    - no centro histórico de Alenquer, é um grande polo de interesse - este arqueólogo, filho de um lavrador do Concelho, foi viver para França, em 1901, para se especializar no fabrico e tratamento de vinhos. Foi, no entanto conquistado pela Arqueologia que via patente nos museus franceses, sobretudo a do período paleolítico. Após o seu regresso a Portugal, em 1903, inicia as suas explorações, encontrando imensos objectos da Pré-História, não só no Concelho de Alenquer, como nos limítrofes e alguns mais afastados.



    O museu está instalado no edifício da antiga Aula do Conde Ferreira (a primeira das 120 escolas de instrução pública que o Conde de Ferreira mandou instituir, em testamento), construída em 1871, ao que se crê em cima da Igreja de Stº Estêvão, Matriz da Vila, que foi totalmente destruída. Segundo a tradição, esta Igreja, a mais antiga da vila, teria sido construída por D. Afonso Henriques, sobre as ruínas de uma mesquita.
    - Museu do Vinho – expõe, dá a provar e vende os melhores vinhos da região, sendo doze os produtores que estão representados. Está instalado num edifício de XIX, o antigo Celeiro Público. Mantém uma exposição relativa à evolução das técnicas e instrumentos utilizados na produção vitivinícola e tem uma área para provas e concursos. Simultaneamente, promove percursos designados “Rota da Vinha e dos Vinhos do Oeste”, visitando os vários produtores. A visita do museu é gratuita, bem como os percursos, muito embora os produtores visitados controlem o número de visitas e de provas.
    - Celeiro Público – a sua construção teve como fim apoiar os agricultores na recuperação das propriedades devastadas pelas Invasões Francesas, através de empréstimos de sementes, a ser pagas com os resultados da colheita seguinte. Na lápide existente sobre a porta pode ler-se “REAL CELEIRO PÚBLICO ERIGIDO COM A NATUREZA DE MONTE PIO EM EXECUÇÃO DA CARTA RÉGIA DE 26 DE JULHO DE 1811”. Em 1889 passou para a posse da Junta de Freguesia de Triana, e lá foi instalada uma escola. Recentemente sofreu um completo restauro e remodelação – o edifício é hoje ocupado pelo Museu do Vinho.

    - Museu João Mário – foi inaugurado em 1992 e detém muitas obras de artistas nacionais e estrangeiros
    -Capela do Espírito Santo – no local onde a Igreja foi erigida existiria, anteriormente, os Paços da Família Real. D. Isabel, a Rainha Santa transformou estas instalações em albergaria



    - Capela da Igreja de S. Pedro - há já vestígios, documentos, que provam que já existia em 1239 e, em 1758, o seu prior declarou ser a segunda, em antiguidade, na vila. A pia batismal é quinhentista e, tendo sido arrasada com o terramoto de 1755, foi posteriormente reconstruída – em 1941 foram feitas obras, para receber as cinzas de Damião de Goes, natural de Alenquer e de sua mulher, Joana de Hargen, que se encontravam numa outra igreja, arruinada. Foi, assim construída uma capela para onde foram transportados todos os elementos relacionados com o cronista e sua mulher: a laje tumular, uma lápide com as armas de ambos, outra lápide com inscrição e escultura da cabeça de Goes, uma janela com pequenos colunelos e o próprio pavimento. Foi também trazida para esta capela tumular uma escultura do “Ecce Homo” trazida pelo cronista, para Portugal. Esta capela é imóvel de interesse público.

    - Casa da Torre – em Alenquer
    - Castelo – foi construído no tempo em que os mouros dominavam a região, como uma fortaleza muito importante estrategicamente. De acordo com o que está descrito na lenda da criação de Alenquer, a fortaleza foi conquistada por D. Afonso Henriques. Posteriormente foi alvo de vários cercos, nunca bem sucedidos, o que atesta a sua qualidade e robustez.

    - Convento de Santa Catarina da Carnota – na freguesia de Santo Estêvão, na vila de Alenquer. A velha Ermida de Stª Catarina, localizada junto ao rio, foi doada por D. Sancha a Frei Zacarias, um dos dois companheiros de S. Francisco de Assis, por ele enviados para Portugal, em 1216. Nela, Frei Zacarias fundou o primeiro eremitério franciscano, em Portugal. Mais tarde, em 1219, por aqui passam cinco missionários, vindos de Itália, a pregar o Evangelho aos mouros, acabando por ser martirizados, em Marrocos. No séc. XVII a Ermida foi transformada em oratório de Stª Catarina dos Mártires, tendo sido sujeita a obras de reconstrução, terminadas em 1623, de acordo com a data inscrita na fachada lateral – tem um pequeno claustro, de estilo renascença. A Casa do Capítulo era coberta de belos azulejos.

    Convento Stª Catarina da Carnota

    - Convento de S. Francisco – foi fundado em 1222. Sendo de reduzidas dimensões, foi agraciado, no testamento de D. Beatriz de Gusmão, mulher de D. Afonso III e donatária da vila, com dinheiro para que os Frades adquirissem mais terreno. Foi ela também que mandou construir a igreja conventual, com portal gótico. Como noutros Conventos da época, foi criada uma escola, no Séc. XIV, onde eram ensinadas gramática, filosofia, casuística e teologia. Vários reis se interessaram por este Convento e lhe mandaram fazer melhoramentos, tais como D. Duarte, D. Afonso V, D. João II e D. Manuel, que mandou renovar o claustro e o pórtico da Casa do Capítulo, a expensas da Coroa. O terramoto de 1755 destruiu a Igreja, o dormitório e a enfermaria, salvando-se o claustro e algumas dependências próximas. Após a reconstrução, que apenas deixou, na Igreja o pórtico ogival, esteve muitos anos abandonado, até que passou para a posse do Município, para que os terrenos fossem utilizados como cemitério. A Igreja passou a Matriz da Vila e as restantes dependências do Convento a Hospital da Misericórdia.

    Conv. S. Francisco -Alenquer

    - Fábrica de Lanifícios Chemina – a COMPANHIA DE LANIFÍCIOS DA CHEMINA foi estabelecida por dois irmãos José Joaquim e Salomão Santos Guerra, no final do Séc. XIX, em edifício projetado para o efeito. Em pouco tempo tinha 200 operários e fabricava xales, casimiras, castorinas, cintas, barretes e cobertores, optando por uma máquina a vapor, ao contrário das outras empresas similares da época, que utilizavam energia hidráulica – não podemos esquecer que o rio passava tão perto da fábrica… Depois de várias vicissitudes passou a chamar-se Empresa Lanifícios do Tejo, Ldª e, em 1994 está prestes a deixar de funcionar e, em 2000 sofre um grande incêndio. Os edifícios são hoje propriedade municipal.

    Alenquer-Fab.Lanifícios Chemina

    - Fábrica do Papel – é fundada sob proteção régia e, para a construção das instalações muitas propriedades, agrícolas e não só, foram expropriadas. A laboração é interrompida pelas Invasões Francesas. A mesma Carta Régia que ajudou os agricultores a recuperarem as terras, ajudou também a fábrica do papel a recuperar as suas instalações. Como a Fábrica de Lanifícios, encerrou também, depois de várias vicissitudes.

    Alenquer-Fabrica Papel

    - Igreja da Misericórdia de Alenquer – a Casa e a Confraria da Misericórdia foram instituídas em 1527, por D. João III. Foi refeita e acrescentada por um fidalgo da casa do Cardeal D. Henrique e restaurada depois do terramoto de 1755. Nela existem pinturas de Vieira Lusitano e Josefa de Óbidos. O edifício contíguo à Igreja foi Casa de Despacho e hospital, este fundado em 1655. Posteriormente foi utilizado para outros fins, nomeadamente tribunal e sede de clubes locais. A igreja é imóvel de interesse público.

    Alenquer - Igreja da Misericórdia

    - Igreja de Stª Maria da Várzea – já era paróquia em 1203. Data de 1561 a pia batismal, de desenho simples, que hoje está na Igreja da Misericórdia. Damião de Goes foi aqui sepultado, em 1574.
    - Mosteiro de Nª Srª da Conceição – este mosteiro foi fundado em meados do Séc. XVI, por um fidalgo da Casa de D. João III.
    - Igreja de Nª Srª da Assunção de Triana – muito embora a tradição diga que a igreja foi mandada construir pela Rainha Santa Isabel, já era paróquia em 1239. Esta igreja foi encerrada após a implantação da República e acabou por ficar em ruínas. Posteriormente foi restaurada e, hoje em dias, está aberta ao público.
    - Moinhos da Cabreira, no Alto da Cabreira e do Carmo, em Paredes – ambos em ruínas.

    Freguesia de Abrigada
    - Capela de S. Roque
    - Igreja e Cruzeiro da Senhora da Graça
    - Palacete do Visconde da Abrigada

    Freguesia de Aldeia galega da Merceana
    - Capela de S. Sebastião
    - Capela do Espírito Santo
    - Capela de Espírito Santo – no lugar do Arneiro

    Capela Espírito Santo em Arneiro-Alenquer

    - Casa da Rainha
    - Igreja da Misericórdia
    de Aldeia Galega da Merceana
    - Pelourinho de Aldeia Galega da Merceana

    Freguesia de Aldeia Gavinha
    - Capelas de S. Luis dos Franceses, do Espírito Santo e de S. Sebastião, esta em ruínas
    - Fonte Gótica

    Fonte Gótica-Ald.Gavinha-Alenquer

    - Igreja de Stª Maria Madalena
    - Casa Museu Palmira Bastos – Palmira Bastos nasceu em Aldeia Gavinha, freguesia do Concelho de Alenquer e foi registada com o nome de Maria da Conceição. Em 2000 a Junta de Freguesia, em colaboração com a Câmara Municipal, reedificaram a casa onde a atriz nasceu, nela instalando, para além dos serviços da Junta de Freguesia, um Museu a ela dedicado, com peças de vestuário, outros artigos da atriz e fotografias. Palmira Bastos – nasceu em 1875, filha de um ator e uma atriz, ambos espanhóis, ligados a uma companhia de teatro ambulante. Pouco depois do seu nascimento, o pai desapareceu e o grupo de teatro foi desfeito, ficando a mãe sem aquele meio de subsistência. Como tal foi para Lisboa, trabalhando de dia como modista e, à noite, como corista nos teatros. A filha acompanhava-a, razão pela qual cedo entrou no mundo do espetáculo – aos 15 anos começou a sua carreira, no teatro da Rua dos Condes.
    Dois anos depois passou a fazer parte da Companhia Rosas e Brazão e, entretanto, adotou o nome artístico de Palmira, que era também o da sua mãe. O apelido Bastos veio do casamento com o empresário teatral Sousa Bastos. O primeiro grande êxito de Palmira Bastos, em 1900, foi a peça a Boneca, que teve 600 representações. A partir de então teve uma carreira brilhante, passando pelo Teatro Nacional D. Maria II e voltando, mais tarde, a um dos teatros onde se estreara, o Avenida, e onde terminou a carreira. Em 1962 visita a sua terra natal, sendo descerrada uma placa comemorativa do facto na casa onde nasceu. Em 1965 foi objeto de uma homenagem nacional. 
    A referida casa é hoje a sede da Junta de Freguesia.

    Casa de Palmira Bastos-Aldeia Gavinha                    Imagem de Palmira Bastos

    Freguesia de Cabanas de Torres
    - Capela de Srª do Ó

    Capela da Srª do Ó -Cabanas de Torres-Alenquer

    - Igreja de S. Gregório Magno
    - Moinhos do Alto dos Cortiços
    – são quatro moinhos, no Alto dos Cortiços

    Freguesia de Carregado
    - Igreja de Nª Srª de Fátima

    Igreja de Nª Srª de Fátima-Carregado

    - Marco da Mala-Posta – na EN3, próximo de Casal Pinheiro

    Marco da Mala Posta -Carregado

    Freguesia de Ota
    - Marco de Cruzamento – imóvel de interesse público

    Marco do Cruzamento - Ota

    Freguesia de Vila Verde dos Francos
    - Castelo de Vila Verde dos Francos – em ruínas

    Ruínas do Castelo - V.Verde dos Francos-Alenquer

    - Fonte Gótica de Vila Verde dos Francos

    Fonte Gótica-V.Verde Francos-Alenquer

    SERRA DE MONTEJUNTO
    Próximo de Alenquer fica a Serra de Montejunto, maciço rochoso que nos permite ver, de um lado a zona rural, de extensos vinhedos e, do outro o Oceano Atlântico e toda a Costa Rochosa com as belas Praias de permeio. Nos tempos, em que o Rally de Portugal tinha o seu início em Lisboa, era espetacular e temida a Classificativa de Montejunto, principalmente pelo nevoeiro e por alguns precipícios de respeito…

    Serra de Montejunto

    Em plena Serra, entre a vegetação constituída essencialmente por pinheiros mansos, encontramos a Real Fábrica do Gelo que, desde o Séc. XVIII produzia gelo. A água era distribuída de um poço para cerca de 44 tanques largos e baixos, onde congelava. As camadas de gelo eram retiradas, transportadas para poços fundos onde eram envolvidas em palha e conservadas, até serem transportadas para Lisboa. A Real Fábrica e este sistema de produção de gelo funcionaram até finais do Séc. XIX. A localização desta Fábrica é de facto no concelho do Cadaval mas, uma vez nas proximidades, poderá aproveitar-se para a visita.

    Fábrica de Gelo-Serra de Montejunto                           Fáb. de Gelo -tanques congelação-Serra Montejunto

  • Gastronomia

    Alenquer é mais famosa pelos seus vinhos que pela sua rica gastronomia… No entanto, podemos encontrar o bacalhau à adega, o sarrabulho, a uvada, as broas de mel do Carregado e as argolas de Meca.
    Em estreita colaboração com a Região de Turismo do Oeste, as Quintas produtoras de vinho, de Alenquer, estão integradas na Rota dos Vinhos do Oeste, que realizam provas dos seus vinhos, reconhecidos internacionalmente, para além de poderem mostrar o seu património edificado – algumas delas produziam vinho já no séc. XVI.

  • Feiras, Festas e Romarias

    Alenquer -“Presépio de Portugal” - graças à sua disposição em encosta, conquistou o epíteto de “Presépio de Portugal”. Para dar mais ênfase a esta qualificação é montado, na colina, desde o ano de 1968 e durante o mês de Dezembro, um Presépio de figuras monumentais. Ele é composto pelas figuras bíblicas – Anjos, Deus Menino, Virgem, S. José e os Reis Magos - concebidas pelo pintor Álvaro Duarte de Almeida, segundo uma pintura portuguesa dos séc. XVI e XVII. As figuras têm 6m, a maior e 1,5m a mais pequena.
    - Cantar os Reis – na noite da “velada dos Reis”, pintam-se, nas casas estrelas, flores, corações, nas freguesias de Abrigada, Cabanas de Torres, Meca, Olhalvo, Ota e Ventosa – atrás dos pintores vão os cantores, que cantam o romance dos Reis Magos – mais tarde são recebidos donativos dessas casas, tem lugar a “missa das almas” e um jantar festivo…
    - Romaria de Stª Quitéria – procissão e bênção do gado – no 1º domingo depois de 22 de maio - Meca
    - Círios – são romarias de carácter popular que ligam dois Santuários. No passado eram feitos com carros e galeras enfeitadas de flores e ramagens. O mais importante é o Círio de Olhalvo à Srª da Nazaré, que se realiza em Setembro e se faz, anos após anos em três localidades da freguesia – Olhalvo, Penafirme da Mata e Pocariça.
    - A Quinta feira da Espiga ou Quinta feira da Ascensão é móvel, calhando 40 dias depois da Páscoa, é tida como “o dia mais santo do ano” e tradicionalmente, colhe-se o ramo de espigas de trigo, um pouco de oliveira, papoilas, margaridas e varas de videira.
    - Festas do Império do Divino Espírito Santo – as antigas festas imperiais do Divino Espírito Santo atraíam a Alenquer a presença da Corte, tendo começado a perder importância no séc. XVIII. Realizaram-se, uma única vez, em 1945, após 200 anos de interrupção e voltaram a realizar-se em 2007, e até hoje, sob o lema “o Espírito Santo sopra onde quer”
    - Leilão dos Cargos – os cargos são conjuntos de bolos e laranjas, bem montados em estruturas de madeira resistentes e de coradas com fitas de tecido – são leiloados e quem remata o melhor e mais caro é implicitamente comprometido a efetuar o leilão no ano seguinte
    - Procissões dos Passos – realizam-se por todo o Concelho, aos domingos, no período da Quaresma – a população das diversas freguesias participa em cada uma destas procissões, o que resulta em consideráveis multidões.

  • Acessos e Distâncias
    LISBOA   47 km PORTO  279 km
    Aveiro 223 km Guarda  283 km
    Beja 186 km Leiria  112 km
    Braga 329 km Portalegre 196 km
    Bragança 448 km Santarém   48 km
    Castelo Branco 187 km Setúbal   79 km
    Coimbra 171 km Viana do Castelo 350 km
    Évora 142 km Vila Real 361 km
    Faro 285 km  Viseu 255 km
  • Itinerários Possíveis

    Itinerário 1
    Alenquer (A) – Ota (B) – Abrigada (C) – Cabanas de Torres (D) – Vila Verde dos Francos (E) - Casais de Fonte Pipa (F) – Freixial de Cima (G) – Labrugeira (H) – Alenquer (I)
    Visita de Alenquer dos seus pontos de interesse, bem como dos das freguesias indicadas. Em algumas das freguesias mencionadas, podem também ser vistos os tradicionais moinhos de vento e as vastas áreas de vinha e as respetivas adegas, algumas das quais podem ser visitadas.

    Total de km - 51 km
    Tempo de percurso – 1 hora e 10 minutos, só o tempo de condução
    Estradas - por estradas nacionais e municipais

     

    Itinerário 2
    Alenquer (A) – Pancas (B) – Espiçandeira (C) – Olhalvo (D) – Merceana (E) – Aldeia Galega da Merceana (F) – Alenquer (G)
    Visita de Alenquer dos seus pontos de interesse, bem como dos das freguesias indicadas. Em algumas das freguesias mencionadas, pode também ser apreciada a paisagem e, como no anterior itinerário, as áreas de vinha e suas adegas.

    Total de km - 33 km
    Tempo de percurso – 42 minutos, só o tempo de condução
    Estradas - por estradas nacionais e municipais



    Itinenerário 3
    Alenquer (A) – Aldeia Gavinha (B) – Riba Fria (C) – Carnota (D) – Carregado (E) – Camarnal (F) – Alenquer (G)
    Visita de Alenquer dos seus pontos de interesse, bem como dos das freguesias indicadas, como Aldeia Gavinha, terra da atriz Palmira Bastos. Para além do património edificado, a paisagem e as áreas de vinha e suas adegas constituem pontos de interesse.

    Total de km - 46 km
    Tempo de percurso – 58 minutos, só o tempo de condução
    Estradas - por estradas nacionais e municipais

  • Parceiros ACP

    PARCEIROS ACP
    Abaixo estão os links para todos os parceiros existentes no Distrito de Lisboa, a que Alenquer pertence, e que oferecem descontos aos sócios, mediante a apresentação do cartão de sócio.

    - Hotéis 
    - Solares
    - Turismo Rural 
    - Restaurantes 

scroll up