Dicas Saudáveis

Todos os meses, os mais diversos temas com dicas para o dia-a-dia de uma família.

1 - Os melhores pais do mundo.

Como educar de maneira a termos a certeza de que a dada altura fazem as escolhas certas na vida, sem precisar de segui-los passo a passo?

SEGURANÇA EMOCIONAL

Ter segurança emocional requer que gostemos de nós incondicionalmente, e essa segurança emocional é a base da autonomia, força e bem-estar que deve ser transmitida.

Como ensinamos ou transmitimos essa segurança emocional?

1. Só consigo ensinar o que sei e o que sou – Consciência e autorreflexão
Este deve ser o aspeto mais difícil da parentalidade consciente: para ensinar é preciso ser também, pois o exemplo continua mesmo a ser a melhor forma de ensinar!
Para isso, é essencial tomar consciência de si próprio, das suas forças e fraquezas.

2. Ser honesto
Para isso, a primeira coisa a fazer, é sermos honestos connosco e com os outros, em relação ao que sentimos, sem medo que isso nos retire o ‘poder’ enquanto pais.

3. Se necessário(re)aprender as emoções
Ser capazes de reconhecer o que sentimos, aceitá-lo, tendo a capacidade de autorregularmos as emoções e de reconhecer e empatizar com aquilo que os outros sentem.

4. Escute-os
Cada ser humano é único e tem dentro de si muitas perguntas e anseios, mas também muitas respostas e recursos criativos sobre aquilo que quer, o que é melhor para si, as suas forças e os seus medos, por isso ensine desde cedo os seus filhos a escutarem-se a si próprios e faça-o também, honrando aquilo que eles pensam sobre determinado assunto, especialmente sobre os assuntos que lhes dizem diretamente respeito.

5. Se errar peça desculpa
Quando reconhecemos que erramos com os nossos filhos, não só aumentamos a confiança deles em nós (ao contrário do que poderíamos pensar à partida), mas também lhes ensinamos a fazerem o mesmo connosco e com os outros com que se relacionam.

Por Susana Albuquerque
Saiba mais na revista Zen Energy

Lillian Barros,
Nutricionista Clínica
2 - Os vilões das intolerâncias alimentares

A SENSIBILIDADE E A INTOLERÂNCIA AO TRIGO

 A sensibilidade e intolerância ao trigo pode manifestar-se a nível digestivo com inchaço abdominal, alteração das fezes, flatulência, dores, mas também pode ter outros sintomas que dificultam o diagnóstico, como: eczemas, acne, sinusites, artrite, obesidade, problemas de tiroide e até agravamentos de estados depressivos e patologias mentais.

A nossa sociedade está intolerante a este trigo atual, mas ao mesmo tempo viciada nele. Pode parecer estranho, mas a digestão do trigo produz compostos semelhantes à morfina que se ligam aos recetores opiáceos do cérebro. Isto provoca uma sensação de conforto, de adormecimento. Quando as pessoas deixam de consumir trigo, durante uns dias, têm uma sensação de privação claramente desagradável. Porquê? Estão viciados! Tão simples como isso!

Muitas pessoas dizem-me nas consultas que estão dispostas a fazerem alterações na dieta para emagrecer ou melhorar o problema de saúde, mas escuto com frequência: «Só não tire o pão, por favor!».

Quanto aos laticínios, também são ingeridos em excesso desde a infância e os consumidores são instigados a manter essa dosagem elevada pela publicidade ‘adorável’ com bigodes de leite e conselhos de figuras conhecidas ao público para manter ossos saudáveis tanto no crescimento como na menopausa.

 

O LEITE

Vejamos alguns aspetos em relação ao leite: o ser humano é o único ser que continua a beber leite após a fase de amamentação. A lactase (enzima que digere a lactose) é inexistente na maioria da população após a infância, portanto, ingerem um alimento que não conseguem digerir e naturalmente vai ter consequências nefastas causando intolerâncias.

Os sintomas desta intolerância são idênticos aos do glúten do trigo e por isso, por vezes, é preciso eliminar os dois durante um tempo para poder sentir melhor o corpo. 

A hormona do crescimento do leite de vaca (IGF-1) é idêntica em número (70), sequência e estrutura de aminoácidos à do nosso corpo, o que nos causa vários tipos de problemas, nomeadamente ser um rastilho que, em conjunto com outros fatores, despoleta o desenvolvimento do cancro. Sugiro aos leitores dois livros escritos por médicos sobre este tema: O Leite que Ameaça as Mulheres, do Dr. Raphael Nogier e Leite: Alimento ou Veneno, do Dr. Robert Cohen.

Além da informação, hoje, disponível em livros e na Internet, siga o seu grande mestre: o seu corpo e escute a sua intuição. Quando o corpo se manifesta é porque algo não é bom para nós. Nele pode confiar. É só escutá-lo e falar com ele.

 

Por Isabel Costa 
Naturopata
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Lillian Barros,
Nutricionista Clínica
3 - Comida saudável para levar para a praia

Passar o dia na praia é sinónimo de refeições leves, mas isso não quer dizer que tenha de passar fome ou comer sempre a mesma coisa. Eis uma lista de sugestões, para que possa fazer de cada dia de sol, mar e areia um festival dos sentidos, num registo sempre muito saudável.

Vegetais em palitos (com ou sem sal): pimento vermelho ou amarelo, pepino, cenoura.

Vegetais em salmoura macerados uma noite – com sal, azeite e vinagre (pimento vermelho, curgete, cebola, pepino, cenoura).

Rebentos de bambu ou de soja confecionados em azeite (na frigideira).

Wraps de trigo ou trigo integral, ou wraps em folha de alface ou folha de arroz (com frango, queijo, carne assada, vegetais estufados e com molho de iogurte ou queijo cremoso light ou de ervas).

Salsichas de aves.

Atum em água, queijo magro e fiambre de aves (enrolados em folhas de alface).

Tomate cherry com sal e orégãos ou cenouras com casca.

Queijo em triângulos light e queijo fundido mini light.

Gelatina aos cubos.

Húmus (de grão) ou húmus de beterraba ou guacamole com tostas de arroz ou de milho.

Fruta aos cubos (melancia, melão, laranja) ou fruta lavada (uvas, maçã, pera, cerejas, abacate).

Gelatina misturada com iogurte ou com fruta.

Iogurte grego light com fruta e sementes.

Batatas-doces assadas (no forno).

Chips saudáveis de curgete ou de batata-doce assados no forno (com orégãos, sal e azeite).

Frutos secos e iogurte.

Manteiga de amendoim (ou de amêndoa ou de avelã) com galletas de milho ou de arroz.

Flocos de aveia com frutos secos.

Patê de azeitonas ou paté de curgete com rodelas muito finas de curgete.

Bebidas: água fresca, bebida de gengibre com hortelã, sumo puro de melancia ou de melão (no liquidificador), chá verde (ou outro) gelado e aromatizado com um pau de canela ou cascas finas de limão, refresco de café com água e limão (com xarope de agave).

 

Por Célia Francisco 
Psicóloga Clínica
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Lillian Barros,
Nutricionista Clínica
4 - A alimentação vegetariana

Ser vegetariano não é uma moda, ou não deveria ser! É um modo de vida profundamente sentido por quem o escolhe e vive. Enquanto um adulto se torna vegetariano na maior parte dos casos por questões de saúde, ecológicas ou espirituais, as crianças e adolescentes que o fazem é com um sentido profundo de compaixão por todos os animais, pelo seu direito à vida e bem-estar. 

Os benefícios do vegetarianismo

  • Os vegetarianos apresentam menor risco de doenças cardiovasculares e tensão arterial elevada.
  • Menor incidência de alguns tipos de cancro e de litíase biliar e renal.
  • Baixo índice de diabetes, obesidade, osteoporose.
  • Baixo índice de proteína C – reativa e IGF – 1 (sobretudo os que não consomem laticínios).

 

Atenção a alguns nutrientes

Para usufruir de todas as vantagens de uma alimentação vegetariana, é preciso fazê-la corretamente e ter atenção aos nutrientes como: cálcio, ferro, zinco, proteínas, ómega 3 e vitamina B12.

  • Alimentos ricos em cálcio: vegetais de folhas escuras (couve galega tem muito mais cálcio do que o leite), brócolos, sementes de linhaça, sésamo e chia, amêndoas, avelãs, grão-de-bico, quiabo.
  • Alimentos ricos em ferro: vegetais de folhas escuras, beterraba, leguminosas, grãos integrais, sementes, melaço, algas.

 

Cuidado com o excesso de açúcar!

As crianças viciam-se no açucar desde cedo com as chupetas passadas em açúcar para calar os bebés. As doenças causadas por estes excessos transformaram-se numa verdadeira epidemia, nomeadamente no que respeita a obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares e cárie dentária.

O açúcar também causa alterações emocionais, mudanças de humor, irritabilidade, fadiga e hiperatividade, ao mesmo tempo que diminui a resistência do nosso corpo às infeções.

É inquestionável que o nosso corpo precisa de glicose, que é o combustível do cérebro e cuja presença é fundamental para um grande número de atividades do nosso organismo. No entanto, esta glicose está incluída nos alimentos naturais e não precisamos dela na forma de um veneno branco que leva o nosso corpo a um estado de superacidez, desmineralizando-o, roubando-lhe o cálcio, magnésio, zinco, cobre, selénio e ainda mais nutrientes adicionais.

 

Alternativas saudáveis ao açúcar
O adoçante mais saudável e natural está presente na fruta, como bananas, pêssegos, peras e mangas e com estas pode fazer inúmeras mousses e sobremesas sem adicionar qualquer açúcar.

Adoçante caseiro de tâmaras: triture 1 chávena de tâmaras sem caroço em meia chávena de água. Pode-se utilizar em cereais de pequeno-almoço, bolos, mousses, sobremesas com fruta e batidos.

Frutos secos, tais como, sultanas, figos, alperces, bagas goji e maçã, podem ser reidratados e depois triturados, fazendo assim uma mousse mais cremosa para depois adicionar a batidos, panquecas e cereais, e ainda às sobremesas como tartes e mousses. Pode-se fazer um adoçante tipo xarope ou, então, mais cremoso, consoante a quantidade de água que adicionar. Tal como a fruta fresca, os frutos secos são ricos em vitaminas, minerais e fibra.

 

Por Isabel Costa

Naturopata e formadora
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Lillian Barros,
Nutricionista Clínica
5 - Aumento da autoestima: Reduzir o excesso de peso

Já pensaste no quanto o número da balança pode influenciar a autoestima?

A adolescência é já por si mesma, uma fase de mudanças físicas e fisiológicas, as quais, por vezes, poderão ser acompanhadas por excesso de peso, caso não haja cuidado com a alimentação e com a prática regular de exercício.

No entanto, neste período é difícil aceitar este aumento de peso, porque a aceitação pelos amigos é uma área muito forte nesta idade, podendo o excesso de peso, ser um motivo de exclusão e de diferenciação negativa.

É fundamental que haja a intervenção nesta fase, para que o excesso de peso possa ser reduzido e para que exista um desenvolvimento hormonal e fisiológico com um peso adequado e uma sociabilidade positiva. No fundo, é a sua autoestima física e pessoal que estão a ser reforçadas neste momento, sendo nesta idade estruturada a base da autoestima para a sua vida futura.

O excesso de peso dos nossos adolescentes em números

Portugal, apesar das suas raízes de alimentação mediterrânica, demonstra um aumento dos valores de excesso de peso e de obesidade infantil e nos adolescentes, quando comparado com outros países europeus.

Em 2014, a OMS (Organização Mundial da Saúde) revelou níveis elevados de excesso de peso, sendo que na Europa, mais de 27% das crianças com 13 anos e 33% com 11 anos, têm excesso de peso. Portugal está entre os países com piores indicadores: aos 11 anos, 32% das crianças têm peso a mais. Em 2015, houve a manutenção destes números.

Mas, acima de tudo, é de salientar que estes números são resultantes da inatividade física existente entre a população adolescente e a alimentação inadequada, embora haja um consumo de produtos hortícolas e de fruta.

Como gerir o peso na adolescência

As regras da perda de peso na adolescência são um pouco diferentes das regras na idade adulta. O crescimento do jovem, nunca poderá ser colocado em risco, devido à gestão do seu peso. A perda de peso terá que ser gradual e sustentada.

Regras a seguir:

- Realizar 5 a 6 refeições diárias;
- Consumir fruta e legumes todos os dias;
- Fazer somente uma exceção por semana;
- Mexer-se o máximo possível (subir escadas, andar a pé, dançar, saltar à corda, fazer step, fazer zumba);
- Andar sempre com comida atrás;
- Se fizer exageros alimentares, compensar com exercício no dia seguinte;
- Pedir ajuda aos pais, família e amigos;
- Pesar somente uma vez por semana e em jejum.

A focalização na perda de peso passará por diversas fases, mas nesses momentos mais difíceis, é importante que o adolescente peça ajuda à família e aos amigos. Este tem que se sentir compreendido e aceitar que haverá dias difíceis.

O segredo está em compensar os exageros, fazendo exercício físico e acreditar que se conseguirá atingir os objetivos.

 

Por Célia Francisco
Psicóloga Clínica
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Lillian Barros,
Nutricionista Clínica
6 - Défice de atenção ou perturbação da concentração

Vivemos numa época em que é comum encontrarmos crianças que parecem simplesmente não se interessar por nada. Os olhos não brilham! Encontram-se desenraizadas e desmotivadas…

A escola não as estimula e as relações são complicadas. Vivem alheados na sua hipoatividade ou na sua hiperatividade, não se focam, não planeiam e não concretizam. Infelizmente, as crianças que apresentam este tipo de sintomas são usualmente diagnosticadas com perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA) e medicadas em função de uma eventual disfunção cerebral por falta de dopamina na região do córtex pré-frontal, que afeta o desenvolvimento das funções executivas do cérebro. Atualmente, estima-se que 90% das crianças diagnosticadas não tenham efetivamente um metabolismo anormal da dopamina que é o que verdadeiramente caracteriza esta perturbação.

O que é que se passa então com estas crianças que evidenciam esses mesmos sintomas de hiperatividade / hipoatividade, impulsividade e défice de atenção?

Esta perturbação é física ou emocional?

 Com ou sem PHDA, o que existe sempre, são questões emocionais internas de medo, insegurança e identidade que estão na base dos comportamentos verificados e que precisam de ser olhadas. São questões emocionais inconscientes que estão na base de 80% dos índices de distratibilidade.

Percentagem de crianças diagnosticadas com PHDA

Os sintomas de hiperatividade, impulsividade e défice de atenção são, acima de tudo, um estado de alma, que colocou o corpo numa condição de depressão interna, de fuga e de alheamento. Voltar ao mundo, estar presente, planear e concretizar pode ser terrivelmente amedrontador, pelo que lhes parece mais fácil continuar a viver de forma aluada e inconsequente.

Nada disto pode continuar a ser deixado ao acaso. É fundamental que os profissionais de saúde se consciencializem que não podem continuar a olhar para as disfunções neurofisiológicas de forma isolada, mas sim, como o reflexo de um mecanismo corpo/mente/espírito que se encontra bloqueado. É preciso trazer estas crianças de volta à vida e ir à raiz deste funcionamento psicofisiológico.

O maior compromisso que estas crianças e adolescentes apresentam é um compromisso consigo próprias e com a sua capacidade de adequação ao mundo. Os seus padrões comportamentais não são mais do que a externalização do mal-estar interno que governa as suas vidas. E os seus corpos são o reflexo disso!

 

Por Ana Galhardo Simões
Psicoterapeuta Corporal
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Lillian Barros,
Nutricionista Clínica
7 - Bullying: violência nas escolas

O bem-estar dos adolescentes implica o bem-estar das suas relações sociais. Ter amigos fomenta a segurança e é muito importante para o desenvolvimento. Sentir-se parte integrante de um grupo é ser aceite e não ficar de lado.

A manifestação de tristeza ou isolamento frequente, poderá tratar-se de algum mal-estar social e que certamente prejudicará o rendimento escolar. Por vezes são pequenos arrufos de miúdos ou mal entendidos, mas também há vezes em que as causas são mais sérias e profundas, como o bullying. O quadro geral de uma situação de bullying traduz-se em vítimas ameaçadas e com medo dos seus agressores, o que as leva a tentar esconder a situação por recearem que se torne mais gravosa caso a denunciem aos pais ou professores.

Um dos sintomas mais comuns que ajudam a detetar eventuais casos de bullying na escola é o isolamento. Outro sintoma é a diminuição notória do rendimento escolar, com o adolescente a ter dificuldade de explicar por que não quer mais estudar. Frequente, nestes casos, é também a recusa de ir para as aulas, de novo sem razão aparente. A ausência de amigos pode também ser um sintoma: o adolescente sente-se perdido e manifesta dificuldade em relacionar-se com os seus pares, sendo que a desconfiança perante os colegas se acentua e generaliza.

Esse conjunto de sintomas, entre outros, pode ser uma indicação de um caso de bullying na escola e precisam de ser tomadas medidas em consideração e atenção para que o caso não se agrave ainda mais e acarrete consequências dolorosas e, até, irreversíveis tanto para a criança como para os pais.

O que fazer numa situação destas?

Os pais, além de estarem atentos aos sinais diretos dos filhos, devem procurar informações na escola com frequência. Podem aparecer sem avisar e, assim, observar o comportamento social e o grau de interação dos filhos com os colegas. Também devem falar com os professores e auxiliares de forma a constatar se eles notaram algum comportamento ou situações estranhas ou fora do comum.

Também se recomenda que os pais abordem o tema de forma informal com os filhos. Devem observar como eles reagem a exemplos e que opiniões declaram sobre os agressores e vítimas. É extremamente pertinente que os pais abordem estratégias preventivas para que o adolescente adquira orientações sobre como reagir em casos semelhantes.

 

Por Renato Paiva,
Pedagogo

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Lillian Barros,
Nutricionista Clínica
8 - Leite de vaca e suas alternativas

No ser humano, a ingestão de leite inicia-se desde o nascimento e, de um modo geral, é mantida durante toda a vida. De acordo com a Direção Geral da Saúde (DGS), a recomendação da ingestão diária de laticínios é de 2 a 3 porções por dia. Considera-se que uma porção de leite equivale a um copo de 250ml.

Na atualidade, por diversas razões de saúde (por exemplo: intolerância à lactose) ou por crenças alimentares, o leite pode ser substituído por leite sem lactose ou por bebidas de origem vegetal, porém, dado tratarem- se de alimentos com diferentes origens, é essencial a análise e leitura dos rótulos para se identificar quais as bebidas nutricionalmente equivalentes.

Substitutos do leite de vaca

O leite de vaca pode ser substituído por leite com baixo teor em lactose ou por leite sem lactose. Trata-se igualmente de um leite de vaca submetido a um processamento tecnológico em que é adicionada uma enzima (a lactase), responsável pela degradação da lactose presente no leite, podendo obter-se diferentes quantidades de lactose neste alimento. Desta forma, quando se compara o leite comum com as opções sem lactose obtêm-se os seguintes resultados:
Tipo de leite Quantidade de lactose por 1 copo (250 ml)
Leite UHT meio gordo 12,3g
Leite com baixo teor em lactose 2,25g
Leite sem lactose <0,03g

Em termos de lactose, as bebidas de origem vegetal podem ser alternativas ao leite de vaca, nomeadamente as bebidas de soja, de amêndoa, de avelã, de coco, de arroz e de aveia. Estas bebidas estão aptas para intolerantes à lactose e alérgicos à proteína do leite de vaca. No entanto, estas bebidas apresentam diferenças significativas a nível nutricional. As bebidas de origem vegetal, quando comparadas com o leite de vaca apresentam como vantagens:

  • Não contêm lactose;
  • Têm um teor inferior de ácidos gordos saturados (exceto bebida de coco);
  • Presença de fibra alimentar.

Contudo, como desvantagens apresentam:

  • Baixo valor proteico (exceto a bebida de soja);
  • Não contêm naturalmente cálcio e vitamina B12, pelo que é importante confirmar (através da leitura do rótulo) que a bebida foi suplementada com estes nutrientes;
  • Custo elevado.

Assim, verifica-se que o leite de vaca é o mais rico ao nível do teor de proteína e que além disso é o único que contém naturalmente presentes cálcio e vitamina B12. Contudo, de um modo geral, as bebidas de origem vegetal apresentam valores equivalentes de vitaminas e minerais, uma vez que são submetidas a um processo de suplementação.

Quando se comparam diferentes marcas comerciais com produtos equivalentes, é nas bebidas de origem vegetal que se verificam maiores diferenças nutricionais, pelo que é importante a leitura atenta dos rótulos.

 

Por Ana Rita Lopes
Coordenadora da Unidade de Nutrição do Hospital Lusíadas Lisboa

Saiba mais na edição de fev. 2016 da revista Zen Energy

 

Lillian Barros,
Nutricionista Clínica
9 - As mentiras da Internet

Hoje em dia recebemos mais informação num mês do que os nossos avós em vários anos de vida e tudo graças à internet. Mas será que sabemos navegar fiavelmente neste oceano de conhecimentos e armadilhas?

Computadores, telemóveis, tablets, gadgets, redes sociais, jogos, aplicações e, sobretudo, a Internet são peças indispensáveis na vida de qualquer pessoa. Ali vivem a continuação da vida escolar, com grande incidência para as redes sociais, mas também a parte letiva, com pesquisas para trabalhos e testes.

O problema é quando estas pesquisas são feitas de forma acrítica, dando como certas as coisas que vão lendo ou vendo, muitas vezes sem enquadramento ou contextualizações. Isto acontece porque toda a gente, desde que tenha um computador ou telemóvel, pode colocar online o que quiser, podendo até dizer, por exemplo, o Sol é um cubo de gelo ou que Portugal é uma província do Tibete! Não será repreendido nem interpelado por isso e essa informação será pública para quem pretender aceder. Infelizmente, a informação disponível na internet está dispersa, desorganizada e muitas vezes desatualizada e efémera.

É por isso necessário ter muito cuidado na maneira de fazer a pesquisa, pois convém que a informação seja cruzada, isto é, que aquilo que se lê numa determinada página seja coincidente com o que está escrito noutra, de sites fidedignos. Comparar informação é a ideia chave para uma boa pesquisa.

Se a estes cuidados somarmos a não utilização de textos copiados na íntegra da Internet, então já foi percorrido meio caminho para se obter bons resultados. É que uma das principais queixas dos professores refere-se aos muitos alunos que fazem cópia integral de textos, usando-os como se fossem da sua autoria. Além de falaciosa e manipuladora, esta atitude descredibiliza o aluno e revela muitas vezes que nem uma boa pesquisa soube fazer, penalizando-o duplamente.

Também é preciso ter cuidado com o excesso de informação. Tal como no mar, é necessário navegar na internet usando alguns pontos de referência, para não correr o risco de naufragar, pois é relativamente fácil uma pessoa perder-se no meio de tanta informação. Ter um critério de pesquisa é fundamental, assim como não abusar dos hiperlinks – as ligações que se encontram no meio dos textos e que remetem para uma página sobre um tema ou assunto específico.

Finalmente, deve-se evitar estar a fazer mil coisas ao mesmo tempo na internet. Os alunos poderão estar a pesquisar, a jogar e a conversar de forma simultânea, mas a multitarefa não será sinónimo de elevada rentabilidade. Antes pelo contrário, é até causa de muitos dos erros que se encontram nos trabalhos, nitidamente provocados por desatenção.

 

Lillian Barros,
Nutricionista Clínica

Renato Paiva, Pedagogo,
Diretor da Clínica da Educação

 Saiba mais na edição de jan. 2016 da revista Zen Energy

10 - Alergia ou intolerância alimentar?

É frequente confundir-se intolerância alimentar com alergias específicas aos alimentos, mas estas duas situações são bem diferentes e têm solução.

A alergia alimentar é uma reação imunológica, mediada por imunoglobulinas de tipo E (IgE) específicas, que ocorre após a ingestão ou contacto com um determinado alimento. As manifestações clínicas são geralmente imediatas. Quanto à intolerância alimentar, esta é causada pela formação de imunoglobulinas de tipo G (IgG) dirigidos contra proteínas dos alimentos. O organismo não consegue digerir completamente alguns alimentos, provavelmente devido a uma deficiência enzimática do sistema digestivo ou outro mecanismo desconhecido e, consequentemente, existe a produção de substâncias que o organismo identifica como sendo estranhas, o que causa uma reação de sensibilidade alimentar.

A intolerância alimentar provoca microinflamações internas, com os sintomas a surgirem entre um a três dias após a ingestão do alimento nocivo - o que torna difícil a sua perceção. Já a alergia alimentar provoca uma reação intensa e imediata - cerca de uma a duas horas após a ingestão do alimento nocivo, o que a torna mais facilmente identificável. Por este motivo, é frequente verificar-se uma despreocupação geral em relação à deteção das intolerâncias alimentares, apesar de estas resultarem em efeitos nefastos para a saúde, com consequências a médio e longo prazo. Apesar de não se manifestarem imediatamente e com uma intensidade menos limitadora, as suas consequências a curto prazo podem ser desagradáveis em termos de bem-estar geral, de qualidade de vida e até mesmo no equilíbro imunitário que nos permite proteger contra o desenvolvimento de variadíssimas doenças.

 

COMO DETETAR?

Em primeiro lugar, é fundamental identificar o alimento ou alimentos que provocam a intolerância e se ela realmente existe, verificando, por exemplo, se não se trata antes de sintomatologia associada a outras situações clínicas ou hábitos alimentares menos adequados. Para identificar os alimentos que causam este tipo de reações adversas poderá recorrer a métodos de análises clínicas ou optar por fazer um autoconhecimento com técnicas de tentativa e erro, sendo uma avaliação muito mais morosa, mas muito mais barata e igualmente eficaz.

Depois de identificada a intolerância e alimento causador, deverá eliminá-lo da sua dieta corrente. Note que a eliminação do ingrediente a que é intolerante pode ser complicado, pois pode integrar a composição de outros alimentos (nomeadamente os industrializados) sem que tenha consciência disso. É por isso que deve também procurar ajuda de um especialista.

 

Lillian Barros,
Nutricionista Clínica

Lillian Barros,
Nutricionista Clínica

Saiba mais na edição de dez. 2015 da revista Zen Energy

11 - O meu filho é disléxico?

Um filho disléxico não significa que é um aluno com menor capacidade cognitiva face aos seus colegas, apenas tem dificuldades no domínio da linguagem escrita. A dislexia é um dos principais problemas nas designadas Dificuldades Específicas de Aprendizagem, onde se inclui outros problemas como disortografia, disgrafia e discalculia.

Para ajudar o seu filho a resolver este problema é essencial efetuar um diagnóstico, que deverá ser feito mal sejam detetadas dificuldades maiores em superar normalmente os problemas na leitura/escrita que todas as crianças enfrentam quando iniciam a escolarização. Nessa avaliação, cabe ao especialista efetuar um diagnóstico e definir estratégias reeducativas adaptadas a cada caso. A avaliação/diagnóstico pode também passar por provas de carácter neurológico como, por exemplo, a Ressonância Magnética Funcional.

As estratégias reeducativas podem, e devem, ser complementadas com a ajuda dos pais ou encarregados de educação. Em casa devem ser fomentadas atividades lúdicas relacionadas com palavras, rimas, sílabas, canções, assim como momentos de audição de histórias sobre temas do seu interesse, apelo à memória imediata, evocação sequencial de eventos. Em situações do quotidiano – como as saídas ao supermercado, livraria, farmácia, centro comercial – é importante estimular a curiosidade pelo conteúdo de mensagens escritas nos espaços que a rodeiam. Tudo o que provoque na criança uma necessidade para se organizar verbalmente constitui um precioso auxiliar para combater as dificuldades de leitura/escrita espontânea.

Importante é também esclarecer a criança sobre o seu problema, sobretudo no que diz respeito ao facto de a dislexia não ser um problema cognitivo, ou seja, que a criança tem as suas capacidades intelectuais intactas, o que irá encorajá-la na sua reeducação. Identificar as áreas fortes da criança é importante pois permite proporcionar experiências positivas, ajudando a criança a destacar-se pelo sucesso, no que resulta num óbvio bem-estar psicológico.

 

Cláudia Colaço
Autora do livro Dislexia, Lidel

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12 - Regresso às Aulas

As aulas já começaram e para trás ficaram as férias e o rebuliço dos preparativos do regresso (ou entrada) na escola. Agora é tempo de pôr em prática alguns métodos para estabelecer as novas rotinas e hábitos que favoreçam as condições para um ano escolar positivo. Como?

Aqui seguem alguns conselhos: 

  1. Afixe o horário escolar dos seus filhos num sítio visível por todos. Para poderem ir acompanhando as atividades que cada um tem;

  2. Acrescente ao horário escolar o tempo dedicado ao estudo. Este tempo deve ser diário e cumprido desde o início das aulas, mesmo que não haja trabalhos de casa para fazer; 

  3. Ajude-os a fazer com que o tempo de estudo seja agradável desde o início. Depois de ter decidido com eles a hora desse tempo de estudo, acompanhe-os no início e aproveite para os elogiar;

  4. Não faça do tempo de estudo ou trabalhos de casa um acontecimento desagradável. Se não conseguir encorajá-los e incentivá-los eles vão detestar os trabalhos de casa. Não exija perfeição, principalmente no primeiro ano de escola;

  5. Limite o acesso às redes sociais. O tempo dedicado às redes sociais não deverá interferir com o tempo que deverá ser dedicado a outras coisas, como estudar ou estar com a família;

  6. Seja um bom modelo. Por exemplo, se estiver tempo demais no telemóvel os seus filhos irão seguir o exemplo, mas, antes disso, irão sentir que não são importantes para si;

  7. Não os sobrecarregue com atividades extracurriculares. As atividades extracurriculares podem exigir demasiado esforço e tempo, dificultando a gestão entre o tempo dedicado à parte académica e o tempo dedicado às brincadeiras;

  8. Deixe-lhes tempo para brincar. Nesta fase estão a desenvolver muitas competências que se adquirem através do brincar;

  9. Crie a regra de deixar arrumada a mochila para o dia seguinte. Organizar o material necessário para o dia seguinte permite aos seus filhos prepararem-se mentalmente para a aprendizagem, facilitando-a. E evita correrias matinais ou atrasos;

10. Prepare refeições a mais quando cozinhar. É preferível comer uma refeição cozinhada previamente se isso permitir alguma tranquilidade ao fim do dia;

11. Prepare o pequeno-almoço no dia anterior. Isso vai permitir um início de dia mais tranquilo e vai dar tempo para conversarem um pouco antes de saírem de casa;

12. Visite a escola com regularidade.

13. Fale com o diretor de turma do seu filho para ir acompanhando o seu desenvolvimento.


A todos os pais e alunos, desejo um bom ano escolar!

Paula Monteiro
Psicóloga Clínica

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